COMPARTILHANDO FATOS, IDÉIAS E VIDA ENQUANTO CAMINHAMOS

30/03/2007

A PÁSCOA NO CAMINHO - A VITÓRIA SOBRE A MORTE!

A PÁSCOA NO CAMINHO - A VITÓRIA SOBRE A MORTE!
"... não era possível que (Ele) fosse retido por ela!"

Durante os domingos de Abril, a mensagem pregada em cada reunião será a RESSURREIÇÃO DE JESUS.

No dia 01, faremos a viagem pelas narrativas dos Evangelhos acerca daquela madrugada de domingo tão única e exclusiva! E se Deus a escolheu para ser como foi, por que foi como foi? Sim, há reflexão possível em tudo. Por exemplo: Por que as mulheres primeiro? Como Jesus reagiu às reações dos discípulos incrédulos? "Por que procuramos entre os mortos aquele que vive?" - o que isso significa HOJE?

No dia 08 de Abril, faremos a CEIA DE PÁSCOA. Será um momento fraterno e cheio de Vida! Venha estar conosco e traga convidados. Eles ressuscitarão!

Depois teremos mais três domingos (dias 15, 22 e 29 de Abril) para aprofundar o tema:
- A NOSSA ressurreição em Cristo: O que é e o que virá a ser?
- A ressurreição como esperança e redenção - Saúde espiritual para viver essa vida!
- "Comamos e bebamos que amanhã morreremos" - o mote de uma geração suicida!

Quando uma Estação do Caminho se reúne, não vira um seminário, não há doutrinarismos e nem adestramentos. Não tem preleção, tem Palavra! Não tem palestra, tem Mensagem! O aprendizado não é para mentes evoluídas, é para corações abertos. Ela é uma comunidade guiada pelo Espírito, onde o poder do Evangelho SALVA MESMO todo aquele que crê!

Então, venha estar conosco durante esses cinco domingos. Esse é nosso convite, com todo carinho e serviço.

Marcelo

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26/03/2007


VOCÊ É BEM VIDO À ESTAÇÃO

Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na
Estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar

E assim, chegar e partir são só dois lados da mesma viagem...

A plataforma dessa Estação é a vida desse meu lugar

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Crentes e não Crentes no Caminho da Graça

“Não quero que ninguém pense de mim mais do que em mim vê ou de mim ouve!” - Apóstolo Paulo (2 Cor 12.6b)

“Somos feitos de carne, mas temos que viver como se fôssemos de ferro.” - Sigmund Freud

Quando o pessoal do Caminho se encontra, considero absolutamente estratégico desenvolver mensagens que aprofundem em nós a consciência do Evangelho de Jesus, de modo que, o Espírito da Verdade, que nos guia a toda verdade, possa iluminar a todos, des-vendando dentro de cada um o Conhecimento da Graça, que é experiência existencial, psicológica e espiritual, e não uma doutrina, uma tese ou uma teologia.
Aqui em Santos, nós mal nos conhecemos – é tudo muito incipiente. E eu pouco sei da etapa que cada um se encontra em relação à absorção do Evangelho. O que pregar a cada Domingo, então?
Enquanto me arrumava para ir ao Caminho, institui para mim uma referência, um guia para me orientar, para me balizar em relação aos nossos objetivos no Ensino.
Ganhei a convicção de que subo naquele humilde púlpito com duas únicas intenções:
1) Ajudar aos CRENTES a se tornarem GENTE!
2) Ajudar as GENTES a se tornarem CRENTES!
Eu sei que é uma síntese simplória demais. E sei que para alguns parece chocante e presunçoso tal desejo feito oração e pregação.
Não digo que isso é tudo, mas me parece ser a minha parte. Negar tal necessidade é fugir do óbvio; ela é tão evidente, que julgo ser propício tal ênfase. Eu peço, portanto, sua atenção ao raciocínio transcrito abaixo.
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1) Ajudar aos CRENTES a se tornarem GENTE!
Puxa, creiam-me: os evangélicos precisam ser 'humanizados'. Estou certo de que assim feitos, Deus haveria de ser cada vez mais redundantemente Divino em cada cristão!
Hoje a maioria das pessoas se convertem à “igreja”, não a Cristo!
É por esta razão que os conteúdos do Evangelho da Graça estão tão adulterados no Cristianismo. E pior: Parecemos não enxergar a caricaturização de Jesus que nos é proposta dos púlpitos. É um Jesus de terceira mão que a maior parte dos crentes segue. "O Jesus que nos foi apresentado é um 'composer' do Jesus da 'igreja', o qual é moldado para ficar 'parecido' com o grupo religioso que se pertence ... e é uma fabricação feita para validar as teses do grupo" - segundo o Caio.
E tal “Jesus” não faz nada de bom ou de mal que qualquer outro condicionamento mental também não realize.
Hoje, na igreja evangélica, primeiro o indivíduo tem que ser salvo do "Jesus inventado"... primeiro precisa ser salvo do Jesus dos Evangélicos para, então, conhecer o Jesus do Evangelho.
De modo que, o primeiro alvo da pregação (CRENTE EM GENTE) tem relação com aquilo que se percebe na maioria dos cristãos: uma profunda descaracterização da individualidade de pessoas que se submeteram aos mais malucos sistemas religiosos de aprisionamento da alma e do espírito.
O pessoal fica todo enquadrado, maquiado, mascarado, robotizado, oprimido e, tragicamente, tudo em nome de Jesus – fingindo ter compreendido o que significa Vida em Abundância, enquanto também se camufla:
a tristeza que se carrega com sorriso forçado e com a adrenalina cultual,
o amargor com que se deita e levanta, com palavras de guerra;
e o desamor para com o próximo com plásticas de comunhão na hora do culto!
Não é assim? Ora, onde não é assim, está feita a exceção!
O que os cristãos precisam saber é que Não há melhor lugar para conhecer nossa própria verdade, senão no solo seguro da Graça de Deus, onde não há mais condenação para os que estão em Cristo Jesus! Há somente aceitação e renovação! Primeiro se percebe tal qual se é; depois o Espírito promove seus frutos em nós, enchendo a vida de paz, alegria e amor.
Mas, paradoxalmente, os crentes têm medo de se enxergar como gente. O pastor Caio diz que desse ponto em diante, a maioria dos cristãos “confunde descanso e pacificação com vagabundagem existencial. Crescer em entendimento e experiência da Graça de Deus na presente existência, demanda de nós esforço, compromisso, e busca disciplinada de desenvolvimento interior, e que é fruto de auto-exame, e de auto-discernimento, tarefa que seria insuportável sem um coração pacificado pela Graça.”
Então, para corresponder o quanto antes à norma massificada, as pessoas artificializam o agir de Deus, operando em si mesmas uma ‘transformação de ocasião’, uma conversão para fins eclesiásticos, uma supressão de tudo que choca a religião, uma espiritualidade ‘de fachada’, mas compatível com a média comunitária.
Essa falsificação do lavar regenerador e renovador do Espírito dá conta de instituir mudanças para fora do ser, exclusivamente comportamentalista, baseadas no fazer e mensuradas pelo desempenho, sem seu correspondente interior de crescimento na Graça e na Verdade. É a figueira sem frutos, mas adornada de folhagens, que camuflam a nudez própria do outono da vida.
No entanto, quando o cidadão se percebe assim, tendo Deus – em Sua misericórdia – permitido que ele caísse em si e, finalmente, olhasse para dentro, então o que acontece é que ele não se reconhece, e se assusta, se escandaliza, se choca, se culpa, se penitencia! Não sabe porque “depois de tanto tempo de evangelho” o que habita seu interior são as mesmas raivas, angústias e escravidões de outrora, mas agora travestidas de ‘santidade exterior’; existem os mesmos bichos vociferando rancores e preconceitos, só que agora legitimados pela interpretação adaptada da Bíblia, que nos dá a entender que somos seres superiores, triunfalistas, uma raça cheia de méritos em ser santa, um povo que se “acha!” por ser designado de propriedade exclusiva de Deus, sem qualquer compreensão que, em havendo tal eleição, ela é fruto de pura Graça, é anterior a nós mesmos, sendo anterior a qualquer coisa que tenhamos feito ou deixado de fazer, é anterior, inclusive, ao nosso próprio nascimento. Aliás, essa coisa toda é desígnio de Deus desde antes da fundação do mundo, quando o Cordeiro foi imolado para redenção de todo ser criado.
Quanto a mim, não carrego ilusões... não estou esperando ninguém virar anjo, ninguém levitar a 10 cm do chão, ninguém ser levado pela carruagem de fogo da santidade que já não consegue viver no mundo. Ao contrário, posso afirmar que meu esforço pessoal é na tentativa de não me chocar com mais nada, posto que não há nada que você tenha feito que, ao menos em potencial, não exista em mim também.
Gente é gente!
Diante disso, fica aqui declarado: Está suspenso o meu direito de me escandalizar com o que quer que seja verdade sobre você. Prefiro caminhar com você a partir de suas lutas e temores do que fingirmos que não trazemos essas coisas embutidas no cerne de nossas tribulações e dramas de vida.
Não lido com robôs, nem com super-crentes ufanistas, nem me interesso por comportamentos performáticos só para me dar a sensação de que tudo está sob controle na comunidade dos crentes “sob minha supervisão”.
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E quanto aos não-cristãos?
O que significa:
2) Ajudar as GENTES a se tornarem CRENTES?
Ora, a última coisa que eu desejaria aqui era propor que alguém, em se fazendo crente, deixasse de ser gente, repetindo o ciclo acima exposto.
Não precisa ser evangélico para ser gente do Evangelho.
No Caminho da Graça ninguém vai simplesmente virar evangélico. Não. Não lhes farei se submeter a minha própria cultura religiosa, Não os julgarei e não lhes direi palavra acerca da necessidade de manter a boa reputação do Caminho, posto que nem Jesus se preocupou com isso;
Não lhes imporei o tutelamento das listas sagradas dos evangélicos, nem me utilizarei da Ceia do Senhor como instrumento de punição e disciplina. Não lhes porei um peso às costas que perverta a experiência do “jugo leve e fardo suave” do Senhorio de Cristo sobre eles; Não lhes ‘negarei’ as coisas lícitas, nem sou criança para estimular liberdades que são pré-fabricadas para chocar e “colocar pedra de tropeço ou obstáculos no caminho do irmão” (aliás, isso é coisa de crente que pensa que conhece a Graça);
Mas, não se enganem comigo, não lhes proibirei a bebida, o cigarro, a música, a dança, as festas, os namoros com ‘não-crentes’, o divórcio, o casamento sem papel passado, mas sempre e insistentemente devo adverti-los e exortar a todos contra a embriaguez, a ‘des-edificação’, a dissolução, a infidelidade, as “desavenças e invejas”, os extremos, os prazeres perversos e a inconveniência para vida. Mesmo assim, não decidirei nada por ninguém – só corrigindo com brandura os mais fracos, oferecendo conselhos, caminhos e opções compatíveis com o espírito da Palavra. Não lhes ensinarei – conforme aprendi – a coar os mosquitos e engolir os camelos!
Se a transformação é uma porta que só se abre por dentro, então não serei eu a arrombá-la! Longe de mim!

Em suma, o que eu quero dizer é o seguinte: Em se considerando que os cristãos têm se comportado como o filho mais velho da parábola, assumi-se o fato de que Deus tem muitos filhos mais novos por aí, em lugares existenciais distantes da Casa do Pai... muita gente...Gente que não sabe que é filho... ou que, em sendo filho, optou por viver independente de Deus, marginalizado do amor do Pai, longe da sombra do pertencimento, e em sendo assim, entregues a si mesmos, às torpezas e dissoluções, que cada vez mais entortam e diluem o ser, e nos colocam em descaminhos vários até o ponto de uma existência medíocre, alimentada com a lavagem dos porcos, em estado de perdição, sem sentido para a vida, sem saber de onde vem e para onde vai, sem esperança, sem horizonte, sem nada que garanta um significado para vida além da satisfação dos instintos primais e dos elementos de sobrevivência diária.
O dia que esse pessoal descobrir o Evangelho, tudo muda! Quando aceitarem por Fé que Jesus Cristo é Senhor, quando confessarem com a boca e crerem com o coração, então há o Novo Nascimento... O dia que eles souberem que o amor de Deus permanece intocável, que o caminho de volta está aberto, que há perdão disponível “para o mais vil pecador”, que o Pai os recebe em festa, que se pode ser achado, que se pode reviver para Deus, então... Ah! Então as coisas velhas passam! Tudo se faz novo! Surge uma nova criatura! E agora tudo que se é, se é em Cristo, posto que em Cristo se está para sempre.
Essa é a Boa Nova: Deus já está reconciliado com o mundo, não imputando aos homens suas transgressões! Louvado seja seu Nome! Cabe-nos aceitar a reconciliação proposta na Cruz, e viver a esperança proposta na Ressurreição, com temor e tremor diante Dele.
É isso: crente em gente, gente em crente! Simples assim...
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E nós, a gente-crente do Caminho?
Ora, Deus nos fez agentes dessa Reconciliação, como se por nós Deus estivesse rogando ao mundo e a igreja que se reconcilie com Ele, afim de receber nessa vida ainda os benefícios do Evangelho de Cristo, que é poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu, e depois do gentio! Um e outro! Ambos! O evangélico e o não-evangélico, o crente e o ‘mundano’, o cristão e o ateu.
Não é uma pregação de superioridade triunfalista, de donos da verdade, de gente soberba. Ao contrário, “evangelizar é um faminto dizer para o outro faminto que encontrou a Casa do Pão!”
E é isso que, a priori, estamos fazendo nas reuniões para encontro e pregação da Palavra, sob o emblema do Caminho da Graça.
E em falar nisso, não custa novamente destacar:
O Caminho da Graça não é o Caminho da Graça. (Eita!)
Verdade!
O Caminho da Graça não é o que se faz dentro de quatro paredes (onde os cristãos gostam de se sentirem cristãos).
O Caminho da Graça se faz na vida, em Jesus, com Jesus e por Jesus. Ele é o Caminho, e toda manifestação Dele em nós é AMOR ao PRÓXIMO!
Já o lugar que carrega esse nome é só uma Estação, uma parada, um posto de abastecimento, um lugar para ministração comunitária da Palavra, da Adoração, da Mesa do Senhor, dos dons ministeriais, das curas e dos depoimentos que fortalecem a fé de quem caminha.
De forma que, somos todos Embaixadores de Deus e Ministros da Reconciliação: no meio do mundo, às portas do inferno, debaixo do sol, no trabalho, na escola, na esquina, em casa e em todo lugar onde estiver gente que é Sal da Terra e Luz do Mundo em Cristo.

E sem Ele nada podemos fazer, visto que nem o melhor de nós tem brilho próprio, mas gravita ao redor da Estrela da Manhã, que “ao ser erguida (levantada), atraiu todos a Si”, com o magnetismo irresistível de Seu amor incondicional.
Somos, portanto, devedores a homens, mulheres, adolescentes e jovens de todas as tribos, prostitutas, homossexuais, bissexuais e transexuais, fiscais de tributos, empresários, motoboys, políticos e donas de casa, ateus, católicos, espíritas e esotéricos, ricos e pobres, intelectuais e broncos, casados, descasados, solteiros, amasiados, juntados, separados, divorciados, viúvos... e a todos quantos se encontram carecidos da Glória de Deus porque não conhecem em seus corações a conversão que o Evangelho realiza por meio da fé, através da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo – único mediador entre Deus e os homens, que a todos convidou dizendo: “Vinde a mim, todos vós que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei. Aprendei de mim, que Sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vossas almas.”
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Sei que alguns identificaram nas entrelinhas um liberalismo herético e outros, nas mesmas entrelinhas, detectaram um moralismo velado. Paciência... Outra coisa não quero!
Sigo fascinado com o poder de restauração do Evangelho: Depois que você aprende a ser gente, nunca mais volta atrás! Depois que se abandona a síndrome do desempenho para conquistar amores condicionados, ser um ser humano cai muito bem em nós, e vivemos em gratidão Aquele que, ao nos converter para Si, nos devolveu para nós mesmos, agora livres de si mesmos. Somos devolvidos para a vida livres
de instintos dominantes, das pulsões sufocantes, das libertinagens da insegurança, da embriaguez como refúgio, do legalismo como justiça-própria, até da ‘oração’ como ansiedade, do consumismo anestesiante, e também do medo, do pavor, do cansaço de existir, da falta de sentido, do excesso de sensações, da insatisfação gerada pelos prazeres desenfreados, do ascetismo orgulhoso, da retórica vazia, do academicismo, das encenações religiosas, das complicações eclesiásticas, da vontade de mandar, de controlar e de ser controlado!
“Eu vos aliviarei...” Ai que bom ser gente!

Na mesma Graça,

Marcelo Quintela

caminhoemsantos@grupos.com.br
marceloquintela@uol.com.br

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12/03/2007

"...em lágrimas batizei-o em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo! - tomando o sol como testemunha e as montanhas ao redor como pilares do Santo Templo a proclamar: "Foi Deus quem nos fez! Somos Obra de Suas mãos!"" Marcelo Quintela
Aconteceu na Estação Santos
Nesses dias de carnaval em 2007, na terça-feira, lá fomos nós pra São Vicente para um encontro na casa do Marcos & Rose onde participamos de um "comes e bebes" muito a vontade.
O dia chuvoso não esfriou o calor dos relacionamentos entre cada irmão-amigo que estavam ali. Papo sério, brincadeiras e até um futebol com placar de 5 x 5 rolou nessa tarde na Prainha, ali ao lado da Ponte Pênsil.
O Valmir II, o meu chara recém chegado na estação, veio pedalando sua bicicleta trazendo seus dois filhinhos e também trazia um desejo no coração: “Hoje eu vou me batizar”.
O desejo era tão intenso que ele já estava falando alto consigo mesmo a respeito enquanto pedalava. Sua filha o ouviu "falando sozinho" e acabou perguntando: “o que você está falando pai?” Ele nos contava isso dizendo que a despistou sobre o que falava “sozinho”.
Pois bem, após o futebol, entramos juntos na água para sermos testemunhas da Graça na vida do Valmir.

“Este templo aqui não foi construído pelas mãos dos homens” disse o Marcelo olhando a beleza natural ao redor.

“Hoje eu sei, que mesmo que eu o deixar, Ele jamais vai me abandonar...” Foi a pérola do Valmir, enquanto transpirava a alegria de primeiro amor.

Ficamos lá cheios de alegria diante da maravilhosa graça de Deus.
Tudo na maior simplicidade, e cheio de verdade.
Deus é bom mesmo!

Valmir Bodruc
Santos, Fevereiro de 2007

PS: Heraldão você ainda estava conosco. Um beijão mano!

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01/03/2007

O REINO É SIMPLES










UM CONVITE A DOCE REVOLUÇÃO

Artigo 1 - Fica decretado que agora não há mais nenhuma condenação para quem está em Jesus, pois, o Espírito da Vida em Cristo, livra o homem de toda culpa para sempre.
Artigo 2 - Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive os Sábados e Domingos, carregam consigo o amanhecer do Dia Chamado Hoje, por isso qualquer homem terá sempre mais valor que as obrigações de qualquer religião.
Artigo 3 - Fica decretado que a partir deste momento haverá videiras, e que seus vinhos podem ser bebidos; olivais, e que com seus azeites todos podem ser ungidos; mangueiras e mangas de todos os tipos, e que com elas todo homem pode se lambuzar.
Parágrafo do Momento: Todas as flores serão de esperança; pois que todas as cores, inclusive o preto, serão cores de esperança ante o olhar de quem souber apreciar. Nenhuma cor simbolizará mais o bem ou o mal, mas apenas seu próprio tom, pois, o que daí passar estará sempre no olhar de quem vê.
Artigo 4 - Fica decretado que o homem não julgará mais o homem, e que cada um respeitará seu próximo como o Rio Negro respeita suas diferenças com o Solimões, visto que com ele se encontra para correrem juntos o mesmo curso até o encontro com o Mar.
Parágrafo que nada pára: O homem dará liberdade ao homem assim como a águia dá liberdade para seu filhote voar.
Artigo 5 - Fica decretado que os homens estão livres e que nunca mais nenhum homem será diferente de outro homem por causa de qualquer Causa. Todas as mordaças serão transformadas em ataduras para que sejam curadas as feridas provocadas pela tirania do silencio. A alegria do homem será o prazer de ser quem é para Aquele que o fez, e para todo aquele que encontre em seu caminhar.
Artigo 6 - Fica ordenado, por mais tempo que o tempo possa medir, que todos os povos da Terra serão um só povo, e que todos trarão as oferendas da Gratidão para a Praça da Nova Jerusalém.
Artigo 7 – Pelas virtudes da Cruz fica estabelecido que mesmo o mais injusto dos homens que se arrependa de seus maus caminhos, terá acesso a Arvore da Vida, por suas folhas será curado, e dela se alimentará por toda a eternidade.
Artigo 8 – Está decretado que pela força da Ressurreição nunca mais nenhum homem apresentará a Deus a culpa de outro homem, rogando com ódio as bênçãos da maldição. Pois todo escrito de dívidas que havia contra o homem foi rasgado, e assustados para sempre ficaram os acusadores da maldade.
Parágrafo único: Cada um aprenderá a cuidar em paz de seu próprio coração.
Artigo 9 – Fica permanentemente esclarecido, com a Luz do Sol da Justiça, que somente Deus sabe o que se passa na alma de um homem. Portanto, cada consciência saiba de si mesma diante de Deus, pois para sempre todas as coisas são lícitas, e a sabedoria será sempre saber o que convém.
Artigo 10 – Fica avisado ao mundo que os únicos trajes que vestem bem o homem diante de Deus não são feitos com pano, mas com Sangue; e que os que se vestem com as Roupas do Sangue estão cobertos mesmo quando andam nus.
Parágrafo certo: A única nudez que será castigada será a da presunção daquele que se pensa por si mesmo vestido.
Artigo 11 - Fica para sempre discernido como verdade que nada é belo sem amor, e que o olhar de quem não ama jamais enxergará qualquer beleza em nenhum lugar, nem mesmo no Paraíso ou no fundo do Mar.
Artigo 12 – Está permanentemente decretado o convívio entre todos os seres, por isso, nada é feio, nem mesmo fazer amizades com gorilas ou chamar de minha amiga a sucuri dos igapós. Até a “comigo ninguém pode” está liberta para ser somente a bela planta que é.
Parágrafo da vida: Uma única coisa está para sempre proibida: tentar ser quem não se é.
Artigo 13 - Fica ordenado que nunca mais se oferecerá nenhuma Graça em troca de nada, e que o dinheiro perderá qualquer importância nos cultos do homem. Os gasofilácios se transformarão em baús de boas recordações; e todo dinheiro em circulação será passado com tanta leveza e bondade que a mão esquerda não ficará sabendo o que a direita fez com ele.
Artigo 14 – Fica estabelecido que todo aquele que mentir em nome de Deus vomitará suas próprias mentiras, e delas se alimentará como o camelo, até que decida apenas glorificar a Deus com a verdade do coração.
Artigo 15 – Nunca mais ninguém usará a frase “Deus pensa”, pois, de uma vez e para sempre, está estabelecido que o homem não sabe o que Deus pensa.
Artigo 16 - Estabelecido está que a Palavra de Deus não pode ser nem comprada e nem vendida, pois cada um aprenderá que a Palavra é livre como o Vento e poderosa como o Mar.
Artigo 17 – Permite-se para sempre que onde quer que dois ou três invoquem o Nome em harmonia, nesse lugar nasça uma Catedral, mesmo que esteja coberta pelas folhas de um bananal.
Artigo 18 - Fica proibido o uso do Nome de Jesus por qualquer homem que o faça para exercer poder sobre seu próximo; e que melhor que a insinceridade é o silencio. Daqui para frente nenhum homem dirá “o Senhor me falou para dizer isto a ti”, pois, Deus mesmo falará à consciência de cada um. Todos os homens e mulheres que crêem serão iguais, e ninguém jamais demandará do próximo submissão, mas apenas reconhecerá o seu direito de livremente ser e amar.
Artigo 19 – Fica permitido o delírio dos profetas e todas as utopias estão agora instituídas como a mais pura realidade.
Artigo 20 - Amém!

Caio e tantos quantos creiam que uma revolução não precisa ser sem poesia.

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