COMPARTILHANDO FATOS, IDÉIAS E VIDA ENQUANTO CAMINHAMOS

31 de mai de 2007

A PLATAFORMA DESSA ESTAÇÃO É A VIDA...

Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na Estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir são só dois lados da mesma viagem...
A plataforma dessa Estação é a vida desse meu lugar"

A VIDA NAS ESTAÇÕES - parte 1

Ela é ex-obreira da Universal

Passou sua principal juventude (dos 20 aos 30 anos de idade) condicionada ao isolamento imposto aos soldados da mega-igreja: sem passear com amigos “ímpios”, proibida de namorar alguém que não fosse também obreiro, batizada por três ocasiões a mando dos bispos, para “renovação de votos” necessários para continuar obreiros, numa espécie de up-grade profissional e curricular.

Foi liberta...

Não antes de oferecer - como sacrifício derradeiro - os longos cabelos loiros, vendidos por 150,00 – tudo que lhe restava para por no altar-balcão dos pastores-lobos, em troca de uma prenda divina qualquer!

Já no “Caminho”, um dia me procurou, angustiada e perseguida. As amigas obreiras e ex-supervisoras a caçavam, ameaçando: “O bispo quer te ver! Se você não comparecer pode ser amaldiçoada!”
Preocupadas, não entendiam porque ela se desviou, porque foi para o “mundo”, porque prefere o inferno.

Conforme a preveni, já a deixaram.

Novas orientações.

Não querem mais ser vistas ao lado dela.

Temem por seus postos.

Obstinado, então... O "exército" marcha

Triunfal e Aflito

A vida em troca daqueles uniformes...

Quanto a ela...

Ela segue... Livre e desajeitada!

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