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17 de ago de 2007

No Divã - 21a. História

ENCONTREI UM HOMEM QUE ME AMA E ESTOU COM MEDO


-----Original Message-----
From: ENCONTREI UM HOMEM QUE ME AMA E ESTOU COM MEDO
Sent: sábado, 1 de novembro de 2003
To: contato@caiofabio.com
Subject: NÃO SEI SE CASO...

Mensagem:

Querido Caio: Sinto plena liberdade para chamá-lo assim, pelo simples amor que nos une em Cristo Jesus, bem como pelo carinho a admiração com que te acompanho, desde o inicio de minha vida cristã.
Estive com você, solidária em sua caminhada, sempre com a consciência da graça de Deus sobre sua vida. Desde que descobri o seu site (internet pra mim é um bicho de sete cabeças...rs), faço o impossível para estar aqui, lendo tudo o que posso; e como sempre foi, minha admiração e carinho pelo amado irmão cresce a cada dia.
Tenho lido as cartas que respondes, me delicio com as suas respostas, tão sabias, tão obvias e simples como o amor de Deus por nós. A maioria delas me lembra um hino, em que o pecador chega até a cruz de Cristo trêmulo, esperando uma condenação, e encontra o perdão, se depara com a graça. Só quem se beneficiou tremendamente pode falar com tanta propriedade sobre esse infindável e incondicional amor. Creio que todas as pessoas que te escrevem se encontram desamparadas, precisando de uma palavra amiga, como estou me sentindo agora; e com essa mesma urgência, eu te peço, me responda, por favor. Estou passando por um momento especial em minha vida, mas quero te contar um pouco da minha história.
Quando conheci Jesus, estava vivendo uma terceira união, com um homem violento, com o qual vivi um inferno, por doze anos. Não preciso detalhar aqui os tormentos pelos quais passei, e tudo o que me impedia de me separar... Quando finalmente consegui tomar essa decisão, estava consciente de todas as dificuldades e privações pelas quais passaria, mas, nem tudo é previsível.
Achava também que, finalmente, estava morta para o amor, para o sexo, e agradecia a Deus, com sinceridade, pelas experiências terríveis, pelas quais havia passado; considerando como uma benção o total desinteresse pelo sexo oposto; me sentia uma santarrona, livre para servir ao meu Deus; finalmente livre do meu lado sensual, que por tantas vezes, havia me levado a pecar. E, durante cinco anos, eu não sorri.
Descobri o por quê em uma manhã como outra qualquer, em que observava um casal de pássaros comendo, depois de uma noite de chuva. Eu, simplesmente, não podia viver só. Vivi atormentada, durante algum tempo, e com medo de Deus, parti para um relacionamento com uma pessoa, que dura cerca de um ano. Desde então, vivo sem saber o que fazer. Temos uma vida sexual intensa, e tudo o que vivemos é com muito amor. Ele mora em outra cidade, não nos vemos com muita freqüência, mas nos falamos todos os dias, e estamos completamente apaixonados. Sempre que possível estamos juntos; e, com a convivência, fomos chegando à conclusão que não há mais sentido ficarmos longe um do outro, e queremos nos casar, o mais breve possível. Mas, ele não é evangélico. Tenho consciência que ele me ama, mais pela mulher de Deus que eu sou, do que por qualquer outra qualidade. Sou uma mulher de 46 anos, tenho dois filhos, de condição humilde, trabalho com artes manuais e costura, não tenho muitos atributos físicos para atrair um homem como ele, de nível superior, e que em seu mundo, obviamente, encontraria, caso buscasse outros valores, mulheres, muito mais atraentes que eu.
Observo basicamente isso, para ter certeza de seu amor por mim... Percebo que ele ama o meu amor por Deus, admira minhas qualidades como cristã, como mãe, como mulher. Mas, vem o medo. Ao mesmo tempo, em que imagino que finalmente chegou o meu momento de ser feliz, nessa área, penso que deveria ser com um cristão, alguém que professe a mesma fé.
Vivo um impasse. Ainda não consegui falar sobre os meus planos para a minha igreja; vivo assim, escondendo de todos essa relação, temendo criticas, sem saber o que fazer. Ao mesmo tempo, não sei se posso voltar atrás .Estou vivendo algo intenso e verdadeiro, meus filhos o amam muito também, conversam muito, e eu creio que seria uma decepção grande pra eles também, se tudo viesse a terminar agora.
Meus filhos, tem 16 e 13 anos, e encontraram nele, mais que um amigo.
Gostaria que me respondesse, irmão. Estamos planejando o nosso casamento para o mês de Dezembro, e eu espero ansiosa a sua resposta, que, acredite, vai ser de grande ajuda para mim.

Sempre na Graça,
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Resposta:

Minha amada irmã: Seja Feliz na Graça de Deus!

Deus vai proteger você enquanto você andar distraída e sem grilo, confiando e dando seus passos em sensatez, sinceridade e amor. Você já teve relacionamentos na fé e que terminaram de modo fé-tido. Casamento é filho do amor, não da fé. Mas só se casa pela fé. Afinal, quem sabe o quê acerca de si mesmo, do outro ou do futuro? De que adiante você casar com um irmão e viverem como irmãos? Gente boa é gente boa, e amor é amor. Não existe uma bondade cristã e um amor cristão. Amor é amor. O que faz bem não faz mal.
A única questão é saber se você quer, e ele também. No mais, não tenha medo de ser feliz. Milagres acontecem.
Quanto a sua igreja, minha amada, quem vai casar é você.
Quem já foi muito infeliz sempre pensa que a felicidade é um blefe, que é impossível. Mas saiba: acontece! E, na maioria das vezes, vem de onde não se espera.
Sobre você ser humilde, se ele é maduro também, é provável que ele esteja buscando essa simplicidade também.

Fique na Paz!

Nele,

Caio

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