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24 de jul de 2007

No Divã - 11a. História

CASEI JOVEM, TRAÍ, ME ARREPENDI... E HOJE CARREGO AS CONSEQÜÊNCIAS...
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From: CASEI JOVEM, TRAÍ, ME ARREPENDI... E HOJE CARREGO AS CONSEQÜÊNCIAS...
Sent: segunda-feira, 19 de janeiro de 2004 17h09min
To: contato@caiofabio.com
Subject: QUERO SALVAR MEU CASAMENTO!

Mensagem:

Caio, tive um prazer enorme em conhecer seu site.
Escrevo-lhe numa tentativa de encontrar algumas respostas para minha alma.
Há muitos anos atrás, cerca de 12 anos, quando eu tinha 30 anos, meu casamento estava em verdadeira crise; 3 filhos pequenos, construindo casa e lógico com falta de dinheiro e tudo o mais... Acho que eu era muito imatura para enfrentar muitos problemas, me casei com 20 anos.
No meio desta crise conheci um rapaz que aparentemente me dava o que eu não tinha: atenção, carinho e, é lógico: sexo bom..., o que não acontecia mais com meu marido.
Pedi a separação porque acreditava que não poderia viver uma relação dupla. Fui criada numa igreja histórica e sou filha de Pastor. Imagine a rigidez de minha moral! Logo após a separação percebi a "burrada" que tinha feito..., percebi a grande diferença entre sexo bom e amor. Conclui que com aquele homem teria sexo bom, mas nenhum desejo de dividir minha vida com ele.
Após muita insistência de minha parte e de muita oração..., meu marido aceitou voltar a se relacionar comigo; mas por um período de 3 anos eu continuei me relacionando com o outro também..., mesmo sabendo que isso era pecado..., e coisa e tal.
Aos poucos fui amadurecendo e o gosto pelo sexo com o outro homem foi desaparecendo; e voltei totalmente para o meu casamento; fui compreendendo melhor meu marido; lidando melhor com algumas frustrações, e fui me tornando uma pessoa realmente feliz. Mas, na verdade, meu marido nunca me perdoou..., teve várias crises onde demonstrava muita raiva, tristeza e rancor com minha atitude de anos atrás.
Agora..., há pouco mais de um ano..., para minha surpresa..., ele pediu a separação pelo motivo de não conseguir superar minha atitude de anos atrás.
Bem, ele arrumou outra mulher..., e saiu para viver a vida. No entanto sua nova paixão não durou..., agora está deprimido, tomando medicações, fazendo análise e tudo o mais.
Ele tem me procurado muito, mas sempre "despeja" sobre mim a culpa pelo o que eu fiz. Eu tenho me perguntado a Deus se eu realmente sou culpada por isso..., digo: pelo pecado dele... eu sei que eu errei, pequei. Minha mãe sempre me diz que Deus é rico em perdoar, mas que as conseqüências de nossos atos, nós temos que assumir. Será que eu tenho sobre mim a ira de Deus? Eu gosto do meu marido... quando ele não está doente... ele é uma pessoa maravilhosa. Eu me sinto culpada por ter causado tanta a dor ele, e penso que Deus não vai me ajudar, porque eu cavei minha própria cova.
Por favor, me responda.
Obrigada!

Resposta:

Minha querida irmã: Paz e Bem!

Minha querida, vocês dois erraram. E cada um tem que levar seu próprio erro, e tratar dele na Presença de quem pode perdoar..., e já o fez!
Mas a questão não é essa. Ninguém erra sozinho num casamento. Às vezes, o erro é o casamento. Vocês eram jovens..., e qualquer um pode errar..., mesmo quando não se é jovem se erra! Quanto mais na total inexperiência! Portanto, o que aconteceu... aconteceu. E mesmo que você tenha errado antes dele nessa área, ele não tinha no seu erro a justificativa para fazer a mesma coisa.
Vocês são adultos, e cada um tem que assumir a sua parte. O que você tem que fazer é ter uma conversa definitiva com ele. Ou vocês se perdoam na Cruz, ou vocês carregam os seus fardos pesados... separadamente. O que não pode é vocês ficarem nesse encontro de contas, nessa auditoria sem fim... Se for para se ofenderem e viverem “passando à sujo o passado” é melhor que fiquem separados. Só vale a pena continuar se houver perdão... mesmo. Do contrário, haverá apenas tomento.
Você tem que pedir perdão a ele pela sua parte—e não conte dos três anos finais... seria muito difícil pra ele—; e ele tem que pedir perdão a você pela parte dele. E pronto!
Se vocês forem capazes de dar Graça um ao outro - e tratarem-se como Deus em Cristo nos tratou e trata—, então vocês ainda podem ser felizes.
Perdão é oferecer ao outro a chance de começar outra vez, sem história e sem passado, com tudo sob o Sangue do Cordeiro. Sem que seja assim nada será sadio e bom! Deixe isso claro para ele.
As conseqüências, de fato, ficam... e a gente tem que ser humilde para lidar com elas. Vocês, todavia, não estão obrigados a se perdoar como marido e mulher. Como irmãos, independentemente da conclusão da história conjugal, vocês precisam se perdoar. Mas a conjugalidade é um lugar de liberdade e bem estar... se não houver mais confiança...e nem vontade de tratar o outro com a leveza de quem está recomeçando e se re-encantando...não há salvação!
Nesse caso é bem melhor uma boa separação!

Espero lhe ter sido útil.

Nele, que nos perdoa,

Caio

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