COMPARTILHANDO FATOS, IDÉIAS E VIDA ENQUANTO CAMINHAMOS

26/04/2007

A PALAVRA E AS OUTRAS ESPADAS

A Palavra e as outras espadas

Deus, aos olhos de Quem nada está oculto, conhece os caminhos e descaminhos de nossos labirintos interiores.
Essa nossa angústia essencial tem sido laboratório para as ciências que se pretendem especialistas em desvendar o homem: SER a ser desvendado!

Percebi que o texto de Hebreus admite a possibilidade de “outras espadas”, inclusive com versáteis gumes de penetração, de atuação profunda na tentativa de interpretar nossas idiossincrasias. Há a psicologia, a sociologia, a antropologia, a teologia, e tantas outras “gias” que inventamos.

Porém, o autor de Hebreus ressalta que a ação da Palavra no homem integral (mente e espírito) é mais profunda que qualquer espada de dois gumes. A Palavra não é comparada às espadas, Ela é entendida acima delas, em seu poder de descompactar o homem “zipado”.

A Palavra é um descompactador de gente. Ela não se compara!

Ou seja, nenhum outro artifício de autoconhecimento e ajuda pode mergulhar às regiões tão densas e abissais do mar da vida quanto àquelas as quais a Palavra lança sua luz de intenso fulgor.

Quero dizer que, quando a Palavra Viva de Deus atinge o mais profundo e inexorável nível de “adentramento humano”, os outros meios todos já se aprofundaram o máximo que podiam na gordura do ser e existir.

Por esse pensamento, tenho que relativizar todo o mais: Se a Psicologia conhece o caminho para sala de estar da interioridade, a Palavra vai ao quarto que cheira à gente; se as filosofias nos permitiram chegar a esse quarto, então a Palavra pode vasculhar os lençóis e levantar o colchão; se os fármacos auxiliam conhecer essa cama, a Palavra já acende sua Luz debaixo dela, e revela poeiras e baús do passado irremovível a nos adoecer. Se terapias e processos de análise abrem os baús do psiquismo assustador e assustado, a Palavra é capaz de estar removendo as quinquilharias do porão escuro da psique tão complexa.

Há um tempo atrás escrevi umas linhas acerca da enfermidade emocional que já me afligiu incrivelmente, e que me parecia tão paradoxal com a proposta da conversão triunfalista comum nos anos 80-90 (bom, hoje está pior!) ... Foi escrito para mim e para meu Deus, e agora para os “íntimos anônimos-desconhecidos internautas.”

Não sei ao certo separar alma e espírito, os processos bioquímicos cerebrais das pulsões do meu ser. Nem sei quem - o quê-sou!
Antes era tudo tão simples para mim...
Agora confundo fruto do Espírito com a ação das Endorfinas repostas; confundo alegria Cristã com a atuação das serotoninas encapsuladas. Não sei distinguir a culpa religiosa pela moral envergonhada com os processos depressivos da biopsique afetada.

Mas, ainda que para mim, pareçam indivisíveis como um bloco, creio que a Palavra de Deus SABE e PODE separar, destrinchar e interpretar alma e espírito, juntas e medulas, artérias e nervos dos mais complexos plexos orgânicos. È capaz de separar neurônios que habitam meu cérebro-carne-corruptivél, dos “gloriônios” que habitam as regiões celestes nas quais já estou assentado, mesmo quando assentado estou em profunda limitação do ser e estar. Essa PALAVRA VIVA – sei lá como – FAZ ISSO! E POR ISSO É EFICAZ!

AQUELE QUE É A PALAVRA TORNOU-SE CARNE E VIVEU ENTRE NÓS. VIMOS SUA GLÓRIA ... CHEIO DE GRAÇA E VERDADE... TODOS RECEBEMOS DA SUA PLENITUDE, GRAÇA SOBRE (EM LUGAR DE) GRAÇA.


Escrito em 2003

MARCELO QUINTELA

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20/04/2007

Kit - Caio em São Paulo

Irmãos e amigos do Caminho em Santos,

O CAMINHO SÃO PAULO já disponibilizou o kit de DVDs daquele fim de semana do Caio na capital, em fevereiro último.
Dentre todos os títulos, tenho chamado atenção de todo mundo para a Mensagem da manhã de domingo: "O Tapeceiro", na qual o pastor Caio Fábio conta toda sua vida em uma hora e meia entre lágrimas e ações de graças a Deus por cada dor e por cada alegria.
Quem estava lá, pôde testemunhar um momento histórico na trajetória do "Caminho da Graça" como movimento e organismo! O Caio contou a sua própria história à frente da igreja evangélica no Brasil: esperanças e desilusões; assumiu suas culpas pelas tempestades pessoais, refletiu sobre a Soberania de Deus em tudo mesmo: desde as primeiras percepções e pulsões infantis até o falecimento do seu caçulinha, e a origem do site e do "Caminho da Graça"... Bom, a Débora, a Miriam, o Heraldo, o Roberto e Aida, Clayton, Sidnei e Rejane, dentre outros, podem testemunhar (e eu gostaria que o fizessem) aqui o tamanho do impacto dessa manhã nas nossas vidas.
Tenho grandes idéias com esses DVDs, para que ele percorra o maior número de casas possíveis aqui na Baixada, bem como chegue às livrarias e rádios da cidade. O Conselho de Pastores ganhará o seu, as igrejas amigas de igual modo, e até nossos "adversários" também poderão ouvir "a vida como ela é" e não como eles a tem contado, se aproveitando do silêncio relativo de Caio Fábio a partir do fim da década de 90.
Para começar, todavia, gostaria que o maior número possível de irmãos adquirissem para si próprios e/ou para presente o kit completo, com as quatro mensagens. O VALMIR e/ou ROBERTO sabem o preço e os detalhes (títulos e parcelamentos) e podem colocar aqui para nós, pois não encontrei esses dados no blog paulistano.
Para isso, basta encomendá-las com a própria Estação São Paulo pelos seguintes contatos:

Tels:. (11) 3023 3123 - 9154 5478
Emails:
carlosbregantim@caiofabio.com
carlos.bregantim@uol.com.br
MSN:
carlosbregantim@hotmail.com

Meu interesse é só que você tenha esse valioso instrumento de edificação e esclarecimento. Assista e você saberá do que estou falando.

Gostaria também de ficar sabendo depois quem comprou! É só escrever aqui no
caminhoemsantos@grupos.com : "Eu comprei!!!!" E então testemunhar a respeito das impressões que teve, para que outros sejam estimulados a adquirir também! E fiquem tranqüilos, não vou pedir emprestado não! rsrs

Amanhã estarei com minha família lá no CHURRASCO, e no domingo á noite NA ESTAÇÃO, com a Graça de Deus,

Um grande beijo a todos, e ótimo final de semana!

Marcelo

marceloquintela@caiofabio.com

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19/04/2007

Instituição X Institucionalização


CAMINHO DA GRAÇA: Instituição X Institucionalização

Muita gente pensa que criei uma denominação a um estilo evangélico light em razão do surgimento do “Caminho da Graça”. Mas não poderiam estar mais enganados em seus julgamentos.
Na realidade, como passei minha vida toda dizendo, instituições são entes impossíveis de não serem criados em qualquer que seja o ajuntamento humano.
Ajuntamento humano constante, freqüente, harmônico, coeso no mesmo objetivo e nas mesmas compreensões, inevitavelmente institui-se como um ente coletivo, seja qual for o elemento de sua junção — cultural, esportiva, espiritual, política, etc.
Assim, digo: pelo próprio compromisso com os conteúdos de sua identidade, pessoas que se encontram umas com as outras de modo comprometido e em razão de algo maior do que elas mesmas — fazem nascer uma instituição.
Reconhecimento e afinidade geram instituição.
Do mesmo modo instituição é fruto da convicção comum.
Aonde quer que pessoas se encontrem, e o façam em razão de uma convicção comum, ali há uma instituição, mesmo que seja nos encontros do bar da esquina.
Ora, nesse sentido, até este espaço virtual do meu site, pela convergência de milhares de pessoas que a ele se ligaram pela convicção, e em razão de cuja convergência veio a surgir naturalmente o Caminho da Graça — é também uma instituição.
Minha luta nunca foi contra a instituição; pois, tal luta é tão inglória e tola quanto correr da própria sombra.
Minha luta sempre foi contra a institucionalização.
A instituição é fruto do que é. Já a institucionalização põe o que é a serviço de algo que já não é, posto que apenas um dia foi.
Ora, o que é sempre tem primazia sobre o que foi, pois, o que é está existente e vivo hoje, e o que já foi não passa de uma referencia, mas já não deve determinar aquilo que agora se faz real.
O principio do Evangelho acerca do que se institui pela verdade da realidade e da necessidade, em contra partida àquilo que um dia foi, mas hoje já não é, nos é apresentado por Jesus por duas imagens — dos odres velhos e novos, e da veste velha e do pano novo.
Instituição é validada pela sua validade existencial, pela sua relevância, pelo seu significado real para a vida hoje.
Institucionalização é o esforço presente por manter o passado e suas regras humanas de ontem, válidas hoje, mesmo que ninguém consiga ver a sua significação.
Instituição é um ente vivo. Sim! Porque feito de gente!
Institucionalização é a ditadura dos defuntos.
Assim, o pano novo e o vinho novo correspondem à instituição do que é, do que é relevante, do que é necessário, e do que é verdadeiro e sincero com a realidade.
Do mesmo modo, a veste velha e o odre velho, com seu vinho velho, correspondem à institucionalização.
Jesus disse que era para não se tentar instituir o novo no velho instituído, pois, jamais haveria compatibilidade.
Se algo é novo em relação a algo que pela sua existência se torna velho, então é porque neles habita uma distinção de significado essencial.
Assim, a verdadeira instituição se converte à verdade e à realidade, se re-generando. E faz isto mediante o arrependimento que se manifesta como pertinência e capacidade de se transformar, revelando tal capacitação em cada novo encontro com a vida e com a realidade.
Já o que se faz instituído como algo fixo (institucionalização) deseja vestir para sempre os homens com as vestes de ontem, e almeja que cada nova geração goste do mesmo vinho produzido num ontem eterno. Assim, o que antes fora vinho novo, tendo sido condicionado por um odre de imutabilidade, pode hoje já não ser nada além de um vinagre.
Desse modo, digo: o Caminho da Graça é uma instituição pelo simples fato de milhares de pessoas — seja pelo site, seja em razão dos encontros nas dezenas de grupos e Estações — afirmarem sua convergência de convicção nas mesmas coisas, confessando harmonicamente os mesmos objetivos fundados no Evangelho, e, de modo relativo e secundário, expressos de forma atualizada nos conteúdos expressos neste site.
Entretanto, o principal conteúdo do Caminho da Graça é sua disposição de existir em metanóia permanente, no permanente encontro entre a Palavra e a existência.
Assim se espera que o processo não cesse jamais de se converter ao novo, conforme a revelação do Evangelho, o qual, é Palavra viva, e se re-atualiza a cada nova realidade ou geração.
Voltando ao assunto de eu estar criando uma denominação.
Na realidade, caso minha consciência não fosse como é, ou seja, filha da esperança de ver o Evangelho sendo experimentado em minha geração, já hoje, apenas pela via do site, o “Caminho da Graça” já teria centenas e centenas de grupos, com pastores de todas as denominações, com muitas propriedades, e até com seminário.
Por quê?
Ora, é que quase diariamente recebo propostas de todos os tipos, desde pastores desejosos de virem para o Caminho da Graça com suas comunidades, até aquelas de grupos de igrejas que desejariam se dissolver e ganhar a placa (o que jamais existirá) do “Caminho da Graça” nas portas de seus templos.
Eu, entretanto, digo a todos que não daria certo, pois, segundo o Evangelho, ninguém que tenha se acostumado ao vinho velho dirá que o novo é excelente.
Sim! É total perda de tempo, pois é como colocar remendo de pano novo em veste velha.
O trabalho de desconstrução dos vícios da religião velha não vale o esforço, segundo Jesus.
O Reino está aqui. Está à mão. Quem desejar, deixe o que tem, e siga o Evangelho.
Desse modo, o que digo é que o Caminho da Graça não é uma “denominação religiosa”, pois, apesar da inevitabilidade da instituição, nosso modo de ver e sentir a experiência da fé, não tem qualquer outra referencia absoluta senão o Evangelho em sua simplicidade, fugindo nós de tudo aquilo que signifique o emolduramento da experiência do tempo presente, evitando a tentação de que a experiência de hoje se torne perene nas formas e nos modelos quando estes já não forem pertinentes ou próprios em outra geração, tempo, ou realidade.
Hoje mesmo cada Estação do Caminho da Graça já tem sua identidade e modos próprios, conforme a cultura e sensibilidade das pessoas do lugar.
No Caminho da Graça as formas e modos são tão variáveis quanto variáveis são as realidades que culturalmente nos constituem.
Os odres e as vestes são circunstanciais e generacionais. O Evangelho é que nunca precisa mudar, nunca necessita ser adaptado aos sabores de novos conteúdos, posto que a essência da Palavra é imutável em seu espírito.
Assim, que ninguém veja o “Caminho da Graça” como uma nova denominação evangélica light, pois, no que nos diz respeito, buscamos o compromisso como uma forma permanente de mudança, conforme a Palavra e o Espírito nos convençam em relação à realidade de hoje ou de qualquer outro tempo posterior a este.
Para quem desejar mais detalhes, recomendo a leitura do livro de minha autoria intitulado “O Caminho da Graça Para Todos”. Quem desejar basta pedir na loja do site ou, então, pode escrever o nome acima no espaço de “Busca”, e, assim, achar o texto do livro, e que se encontra nos conteúdos deste site.
A Videira Verdadeira nos dá o vinho novo a cada nova geração. Cabe a nós ter a coragem de trazermos odres novos, assim como cabe a nós vencer a tentação do remendo de pano novo em veste velha.
O que se espera é que tão somente nos vistamos com a nova vestimenta, feita do pano novo da Graça de Deus em nossa geração.
Nele, que é o Evangelho imutável,

Caio
13/04/05
Lago Norte
Brasília

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16/04/2007

O Vinho Novo Para Uma "Nova Era"

Os Pastores Querem o “Novo”

----- Original Message -----
To: marceloquintela@caiofabio.com.br
Sent: Friday, February 09, 2007 12:42 AM

Primeiro Contato

Olá meu irmão
Sou um jovem "pastor presbiteriano" que apesar de poucos anos de "atividade ministerial' em seus moldes institucionais, um tanto já cansado, ferido e desiludido, vivendo em meio a tantas dualidades, contradições e antagonismos, sentado à frente de um computador. Com a Graça do Pai, tenho sido banhado pelo abençoado e renovador bálsamo deste conteúdo do site
www.caiofabio.com

Até o final do mês passado, pastoreava uma igreja local, da qual acabo de renunciar o pastorado sem qualquer motivação litigiosa, graças a Deus...

Sou casado com uma mulher vocacionada (de formação e "informação" Metodista), porém (negativamente) perplexa com tudo o que temos visto e experimentado no ministério e temos uma filhinha. Estivemos com o Caio Fábio em 2000, em Londrina, quando do lançamento do livro Nephilin.

Como tu já deves saber, a realidade do Sul é de muitos contrastes em relação ao restante do País. É preciso vinho novo para os pampas. Este projeto "Caminho da Graça" com suas "Estações" certamente reúne características absolutamente perfeitas para a difusão do Reino neste "rincão" do Sul do País.

Oro a Deus por "Estações" no Sul... Por isso, sem qualquer pretensão (por favor, acredite, pois nossas perspectivas futuras estão confiadas nas mãos do Senhor), existe algum interesse dos irmãos em expandir "O Caminho" por aqui também...? Se afirmativo, diga-me como...Talvez poderia até colaborar de alguma forma...Certamente há muita oportunidade por aqui neste sentido...

No desejo de poder estreitar esta amizade...

Somente N´Ele...Por Ele e Para Ele...

Segundo contato (a recebi enquanto escrevia a resposta)

Desculpe Marcelo...

Concluindo o e-mail anterior, este ano vou permanecer em disponibilidade em nosso frágil e limitado Presbitério. Será um tempo para reflexão sobre nosso futuro ministerial...Mas por vocação e paixão, não quero deixar de pregar o evangelho de Cristo...Eu e minha esposa clamamos por um "vinho novo"...!!!
_†_
Querido irmão de Caminhada,

Li seu email uma vez, e depois li novamente.

Agradecemos muito sua voluntariedade, que demonstra carinho e confiança em nosso trabalho. Quando precisarmos, certamente pediremos sua colaboração amiga, sim. Muitos "filhos do Evangelho" de todos os lugares tem nos ajudado muito, mesmo à distância.
Mas, note: uma coisa é "admirar" o Caminho, outra é ter disposição e consciência para encará-lo, em qualquer nível de participação!

Quando fui iniciar o Caminho em Santos, me reuni com o Conselho da igreja para expor as razões da minha decisão, e após isso lhes disse: "Todavia, vocês não vão comigo. Nesses anos de convivência ficou claro que vocês não têm consciência para encarar alguma coisa fora do teto evangélico; e portanto, não quero fazer ninguém ir para casa à noite e ficar sem dormir pensando se está fazendo a coisa certa. Deixem-me ir somente." De mal grado, oraram por mim, e eu fui.

Admito que pareci arrogante naquilo que lhes disse, e fazendo assim, sei que lhes provoquei indignação velada. Porém, foi o que decidi depois que cheguei ao ponto com o qual você introduz sua carta: "apesar de poucos anos de 'atividade ministerial'... um tanto já cansado, ferido e desiludido, vivendo em meio a tantas dualidades, contradições e antagonismos".

Nossa! Se é de Deus, não pode fazer tão mal assim, mano! A gente começa a se arrastar em tristeza, e arrasta a família toda junto! Sei o que é isso!

Digo tudo isso para afirmar com todo carinho e respeito por você, que naquilo que diz respeito ao Caminho, você quer-não querendo! Tuas "dualidades, contradições e antagonismos" ainda não te mataram! Você ainda parece suportar tudo muito bem, apesar dos trancos prováveis!

Percebo na sua alma o desejo do "Novo" sim. Mas, creia-me, é tudo muito "ministerial" ainda. Digo, é tudo muito "intra-muros".

Jà quanto a nós: O Caminho está nas ruas!

Está nas praças, nas esquinas, nos escritórios, nas casas e principalmente, no secreto do quarto da alma livre.

Semana passada fui a um churrasco num casarão à beira mar em São Vicente. Comemos juntos, bebemos com moderação, dançamos com alegria. Compartilhamos o Evangelho com naturalidade, em rodas formadas espontaneamente. Enquanto as mulheres brincaram num Karaokê, os homens jogaram bola - com lealdade e amizade! Uma chuva gostosa encharcou a areia da praia. Reuni os "jogadores" ao final, e pedi que eles me acompanhassem à água, pois um recém-convertido ao Evangelho (não ao pacote eclesiástico cristão, que vai colocá-lo dentro de uma ciranda comportamentalista, mas NÃO VAI mudar a sua vida) pediu-me para ser batizado, pois havia crido com o coração e confessado com a boca acerca de Jesus Ressurrecto. Lá na água, uns sem camisa, outros ainda esbaforidos da "pelada", estenderam as mãos ao nosso irmão, ouviram-no falar da certeza que ele ganhou que "se um dia eu vier a me afastar Dele, sei que Ele nunca se afastará de mim!", e em lágrimas batizei-o em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo! - tomando o sol como testemunha e as montanhas ao redor como pilares do Santo Templo a proclamar: "Foi Deus quem nos fez! Somos Obra de Suas mãos!"

Agradeço a Deus todo dia pelo Caminho. Por esse espírito que carrega como referência exclusiva o Evangelho de Jesus, e não os heróis da nossa arqueologia religiosa - que foram irmãos muito importantes para o seu tempo e para sua geração e deixaram importante legado, mas que precisa sempre ser atualizado e não reverenciado como mandamentos em pedra!

Por isso, há gratidão por Calvino e John Wesley, só para ficar com reformados e metodistas da vossa formação.

Porém, se esse Cristianismo perdeu a própria alma no meio das seduções do mundo, como há de salvar o mundo??? Sim, "nossos pais" discerniram a carência de sua época, perceberam que a igreja de então não percebeu nada, e foram à frente dela, atualizando o que É eterno, cada um conforme seus limites, consciências e formulações.

Mas, e quanto à hoje? Quanto ao nosso tempo, ao tempo do fim, à era da multiplicação da ciência, ao tempo em que a urbanidade finalmente avançou sobre o campo e mudou o estilo de viver da sociedade global, à geração que sonha com a possibilidade de se imortalizar devido nossos avanços biotecnológicos, ao tempo da multiplicação da iniquidade, onde "guerras e rumores de guerra" já são coisas do passado, onde o "princípio das dores" se avizinha, onde os homens já "desmaiam de terror frente ao rugido dos mares" ? Sim, e quanto aos nossos dias, onde os falsos profetas apontam que Cristo está aqui ou ali, e não dentro de nós: uns O guardam nos seus templos, outros lhe arranjam um túmulo, e os que virão lhe chamarão de Maitréia... Eu pergunto então: Que Evangelho-Boa-Nova cabe para salvar a geração mais incrédula e perversa, complexa, complicada, insegura, agitada, desalmada, tarada, bem-sucedida e insatisfeita, injusta e materialista que já habitou o chão do planeta Terra?

O Evangelho para as últimas gerações deve ultrapassar em muito qualquer questão abordada por nossos "pais", pela sua igreja, pelo nosso púlpito dominical aí no Sul. No século XXI, todavia, o Evangelho continua atualissímo; e é poder de Deus para salvação:
- da Depressão (o mal do século, segundo a OMS);
- da Síndrome do Pânico Universal, conforme o Caio designou esse estado de terror silencioso que nos domina;
- do Desespero contido na alma civilizada e cheia de fios neuro-elétricos desencapados;
- da insatisfação crônica que consome, consome, consome e nunca se sacia!
- da insegurança espiritual que faz com que todos se sintam pisando em campo minado!
- das alucinações geradas pelo excesso de informação e marketing
- do entorpecimento anestesiante, da embriaguez dos sentidos, da promiscuidade suicida;
- das "guerras que militam dentro de nós", segundo Tiago
- da frieza relacional, que impõe o lema: Eu antes, Eu primeiro, Eu acima! - como base social dos casamentos, das comunidades, das amizades, das igrejas, das empresas, das corporações e entre as nações!

Por isso, amigo, debates em classes de Escola Dominical pela manhã acerca dos eternos antagonismos teológicos entre livre-arbítrio x predestinação não servirão mais de fundamento para suportar os dias que se seguirão, onde a fé será matéria escassa na Terra. Doutrinarismos, adestramentos morais, comportamentalismos, entretenimentos religiosos, gincanas bíblicas, manuais de discipulados, gritos de guerra santa, marchas para Jesus, presidente evangélico, bancada evangélica, nada nada nada nada disso tem valor algum contra a sensualidade em cascata desses dias!

Então, querido irmão, fique certo do seguinte: para os "do Caminho": é Tudo ou Nada! É o Vinho Novo para uma Nova Era!

Por isso, te digo, com meu melhor coração pelo seu coração: Não sirva a Deus por conveniência. Quer o Novo? Abrace-o em você. Ele também não está no "Caminho", pois o "Caminho" é só o encontro regular de suas Estações. O Vinho Novo que você quer não é novo coisa nenhuma e nem o Caio inventou nada, tendo somente traduzido para esse tempo e discernido o gosto do Evangelho conforme discerniu a ponto de tantos finalmente terem entendido e serem libertos, pois esse é o dom que Deus lhe deu. Nada novo e nada tão Novo. É o DE SEMPRE E PARA SEMPRE! A NOVA ALIANÇA DO SEU SANGUE!

Portanto, vá plantando conforme caminha, porque o Caminho começa como uma semente, e um dia vem a ser uma grande arvoré que dá ninho e sombra a muitas aves do céu, cansadas do sol que torra os nervos e exaustas de voar sem direção!
Estou num dia mais reflexivo. Espero que me entenda.
Deus te abençoe na igreja, e abençoe a igreja através da tua vida!
Sirva com alegria e conforme o seu chamado, todavia sem médias e negociações contra a consciência - para que você mesmo não venha a se perverter no íntimo!

"Cuida de ti mesmo, e da sã doutrina!"

Na mesma Graça,

Marcelo
09 de Março de 2007
Santos - SP

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11/04/2007

A GRAÇA DA FRAQUEZA

Mensagem pregada no Caminho em Santos no dia 16 de outubro de 2005 - por Marcelo Quintela

“... chegando à Macedônia, nenhum alívio tivemos; pelo contrário, em tudo fomos atribulados: lutas por fora, temores por dentro”. - Apóstolo Paulo, na II Carta aos Coríntios 7.5
“Nada a temer senão o correr da luta “Nada a fazer senão esquecer o medo” - Eu, Caçador de mim – Milton Nascimento

INTRODUÇÃO
O pior medo é o medo de admitir-se. Medo de se enxergar. O medo de olhar para dentro. Temor de ver-se... Perceber-se! A exemplo do apóstolo Paulo, poderíamos assumir que por dentro há temores – mesmo em meio à prevalente confiança; e por fora há lutas e conflitos – mesmo que caminhemos com o coração pacificado. Sempre há temores e pré-ocupações. Sempre há “o correr da luta”.
A liderança eclesiástica, no entanto, segue adoecida na mesma medida que nunca assume fraquezas das quais possa se gloriar – como fez Paulo. A religião não vê glória na fraqueza. Seus chefes só vêem desonra e exposição imprópria, eles temem perder a autoridade, sentem insegurança, protegem o testemunho teatral, e até se auto-enganam, na medida em que pensam que seus irmãos “não têm maturidade” para ouvir uma sincera confissão de estado da alma, e seguirem “firmes” na fé.
Esse pessoal que manda na ‘igreja’ vive chamando de ‘obra de Deus’ a obrigação de bem fingir que bem se está: “Pela obra!” Tais homens são tão santos que perderam a humanidade. Na ânsia de oferecer resistência ao mal que está ao derredor, entregaram-se à recusa em aceitar que há temores interiores, sim... e conflitos por administrar ao redor de si mesmos. Tenho pena de vê-los engessados, duros feito mármore.
1) Eu mesmo chego a pensar: Como Paulo podia ter temores internos depois da conversão dramática, dos arrebatamentos singulares, das revelações indizíveis, dos carismas impressionantes e quase mágicos (Atos 19.12)?
Medo e Batalhas. Mas Paulo não era medroso, como Gideão; e nem era homem de sangue, como Davi. Uma leitura corrente e distraída da alucinante epopéia da vida do Apóstolo - segundo narrada por Lucas em Atos - já deixa claro que Paulo podia ser tudo, menos medroso! Nem Indiana Jones em toda sua glória, peitou o mundo à semelhança dele, a ponto de ser afamado como sendo dentre “aqueles que têm transtornado o mundo”.
2) Como, então, era o medo e o conflito em Paulo?
Paulo era um homem em paz, no meio de uma guerra tremenda. Seus medos eram situacionais, não fóbicos nem imaginários. Tinha a ver tanto com os riscos reais e constantes contra sua integridade física (2 Cor. 11. 23-27), a ponto de, em certa ocasião, ele ter “se desesperado da própria vida” em função da “natureza da tribulação que lhe sobreveio na Ásia” e, “além das coisas exteriores, há o que pesa sobre mim diariamente, a preocupação com todas as igrejas... Se tiver que me gloriar, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza... Porque quando sou fraco, então, é que sou forte.” – segundo ele próprio.
Seus conflitos não eram aqueles de natureza rixosa, interesseira, amargurada, política ou facciosa. Ao contrário, Paulo carregava os conflitos que vinham a reboque da Pregação que agredia tanto as libertinagens pagãs como os legalismos dos seus irmãos da ‘sinagoga’ - o pessoal da religião que se especializou em ‘apurrinhamento Paulino’ por onde quer que o Apóstolo fosse e seja lá o que ele falasse.
Ora, sejamos francos: Não tinha como Paulo não ter inimigos. Quem tem coragem de afirmar que não se deixava impressionar por ofícios clericais e apostolices (2 Cor. 11.5) - asseverando que “os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, transformando a si próprios em apóstolos de Cristo”, sem de Cristo nada carregar, senão o currículo cristão feito sobre medida para lhes oferecer vantagem astuta sobre o povo – só pode estar metido em conflitos externos. Quem, ao perder a paciência com o pessoal que não gosta da Graça, chama de ‘malditos’ os caras que pregam um Evangelho que vá além daquele que o povo recebeu de Paulo; só pode atrair inveja e raiva sobre si. É ou não é? Quem, sem detença, não consulta carne ou sangue, nem se enfia em coberturas espirituais que não cobrem nada, pode viver sem inimigos? Impossível! Só vive sem oposição quem a nada se opõe!
3) Bom, mas ainda que os medos e as brigas de Paulo sejam tão mais ‘sadias’ que as nossas, aprendo muito em vê-lo debaixo da graça de se assumir sem grilo algum, de se aceitar, de se perceber tal qual se está, de não negar o poder da fraqueza, mas antes, entendê-lo como a oportunidade para a manifestação do poder de Deus.
Paulo me ensina que os vasos de barro que guardam os tesouros do Reino são sempre de barro. E enquanto de barro forem, tesouros lá estarão, “para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós!” Barro e Tesouro. Tribulação que atribula sem angústias desesperanças e definitivas. O bem fica. O mal passa. “Porque, de fato, Ele foi crucificado em fraqueza; contudo, vive pelo poder de Deus.”
4) E como Paulo tratara essa questão que o acometera na Macedônia?
No texto em questão, o apóstolo revela a singeleza com que vivia a vida cristã para si mesmo. Isso porque Paulo sabia que Deus tem especial atenção por consolar os abatidos, segundo sua afirmação no versículo seis. Mas essa obviedade teológica ganha contornos altamente humanos, e quase ‘bobos’, para nós que carregamos ânsias espirituais com o mover de Deus, do tipo: se for de Deus, então vai acontecer assim e assim; um tremor, um fogo, e um manto vai descer, e um anjo vai aparecer, e uma luz vai brilhar, e mais um monte de ladainhas-do-desespero-de-quem-não-crê! Paulo é básico: Deus o consolou e ponto! Ele sentiu-se consolado e fortalecido.
E CONSOLOU COMO? COMO PAULO FOI CONSOLADO?
4.1. Com gente amiga: “consolou-nos com a chegada de Tito...!” (NVI) Paulo esqueceu a tristeza quando abraçou o amigo, aquele com quem compartilha alegrias e dores. Gente que se entende só de olhar um para o outro, em relacionamentos nos quais não há suspeitas, juízos, barganhas ou desconfianças.
4.2. Com boa notícia: “... e não apenas com a chegada dele, mas com a consolação que vocês lhe deram...” (NVI) Tudo ficou colorido quando o amigo contou os testemunhos da viagem!
4.3. Com a retribuição do amor fraterno: “Ele nos falou da saudade, da tristeza e da preocupação de vocês por mim, de modo que a minha alegria se tornou ainda maior” (NVI) Que irônico! A sensação de ser amado por aqueles a quem ele se dedicou com amor causou sentimentos quase infantis em Paulo a ponto de declarar estar alegre com a tristeza que os irmãos tiveram ao se lembrar dele. Ecos de uma alma solitária na Missão. Paulo precisava de gente, de boa notícia e da certeza de ser querido pelos seus. Não é isso que você precisa?

CONCLUSÃO
O medo de ser-sentir se enfrenta na santidade do cotidiano, em meio aos mais diversos ambientes da vida, discernindo o bem do Pai em cada detalhe do viver debaixo do sol: gente, saudade, boas novas, ódio gratuito, tristeza alegre, alegria preocupada, confirmação do amor, abraço apertado, beijo demorado, olhos marejados... ... Oração que se faz por alguém sem nem perceber que se ora de tanto que se gosta de quem se tem... como irmão amado!

Essa é a Graça de ser fraco!
A Força de ser Gente!
É bom ser gente em Cristo!

Na mesma Graça,

Marcelo Quintela
marceloquintela@caiofabio.com

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07/04/2007

Mensagens pregadas no Caminho em Santos

PODEM SER ENVIADAS POR CORREIO PARA TODO BRASIL
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- ADMQ 20051030 - JESUS E O TEMPLO
- ADMQ 20051106 - IDEAIS ABSOLUTOS X GRAÇA DE DEUS – Obedecer ou descansar?
- ADMQ 20051120 - VIVENDO O TEMPO DO FIM – Como continuar discípulo na presente geração?
- ADMQ 20051127 - AS CONTAMINAÇÕES DO CORAÇÃO – Enxergando a s verdadeiras impurezas.
- ADMQ 20051204 - VEM E SEGUE-ME – O convite ao discipulado cristão pessoal.
- ADMQ 20051211 - OS ESPINHOS NA CARNE – Porque Deus não tira essa dor?
- ADMQ 20051218 - OS SACRIFÍCIOS DA GRAÇA – Resta algum sacrifício a fazer?
- ADMQ 20060108 - CRISTÃOS EM DESESPERO! – Lidando com o cansaço da religião.
- ADMQ 20060115 - O ANO DA GRAÇA DO SENHOR – A chance de um novo começo.
- ADMQ 20060122 - SOLIDÃO E ESGOTAMENTO ESPIRITUAL – Os cuidados de um Deus presente.
- ADMQ 20060129 - A ORAÇÃO DA ALMA ABATIDA
- ADMQ 20060212 - O PÃO DA VIDA – Quem vem a mim jamais terá fome...
- ADMQ 20060219 - A GRAÇA QUE EU RECEBO E A GRAÇA QUE EU OFEREÇO
- ADMQ 20060305 - VOCÊ ESTÁ MORTO
- ADMQ 20060312 - JESUS AMA ATÉ O FIM! – Você entende o amor de Deus?
- ADMQ 20060319 - O MUNDO IDEAL X O MUNDO REAL – Porque a vida não se parece com aquilo que a gente imaginou?
- VDMQ 20060412 - A CAÇA AO TESOURO – Fomos caçados por Deus.
- ADMQ 20060409 - A GALINHA E OS SEUS PINTINHOS – Quis te ajuntar e tu não quiseste!
- ADMQ 20060416 - A VERDADEIRA COBERTURA ESPIRITUAL – Somos vistos conforme o sangue que nos cobre.
- ADMQ 20060423 - A SÍNDROME DE ANANIAS E SAFIRA – A Morte que vem pela falsa aparência.
- ADMQ 20060430 - SOMOS EVANGÉLICOS? SOMOS PENTECOSTAIS?
- ADMQ 20060507 - DEUS TE AMA E PONTO FINAL – Somos moldados por seu amor.
- ADMQ 20060521 - FARISEUS QUE NÃO VIVEM O QUE FALAM E IGREJAS QUE NÃO VIVEM O QUE PREGAM
- ADMQ 20060528 - JESUS SEMPRE FOI O MESMO – Quem vê a mim vê o Pai.
- ADMQ 20060604 - AGORA EU ANDO CONTIGO – Quando a gratidão independe das circunstancias.
- ADMQ 20060611 - QUEM PODE PARTICIPAR DA CEIA? SEGUNDO DEUS É CLARO!
- ADMQ 20060618 - VITÓRIA! O QUE É ISSO PRA NÓS? O QUE É ISSO PRA DEUS?
- ADMQ 20060625 - QUEM É VOCÊ DEPOIS DO PROBLEMA?
- ADMQ 20060702 - AMOR, PERDÃO… - Levando inimigos em secreto diante de Deus.
- ADMQ 20060709 - DISPOSIÇÃO PARA IR – A confiança total em quem chamou.
- ADMQ 20060716 - CAMINHANDO JUNTOS – As diferenças no crescimento espiritual e a falta de paciência entre as pessoas.
- ADMQ 20060723 - CELEBRANDO A VIDA COM GRATIDÃO – A consciência dos privilégios que temos na graça.
- ADMQ 20060730 - UM PASSO DE FÉ – Confiando em Deus, independente de livramento.
- ADMQ 20060806 - ELE NOS ESCOLHEU – Por que nos ajuntamos?
- ADMQ 20060813 - O MEDO DÁ LUGAR A CONFIANÇA – Jesus está presente em dias maus e bons.
- ADMQ 20060820 - POR AMOR, QUEBRADOS E RECONSTRUÍDOS
- ADMQ 20060917 - UNIDADE E DIVERSIDADE – Qual o motivo de nos reunirmos e para que fazemos isso?
- ADMQ 20061022 - QUAIS SÃO AS MARCAS DA GRAÇA DE DEUS EM UMA COMUNIDADE?
- ADMQ 20061029 - O CULTO A DEUS É O SERVIÇO AO PRÓXIMO
- ADMQ 20061105 - DEIXANDO A ALMA LIVRE
- ADMQ 20061112 - A JORNADA DE UM FILHINHO PARA A LIBERDADE – O olhar do amor está em seus olhos.
- ADMQ 20061126 - PELA FÉ ANDAI NELE - Jesus é o nosso chão, nosso teto, nosso objetivo.
- VDMQ 20061210 - O ENCONTRO DA ANGÚSTIA COM A GRAÇA
- VDMQ 20061217 -
- VDMQ 20061229 - ENCONTRANDO O SEU CHÃO
- VDMQ 20070107 - PAZ DE DEUS E PAZ COM DEUS
- VDMQ 20070121 - FILHO, OS TEUS PECADOS ESTÃO PERDOADOS
- ADMQ 20070204 - SENHOR, REMOVE EM MIM AS FALSAS SEGURANÇAS
- ADMQ 20070211 - QUANDO ME TORNEI ADULTO, DEIXEI PARA TRÁS AS COISAS DE MENINO
- ADMQ 20070218 - REVESTÍ-VOS DE TODA ARMADURA DE DEUS

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02/04/2007

ESTOU COM MEDO DE NÃO OUVIR MAIS OS PASTORES...



----- Original Message -----
From: ESTOU COM MEDO DE NÃO OUVIR MAIS OS PASTORES...
To: contato@caiofabio.com
Sent: Wednesday, March 28, 2007 7:22 AM
Subject: Conselho, help.....

Caio, (Se me permite a liberdade)

Alguns meses atrás um amigo me apresentou seu site e me enviou algumas de suas mensagens. Já tinha ouvido falar algo a seu respeito, mas nada muito claro que possa me lembrar.
Ouvindo, lendo e avaliando seus pensamentos e mensagens, tive um esclarecimento diferenciado do que pensava antes ser o certo.
Penso hoje que o meu tempo da ignorância não era antes da minha conversão, mas sim enquanto me deixava influenciar por doutrinas e dogmas religiosos que me privavam de uma vida feliz e proveitosa em Cristo.
Sinto-me agora sendo dês-contaminado das coisas humanas e religiosas.
Dia desses fui a uma “igreja”. O culto foi exatamente como convencionado pela denominação a qual a igreja pertence, mas na hora da pregação parece que quase nada do que foi dito tinha algo proveitoso a meu ver, agora.
Tenho agora medo de não dar mais credibilidade a nenhum pastor ou líder de igreja, de me sentir totalmente deslocado em qualquer igreja que for.
Preciso de um conselho com relação a isso, pois, não tenho mais vontade de ir a nenhuma congregação com o receio de me sentir pressionado a fazer algo imposto por homens e ser taxado de rebelde ou desviado segundo seus conceitos.

Aguardo ansioso sua resposta.
____________________________________________
Resposta:

Meu mano: Graça e Paz sobre sua vida!

Poderia lhe dizer muita coisa, usando aspectos de sua carta, a fim de mostrar que sua angustia ainda é um fenômeno de transição psicológica e espiritual.
Transição da religião para a liberdade do Evangelho.
Seu desconforto tem a ver com o fato de que em sua alma o que é difícil de aceitar, é que você possa não ter mais interesse no que “os pastores falam”.
Ora, eu já nasci na fé sem tal interesse acerca do que os pastores falavam. E essa foi uma grande bondade de Deus para comigo. Sim. Porque “o quem fala” nunca me importou tanto. Mas sim “o que se fala”, não importando por quem...
Você tem que ficar angustiado é se você abrir as Escrituras para ler, abrir os evangelhos, e, por tal meio, não tiver mais nenhuma manifestação de alegria no espírito.
Todavia, não ter interesse no que a maioria dos pastores fala ou escreve, saiba: para mim é um sinal de entendimento, pois, infelizmente, o que a maioria fala nada tem a ver com o Evangelho, e, por tal razão, não deve ser de nosso interesse. Até que eles voltem a falar o Evangelho.
Essa convergência de preocupação para o interesse no que os pastores falam é a manifestação de seus resíduos religiosos se expressando por essa última via de conflito: o medo de não ter mais sossego ao se assentar numa “igreja” para ouvir.
Ora, esse medo veio a ser confessado por você como medo de ficar na marginalidade da fraternidade. Sim. Você teme que, não podendo mais se sentir à vontade ouvindo certas pregações erradas, sua alma não vá mais ter a paz para desfrutar do convívio com aqueles que você ama e que estão em tais lugares.
Mas não será assim. Você não ficará só.
Embora eu saiba que cada vez mais você sentirá esse desconforto, o qual é, infelizmente, algo que eu prevejo com tristeza; porém, o digo com a veemência da verdade, pois, se eles, os pastores, dissessem a verdade do Evangelho, você não estaria nem me escrevendo.
Sugiro a você que inicie sua ambientação no Caminho da Graça entrando na internet no grupo do Caminho no Paltalk.
Creio que de lá (o Paltalk) você aprenderá o caminho de uma fraternidade muito mais ampla; pois, aprenderá que cada um edifica e ajuda ao próximo.
Os pastores no Caminho são apenas todos os que pastoreiam uns aos outros. Quem o faz, é; quem não faz, não é. Simples assim.
Mas é por tal razão que a Palavra deixa de ser um oráculo na boca de um pastor; e se torna para a pessoa uma possibilidade de iluminação que vem mediante qualquer pessoa à volta da gente. E isso sem falar na leitura da Escritura, a qual é a via das vias.
Se você desejar entrar para o grupo do Caminho no Paltalk escreva para ana@caiofabio.com

Mas saiba: a experiência da liberdade dá vertigem em todo aquele que estava há muito tempo sob o teto baixo do Bangu I da religião.

Ande no chão simples do Evangelho e você não será confundido e estará sempre crescendo em entendimento e firmeza na fé.

Nele, que é a nossa segurança e comunhão,

Caio
28/03/07
Lago Norte
Brasília
www.caiofabio.com

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