COMPARTILHANDO FATOS, IDÉIAS E VIDA ENQUANTO CAMINHAMOS

30/08/2007

A CADELINHA E OS LEÕES

Jesus Cristo - O Cordeiro de Deus


A CADELINHA E OS LEÕES


Esta atual “unção evangélica do Leão” é a coisa mais esquisita. Além de ser algo que vem dos ventos da Disney [com o Rei Leão primeiro sendo o símbolo gay para os evangélicos e depois um símbolo caricato]; e depois na esteira do Aslam do C.S. Lewis que deu pano de fundo cristão ao Leão das telas — a tais coisas ajuntou-se uma onda de divinização da imagem arquetípica do Leão, tendo gente recebendo a “unção e saindo engatinhando e rugindo por corredores e palcos” — pois, entre outras coisas, essa é uma “unção” que gosta de público.

Ora, sem necessitar dizer que isso tudo nada tem a ver com o espírito de adoração de Jesus ensinado no Evangelho, devo pelo menos observar que no Apocalipse o Leão que vence só se mostra como Cordeiro (Ap. 5). No reino do Leão quem governa é o Cordeiro.

Assim também não somos enviados como leões para o meio de lobos, mas como cordeiros.

Mas quem quer ser cordeiro num mundo de lobos? Ora, todo mundo “do bem” quer ser “leão”.

O mais simples de tudo é ver mesmo o espírito das coisas.

Quem pode lembra de um ser-leão a conseguir qualquer coisa de e com Jesus nos evangelhos?

Os “leões” daqueles dias foram os que ergueram a Cruz!

No entanto, o que se vê é a vitória da cadelinha.

Sim, da siro-cadelinha-fenícia.

A cadelinha que ruge o gemido da mãe cadela por sua filhotinha possuída pela força do leão demoníaco.

Leões nada levam de Jesus com seus rugidos. Quem rugirá para o Leão de Judá?

Porém, os cachorrinhos debaixo da mesa sempre se fartaram do que os sanguinolentos leões de Judá rejeitavam todos os dias.

Por que será que ninguém recebe a “unção da cadelinha” siro-fenícia?

Sim! Unção de fé, de esperança, de amor; e que se faz acompanhar de disposição de ter todas as migalhas fartas vindas de Jesus como Graça?

Há muitas cadelinhas comendo as migalhas da graça e se fartando, enquanto os leões evangélicos ou religiosos vão a mingua entre show e show, sem carregarem na alma a alegria da cadelinha de Tiro e de Sidom ao voltar para casa naquele dia.


Nele, que farta os filhotinhos,


Caio

29/08/07
Manaus
AM

Continue lendo...

27/08/2007

Lá vai o adúltero...

...espumando suas próprias sujidades...


----- Original Message -----
From: SOU A GENI DA ASSEMBLÉIA
To: contato@caiofabio.com
Sent: Thursday, August 16, 2007 10:33 AM
Subject: lá vai o adúltero...


Você não imagina quanto sua resposta me alegrou, pois, eu também sou marcado pelo divórcio; para muitos sou adultero; embora tenha sido minha ex-mulher que me trocou por outro...

Mas depois de muita análise cheguei à conclusão que dei muito mole no nosso relacionamento e o amor dela acabou.

Mas o tempo passa... Já tem 16 anos; e ainda hoje sou apontado, principalmente pelos da Assembléia, que dizem: "-lá vai o pastor adultero".

É duro... Mas, fazer o quê?

Só perdoar e orar.

Cheguei à conclusão que hoje temos que pregar como nunca sobre o amor perdoador de Jesus.

Por isso, eu te amo Pastor; e sempre vou te admirar.

Que o Senhor Jesus tenha misericórdia de nós.

Paz


César Rocha
_______________________________

Resposta:

Amado César: Graça e Paz!

Se não há Charis, o que há é Carma!

Charis é Graça. Carma é a desgraça de não poder haver Graça.

Esse pessoal é do Carma. Jamais conheceram a Graça.

Portanto, quando chegar o dia mal, será Carma o que terão; pois, quem não anda na Graça caminha no Carma.

São pagãos.

Nada sabem sobre o amor do Pai.

São solos estéreis; são águas paradas; são Tietês de poluição religiosa; são fontes que secaram; são árvores apenas cheias de folhas, sem frutos; são ondas bravias do mar, espumando suas próprias sujidades; são miragens no deserto: quem deles se aproxima mergulha em areia seca; são alienados soldados do inferno; amam a perdição dos outros; adoram as calamidades alheias; são inafetivos até com os filhos; suas esposas sofrem desamor; suas amizades são feitas de vaidade e interesse; seus heróis são ladrões de viúvas; seus homens fortes são covardes; suas agendas são feitas pelos demônios do dinheiro; seus amores são ódios; sua devoção é a guerra de línguas e mentiras; seu deus é seu ventre; sua fé é macumba feita em nome de “Deus”; suas pregações são de prego; seus cultos são abomináveis ante a verdade; seus milagres são arranjados; seus fiéis são apavorados; seus discípulos ficam piores do que eles; e suas consciências ainda estão no ventre da alma, tendo contorções para nascer, sem que eles jamais as deixem vir à luz.

Eles são os mestres do disfarce chamado de bom testemunho. Mas suas mulheres os abominam, e seus filhos me escrevem pedindo socorro; e eles nem sabem...

Assim, é deixá-los. Há Um no Céu que vê.

Creia no Evangelho, ande retamente, e siga o amor de Deus.

Não se importe. Lembre sempre do salmo 37: hoje estão [como cedros do Líbano]; amanhã não se acha nem mesmo o lugar onde um dia estiveram suas raízes de morte.

É esperar e ver.

Afinal, quem pode contra a verdade?

Mas grande é o juízo desses que fazem escandalizar os que apenas querem entrar no reino e serem amados pelo amor do Pai.

Estão brincando com fogo consumidor!

O Senhor vem para todos; mas para eles virá antes da hora!

Viva para o que é bom; e não inveje o que eles são e fazem.

Para eles não há perdão; posto que neles não se acha compaixão...

Ofendem-se até mesmo com aquilo que nada tem a ver com eles!

Os misericordiosos alcançam misericórdia, mas os perversos haverão de comer o ódio e a indiferença que serviram à alma angustiada.

Esta é a profecia da Verdade. E quem poderá driblá-la?


Nele, que deseja que todo fariseu se torne filho de Deus, não de Zeus,


Caio

16/08/07
Manaus
AM

Obs. Se alguém me acha duro, leia Judas e Pedro; e, quem sabe, Tito também.

Continue lendo...

No Divã - 25a. História

Ajude-me! Sou doente! Olha o nome da doença: CIUMES
Mensagem:

E ai Pastor mito, mito pastor.... Está lembrado de mim?
Falei que não largaria do seu pé, mas te dei uma super folga, não?

Sabe que "adorei" ler umas respostas que você deu pro pessoal ai! Encantador, inteligente, sábio ai, ai ai... Não é idolatria não! Agora é minha vez.
Estou muito mal. Ajude-me! Sou doente! Ai! É duro, mas reconheço. Sou doente, estou doente, quero cura. Deixa eu te contar.
Olha o nome da doença: CIUMES. Quero saber a sua opinião. Sou ciumenta . Há anos sou assim. Pelo que me consta, desde a adolescência. Tinha ciúmes de tudo e de todos. Os anos passaram e tive relacionamentos doentios (adolescentes, esporádicos); porém, um deles, o mais duradouro—quase oito anos, foi horrível. Foi uma tortura, desde o principio: TRAIÇÃO. Mulheres e mais mulheres além de mim; e eternas juras de amor e de fidelidade.
Enfim... Conheci a Jesus há seis anos. Mudei bastante. Clamo bastante por mudança, mas noto que não sou liberta. Tenho ciúmes que me fazem mal. Muito mal. Hoje eu já consigo não ser aquela chata, não faço mais cenas ridículas. Acabei por optar em calar. Sumir. Parar pra pensar. Dar uma chance pra mim mesma. Mas esse silêncio machuca, às vezes tortura.
Os motivos? Creio que nem existem. Estou namorando alguém muito especial. Pensamos em casamento. Sei que tenho um chamado. Amo a obra de Deus e ele também. Agora o problema é: Como encarar as irmãs assediando? Os aconselhamentos? As vezes penso que ficarei só pra sempre, pois meu ciúme me impede de amar como devo amar. Quando penso que posso sofrer, penso que não devo amar. Já clamei a DEUS por uma cura. Há anos peço que ele me prepare pra ter alguém. Estava só, desde a minha conversão. Mas sabe, não sei fingir, meu semblante muda.
A primeira coisa que falei pra ele quando eu o conheci foi: sou ciumenta! "Eu gosto de mulher ciumenta"—ele me falou. Cortejos...!!! Creio que ele me ama, e eu o amo também. Não quero perder a oportunidade de pela primeira vez amar de verdade, e ser amada de verdade. Esse ciúme me atormenta, me persegue e tenho que vigiar 25 horas por dia pra não acabar por estragar tudo. Ele não me dá motivos, eu os crio!
Ajude-me, diga-me alguma coisa.
Bem, chega. Já deu pra entender.
Aguardo resposta sua, por favor.

Um super abraço, DEUS te abençoe muito
_____________________________________________________________________________

Resposta: Minha querida amiga Paulista: Segurança para você!

Ciúmes! Trata-se de um humor que se volta como juízo sobre si mesmo! De fato, é um si homus.. É o que é de si mesmo e se expressa como humor negativo. O ciumento, em geral, projeta sua insegurança a partir de duas bases:

1. Como trauma de alguma constatação infantil. Tipo: uma menina que teve um pai muito “galinha”. Ou uma experiência traumática com um namorado também galinácio. Nesse caso, constrói-se a certeza: “Todo homem não presta”.

2. Como “projeção” de si mesmo. Esse “ciúme” é mais comum em homens. Especialmente os que sempre tiveram muita facilidade com as mulheres. Quanto mais “irresistível” é o homem, mais tendência ele tem a ser ciumento. Por que? Ora, para ele todas as mulheres são fáceis. E como nunca encontrou nenhuma que tenha sido “jogo duro”, avalia que todas—inclusive a “sua”, seja em relação aos outros, aquilo que “elas” todas foram para ele; ou seja: fáceis.

No seu caso, a “revelação está feita”. Você experimentou na carne o que significa ter se relacionado com o típico “galinha”. Então, agora, seu quase-marido está pagando o pato. Que ironia: um “galinha” faz um outro “pagar o pato”.

Sabe, só há dois remédios para o ciúme e ambos dão trabalho quanto a serem “implantados” no sistema da “alma”. Ciúme é coisa da alma. Sempre da alma. É estado psicológico. Daí ser tão difícil de ser controlado, pois quando explode, extrapola a razão. Às vezes, até a mente diz “Não!”, mas a alma não consegue parar o processo. Então, iniciam-se as “fantasias”. Essas “fantasias” dependendo do tipo do trauma de ciúme; se é o número 1, ou o número 2—apanham os lixos da alma e projetam como “loucura” sobre o objeto do “juízo”—ou seja: aquele que está sendo a vítima do enciumado.
Quais são as duas coisas que podem ajudar a gente a vencer a “doença do ciúme”? Digo “doença” porque se ainda não é, com certeza se tornará.
1. Confiança em Deus. Sem confiança não se vence o ciúme. Bem, então você diz: Mas eu não estou “namorando Deus”. É claro que não. Mas se você não “entregar” e descansar, com certeza você vai pirar.
2. Consciência de que aquele que “trai” não trai ninguém além de si mesmo. Portanto, trata-se de uma mudança radical de paradigma de valores.
O ciumento acha que está sendo traído quando é traído. O ser que “confia” em Deus—e confiar no namorado é só um detalhe—sabe que Jesus não foi traído. Sabe que foi Judas quem traiu Jesus. Ora, isso faz toda diferença. Você me pergunta: só isto?

Bem, eu poderia escrever um “tratado”—é facílimo escrever tratados! Mas, depois do “tratado” é apenas desse jeito que você terá que tratar as coisas! Por isto, vá e eduque sua alma na Graça de Deus.
Um grande beijo. E não estrague aquilo que de bom você tem. Sobre seu futuro marido ser pastor, fique fria. Nenhuma mulher assedia um homem a menos que ele queira. É semelhante a você. Você irá ser assediada se não desejar ser? Dependendo de como você trata a questão, então projetará sobre ele, você mesma. E se me disser que “sim”, então, quem está precisando olhar para o coração, mais uma vez, é você.

Receba meu carinho.

Nele,

Caio

Continue lendo...

23/08/2007

No Divã - 24a. História

Dízimo ou Receita Celestial?

Mensagem:

Prezado Pr. Caio,

Quão feliz fiquei ao encontrar este site.
Eu estava ávido por noticias a seu respeito. Pensei que o Sr. estava morando nos Estados Unidos.
Depois que li o livro "Confissões do Pastor" em uma semana e reli , achei que sua vida já havia sido um grande turbilhão de fatos e emoções as mais diversas, mas acho que ninguém esperava que um turbilhão ainda maior iria acontecer em tão pouco tempo em sua vida.
Peço perdão por não ter orado mais por sua vida que já havia me abençoado tanto com livros como: No Divã de Deus , Seguir Jesus, O Mais Fascinante Projeto de Vida, Síndrome de Lúcifer , Jonas , o Sucesso do Fracasso e inúmeras mensagens de vídeo como Morte na Panela, etc.
De tanto ler e admirar sua história e suas histórias, parecia até que eu fazia parte de sua família . Mas na verdade eu só "sugava" tudo . Eu fui um "Big Brother" a distância só me fartando de seus ensinos, suas visões a respeito de tudo. Perdão meu irmão !! Mas valeu a lição e agora que vejo neste site tanta coisa boa acontecendo em sua vida , não vou errar de novo, vou orar , orar e orar , para que a glória da segunda casa seja muito maior que a glória da primeira e que o Café com Graça seja mais que suficiente para suprir o almoço e o jantar de muita gente que está faminta e machucada.
Aproveito para lhe pedir que me sane uma dúvida. Tenho escutado na igreja em que participo algo assim : " Quem quer trocar de carro ? quem quer uma casa? quem quer trocar o sofá rasgado por um novo ?quem quer aumento de salário ?" e por ai vai. "Então dê o dízimo ."
Isso tem me incomodado tremendamente . Creio que não seja este o propósito do dízimo e não consigo colocar a mão no bolso para dar o dízimo ou oferta após ouvir apelos deste tipo.
Gostaria de saber se posso dar meu dízimo a uma entidade evangélica (orfanato de minha cidade ) .
Poderia me esclarecer melhor sobre o dízimo ? Obrigado.
Parabéns pelo seu trabalho, e que o Senhor o abençoe muito.

********************************************************

Resposta:

Querido amigo e irmão no Senhor: Obrigado pelo seu carinho verdadeiro.

Que Deus guarde sua consciência firme em Cristo e no Evangelho.
Preciso das orações de todos. Realmente, a cada dia mais, creio que me machuquei a fim de melhor socorrer os machucados.
Recebo todos os dias centenas de e-mails e a maioria é de gente que não agüenta mais tanta doença. É hora de haver uma reação. Igreja somos todos nós. O Evangelho está disponível. A Palavra está aberta. Não tem porque aceitar a perversão do Evangelho por medo de maldição.
O que está aí, na maioria das vezes, não está no Evangelho! Seu dízimo não é obrigação. Sua “igreja” não é a Receita Celestial.
Paulo diz em II Co 8 que, em Cristo, a dádiva tem que ser fruto de alegria e não de constrangimento. Não há barganhas a fazer! Dinheiro é importante. É espiritualmente importante e é psicologicamente importante. Espiritualmente ele pode se tornar “um senhor”—disse Jesus. Psicologicamente pode ser um instrumento de alegria—quando as doações são espontâneas—e pode ser uma desgraça—quando é usado como instrumento de coerção por parte de pastores.
Somos filhos da Graça de Deus. E nossas doações precisam ser fruto de nossa gratidão.

Que Deus o abençoe!

Um beijão,

Caio

Continue lendo...

22/08/2007

No divã - 23a. História

Cuidado com o Caio

Nomes e possíveis fatores de identificação foram alterados.
-----Original Message-----
From: Bonifácio
Sent: quinta-feira, 24 de julho de 2003
To: contato@caiofabio.com
Subject: Cuidado com o Caio!

Mensagem:

Ola! Descobri seu site através de um amigo do trabalho. Ele descobriu primeiro, e, através dele, leio o site com freqüência.
Admito que no meio no qual eu vivo e na igreja à qual pertenço, desde que “aconteceu com você”, passou a existir um certo preconceito a seu respeito: “Caio Fabio? Não! não leia não...ele é aquele daquele caso..."
Mas, enfim, eu li e vejo nos seus textos algo que aprecio e que ultimamente anda em falta ao redor, especialmente para aqueles que procuram edificação na fé: transparência!
É incrível como hoje em dia todos os líderes querem passar uma imagem de "super-cristão"....onde não existe pecado, dúvida, ou qualquer tipo de pensamento humano. Mas eu não sou assim! Não me vanglorio dos meus pecados, mas reconheço que eles existem, e que é parte da minha caminhada mortificá-los, mesmo que invariavelmente eles existem!
Tenho dúvidas, receios, desejos carnais, pensamentos que não condizem com os de Deus...e quando eu procuro alguém "mais maduro", encontro apenas alguém frio como um iceberg, citando passagens bíblicas relacionadas ao meu problema, dizendo: "Vou orar por você, ta?" Tá! Mas será que eu sou o único que passa por isso?
É por isso que eu gosto dos seus artigos. Eles mostram (pelo menos é o que eu vejo, ta?) alguém que tem problemas, sim; mas que não fica mascarando as coisas, tentando passar pra todo mundo que é uma muralha espiritual (por mais que eu acredite que você realmente o seja!); e, assim, com esse jeito verdadeiro, você faz com que, não só eu, mas muitas pessoas, sintam-se confortadas em saber e poder dizer: Existe vida humana e inteligente na Igreja !!!

Desculpa o desabafo e me responde só uma coisa: No seu site tinha um artigo muito engraçado sobre as coisas que o povo escrevia nos boletins das igrejas, onde foi parar? não estou encontrando... se possível, mande para mim by mail, ta?

************************

Meu querido Bonifácio: Uma das primeiras coisas que meu pai me ensinou na fé é que a Verdade não teme nada.
Jesus disse: Vinde e vede!—para quem queria saber onde ele morava.
Ele não fez uma descrição de como era a casa.
A “igreja” vive de pintar quadros, decorar ambientes, divulgar o lugar e tentar fazer com que todos o visitem. Mas quem vem e vê, sai achando que se houvesse um Procom celestial, seria para lá que telefonaria na hora, a fim de denunciar a propaganda enganosa. Isto é estelionato feito em nome de Deus!
Eu sou “aquele” dos muitos casos. Casos que mexeram em vidas, que as abençoaram e que mexeram comigo também. Mas quem desejar criar casos de uma situação que jamais foi “um caso”—foi algo verdadeiro e dolorido—, que fique livre para fazê-lo. Deus tá aí mesmo! Ele tá vendo tudo e todos! Ninguém se engane quanto a isto! Mas se alguém quer saber onde moro e o que penso, minha resposta, como me ensinou meu Mestre, é apenas uma: Vem, e vê! Não tenho propagandas a fazer, nem desculpas a dar. Tenho apenas quem sou, em Deus. E não gostaria de ser ninguém mais, e nem de ter vivido qualquer outra vida. Talvez por isto meu coração já tenha conhecido a cobiça—e só cobicei aquilo que minha alma sabia que me pertencia, mesmo que “legalmente” não fosse meu—, mas não me lembro de ter cobiçado o que sendo do outro, era tratado pelo outro como se fosse dele.
Inveja, então, graças a Deus, é um sentimento que desconheço!
Personalidades, jeitos, posições, conquistas pessoais, inteligências, culturas, poderes, capacidades, belezas, charmes, fascínios, encantos pessoais—sim, tudo isso, e em qualquer pessoa, jamais gerou em mim qualquer desejo de absorção. Gosto muito de ser eu. E gosto muito do processo como esse eu está sendo ele mesmo em Deus.
Vou ficar devendo para você as piadas dos boletins evangélicos. Deve estar em algum lugar aqui no site. Navegar é preciso...o mar desse site está ficando grande....mas essa era a proposta: um mar de conteúdos!

Um beijão,

Caio

Continue lendo...

20/08/2007

Livre dos demônios da coletividade hipócrita...

CASTELO FORTE É O NOSSO DEUS!
Nada é mais libertador para o homem de consciência do que ver-se livre dos demônios da coletividade hipócrita. Entretanto, dura coisa é essa.

Trato de gente boa e honesta, mas que tem a consciência cativa de opiniões (boas ou más).

Isto porque a sociedade criou padrões aos quais chama pelo apelido de reputação, honra, dignidade, vergonha, imagem e aparência, coisas pelas quais as mentes fracas estão dispostas a matar ou morrer; e até suicidarem-se.


Jesus, entretanto, disse que tudo o que é elevado entre os homens (e assim mantido pela vida do status e das vaidades relacionais divorciadas da verdade que é) é abominação diante de Deus.


Pela reputação, honra, dignidade, vergonha, imagem e aparência — Jesus não teria feito nada, dito nada, realizado nada.

Ora, além de ver o modo como o trataram e o desprezaram e Dele não fizeram caso, basta também ver os títulos que a Ele deram.

· Louco
· Samaritano louco
· És Samaritano e tens demônio
· Suicida
· Possesso de demônios e possesso de Belzebu
· Blasfemo: foi o que Dele disseram o tempo todo, até conseguirem leva-Lo à execução por heresia.
· Tens demônio: disseram Dele SEMPRE que Seu discurso ofendia a razão religiosa.
· Glutão e bebedor de vinho: diziam Dele por sentar em todas as mesas e não fazer acepção de pessoas.
· Amigo de pecadores: em razão de que os marginalizados amavam Sua companhia.
· Embusteiro: quando temeram pela Sua ressurreição e decidiram criar uma versão de roubo do corpo; o que veio a prevalecer entre os judeus de então.


Assim, quem se preocupa com reputação, honra, dignidade, vergonha, imagem e aparência... — ainda nada entendeu do Evangelho!

Nas últimas três semanas recebi cartas de pessoas me perguntando se eu sabia que a moda entre os “pastores” apavorados com minha existência é dizerem que estou louco. Sabia, mas mesmo assim ri muito. Somente isto.

Ora, se isso fosse há trinta anos eu ficaria louco de angustia e iria procurar tais pessoas para provar que estariam equivocadas sobre mim.

Hoje, entretanto, depois de ser chamado de anticristo, de possesso, de herege, de adúltero, de drogado, de falsário, de intermediador de dinheiro político, de casamenteiro de gays, de estimulador de divórcios, de infiltrado católico para minar os evangélicos, de caído, de desligado de Cristo, de pervertido, etc. — ser chamado de louco é bolinho de bacalhau.

Até oito anos passados eu era chamado por eles mesmos de “Bom Pastor”, “Homem de Deus”, “Santo Varão”, “Profeta”, “Paulo de hoje”, “apóstolo do milênio”, “Presente de Deus à Igreja”, “o maior evangelista”, “o grande pensador”, “o homem sem medo”, “o ousado que enfrenta bandidos e policia”, “a reserva ética da nação”, “um dos cristãos mais influentes do mundo”, e, como disse um amigo americano me disse, e depois uma revista inglesa repetiu: “...uma mistura de Billy Graham, John Stott, Martin Luther King, Jacques Ellul, Kierkegaard, Paulo, e Gandhi”.

Tanto o que de “bom” diziam quanto que de “mal” dizem, é bobagem, loucura e procede do mesmo pai: o diabo.

No primeiro caso [mal] é para tentar achatar e calar você, além de criar um ser para você junto ao povo [versão]. No segundo caso [bom] é para inflar você; e isso faz mais mal do que o que é tido como “mal”.

Aprendi a ser exaltado e a ser humilhado; e, pela Graça de Deus, hoje, tudo posso naquele que me fortalece.

Mudei eu? Não! Mudaram eles!

E o que mudou? Foi meu divorcio? Ah! Não! Mil vezes não! Afinal, antes de mim muitos pastores de separaram [e de modo totalmente indigno]; e depois de mim muitos outros [pouparei seus nomes]. E o que a eles aconteceu? Ora, nada!

Então por que comigo é diferente?

É diferente apenas porque eu disse que não fazia mais parte da “Confraria Evangélica”. Pois, se eu tivesse dito: “Meus irmãos. Perdoem-me. Pequei. Mas confesso a vocês meu arrependimento. Ajudem-me. Levem-me pela mão. Socorro!” — eles estariam dizendo de mim o que diziam antes. Porém, como entendi que tudo aquilo aconteceu para um fim maior, e que era sair de dentro da caixa-preta evangélica a fim de pregar o reino na liberdade de Jesus nos evangelhos, ele me tiveram e têm como inimigo.

Afinal, quem não é dos evangélicos é do diabo!

Esta é a doença, a blasfêmia e a indizível presunção infernal que os habita!

Assim, quem lê o que eu dizia antes acerca da “igreja” vê que hoje digo as mesmas coisas; só que antes eu era um deles falando (e assim era profeta); e hoje eu sou um de fora deles falando as mesmas coisas (o que me faz louco e herege, no mínimo).

O hino que ecoa e perturba a alma desses que de tão loucos desejariam que eu assim estivesse, é um só; e terão que ouvi-lo, caso não se convertam, até na hora de morrer; pois jamais deixará de perturbar as suas consciências.

Assim, meu hino aos falsos protestantes é o hino que cantavam aos católicos medievais, dos quais hoje eles [os falsos protestantes] tornaram-se os principais representantes e remanescentes obscurantistas:


Castelo Forte é nosso Deus,
defesa e boa espada;
da angústia livra desde o mal
Nossa alma atribulada.
Investe Satã
com hábil afã
e sabe lutar
com força e ardil sem par;
igual não há na terra.

Sem força para combater,
teríamos perdido.
Por nós batalha e irá vencer
quem Deus tem escolhido.
Quem é vencedor?
Jesus Redentor,
o próprio Jeová,
pois outro Deus não há;
triunfará na luta.

O mundo venham assaltar
demônios mil, furiosos,
jamais nos podem assombrar,
seremos vitoriosos.
Do mundo o opressor,
com todo rigor
julgado ele está;
vencido cairá
por uma só palavra.

O Verbo eterno ficará,
sabemos com certeza,
e nada nos perturbará
com Cristo por defesa.
Se vierem roubar os bens,
vida e o lar
que tudo se vá!
Proveito não lhes dá.
O céu é nossa herança.

(Considerado o hino símbolo da Reforma Luterana, Castelo Forte - letra e música - foi composto por Martinho Lutero em 1528, sob o título Ein feste Burg, com base em passagens bíblicas como o Salmo 46, e trechos do Evangelho de Mateus e da Carta aos Romanos.)


Nele, que é Amigo de Pecadores,


Caio

19/08/07
Manaus
AM

Continue lendo...

17/08/2007

No Divã - 22a. História

NAMORO CALDO DE GALINHA...


----- Original Message -----

From: NAMORO CALDO DE GALINHA...

Sou nascida em um lar cristão, filha de pastor, e parte considerável da liderança da minha igreja é composta por familiares meus. Por esta razão, fica difícil saber se os conselhos que tenho recebido ultimamente vêm mesmo do Senhor, ou são fruto da superproteção e amor dos meus familiares e daqueles que me querem bem. Desde bem novinha, dizia ao Senhor que queria que Ele tomasse conta da minha vida afetiva, que queria fazer tudo de acordo com a Sua soberana vontade. Foi a área da minha vida que mais me preocupava em dedicar ao Senhor; havia errado uma vez, me relacionando contra a vontade dos meus pais e sofrido muito, não queria que a situação se repetisse.

O fato é que comecei a namorar um grande amigo, com ele eu tinha total liberdade de ser eu mesma e a companhia dele me deixava muito feliz. Porém, comecei o namoro amando ele, mas ainda sem ter a certeza se era um amor só de amigo, ou se o amava realmente como homem, se era ele a pessoa certa para mim.

Nessa época, meus pais haviam acabado de se separar, estava passando por uma fase difícil e ele esteve do meu lado com total dedicação e suporte, eu não tinha duvidas de que ele me amava, não só por suas palavras, mas por suas atitudes. Mesmo assim, me perguntava se só estava com ele porque ele me fazia bem, ou se o amava de verdade. Por causa dessa dúvida, passei meses sem corresponde-lo da forma como ele merecia, quem fazia o namoro dar certo era ele, os esforços raramente partiam da minha parte.

Ele abriu mão de muita coisa, mas eu de quase nada. Com o passar do tempo, fui tendo a convicção de que eu o amava, talvez porque ele tenha conquistado isso em mim. Orava e pedia a Deus que me ensinasse a ser uma mulher sábia e virtuosa, queria faze-lo feliz, pois ele já havia feito isso por mim. Quando passei a demonstrar mais carinho e compreensão para com ele, fui percebendo que ele foi se tornando mais distante, mais frio comigo, eu não entendia o porquê, achava que ele estava passando por algum problema que não queria me contar ou algo semelhante.

Ele foi se tornando cada vez mais fechado e calado, até que um dia eu perguntei se ele não estava mais se sentindo bem em minha companhia, se não queria mais estar comigo, e recebi a resposta que eu temia: ele afirmou que não queria mais ver eu me esforçando para que o nosso relacionamento desse certo, porque estava sendo em vão, pois ele já havia se ferido muito, a ponto de não sentir a mesma coisa por mim. As palavras dele doeram muito, eu não esperava por isso. Sei que o motivo disso tudo não é uma terceira pessoa, se fosse, pelo que conheço dele, ele me contaria. Sei também que ele tem estado ocupado dia e noite com o trabalho há meses, mesmo antes de terminarmos e que tem passado por uma fase de muito stress. Acho que o sentimento dele se desgastou, que ele está em uma fase difícil, mas sinceramente, não consigo acreditar que acabou.

Não vivemos um namoro conturbado por uma simples paixonite, nos conhecíamos há muitos anos e tínhamos um relacionamento muito sincero, de muito respeito, eu demonstrava o quanto gostava dele sim no começo, mas o problema é que, em boa parte das vezes, ele demonstrava mais amor e dedicação do que eu. Eu tinha duvidas, e deixava isso bem claro para ele. Quando eu pensei que as coisas iam melhorar com minha mudança e minha suposta certeza do que eu queria, eu tive essa decepção.

Tenho colocado minha vida e meus sonhos na presença de Deus, meus pais e amigos me aconselham a sair e conhecer novas pessoas para esquece-lo, mas isso não tem sido suficiente, eu ainda acredito em nós. Tenho pedido a Deus que tire essa esperança do meu coração se esta não for a vontade d’Ele para minha vida. Mas acredito que seja uma fase que tanto eu quanto ele precisamos para amadurecer, para que possamos viver bem juntos.

É errado ou ilusório eu continuar alimentando esperanças, tendo ele falado que já não sente o mesmo por mim? Meu pai fala como se fosse algo totalmente perdido e que eu deva esquecer, sempre procuro ouvi-lo, mas agora eu tenho a impressão de que ele esta com o orgulho ferido por minha causa. Sei que você é um homem muito ocupado e que precisa aconselhar pessoas com problemas aparentemente muito piores de que o meu. Mas eu queria muito receber uma orientação com base nos princípios do Senhor, quero fazer a coisa certa aos olhos Deus, mas não quero alimentar falsos sonhos e esperanças.
____________________________________________________________________

Minha querida amiga: Graça e Paz!


Eu acho que você deveria ouvir seu pai e deixar ‘a fila andar’.

Não creio nesses amores lentos e sem sincronia. Acho que casais assim podem até ficar juntos para sempre, porém sempre infelizes. Acho que o rapaz cansou... Na realidade, provavelmente, ele tenha visto que ele mesmo se ‘esforçava’ pelo namoro apenas porque é gente boa, e queria que desse certo (as razões... só ele pode explicar), mas entendeu que para você ele é apenas a mais segura opção, e não algo que tenha nascido como uma fonte natural em sua alma.

Ele queria ser fonte... não piscina! Somente um homem ‘muito bom de tão bobo’ é que aceita uma mulher que se esforça para amá-lo. Além disso, como já disse, provavelmente ele mesmo descobriu que está com você também por bondade dele; e, agora, não quer mais isso. Bondade tem que estar presente no casamento, mas não é de bondade que um casamento é feito. Casamentos de bondade são missões fraternas. Casamentos de bondade são doces prisões. Casamentos de bondade são a receita para uma passiva infelicidade. Vejo um monte de gente casando porque o outro é gente boa. Ora, esse é um bom critério para fazer e manter amizades, mas não é suficiente para o casamento. Casamento feito apenas em razão da bondade cria uma confraria matrimonial, mas não alimenta os anseios do coração do homem e da mulher. Isso sem falar que o sexo da bondade é como caldo de galinha: não faz mal, mas não dá muito prazer! Deixe a ‘fila andar’... Pelo amor de Deus! Você é jovem, e não precisa casar com um ‘Gandhi’ apenas porque ele é gente boa. Na realidade você está preferindo se esforçar para ‘amar o amigo’ apenas porque você mesma disse que teve um relacionamento conturbado. Ou seja: a presente situação é a escolha da insegurança! Sim, saia e conheça outras pessoas. E isso não é para esquece-lo, mas sim para poder tocar a vida adiante, com todas as implicações de viver para poder saber.


Sua insegurança é grande.


E como sei disso?


Ora, é que a devoção à soberania de Deus, muitas vezes, é fruto do medo, não da devoção.


Ou seja: a pessoa não quer correr riscos, por isso, quer ser teleguiada pelos céus. Mas não existe tal possibilidade. A gente tem que viver. Afinal, o justo vive pela fé, e tem que ter coragem de confiar na soberania de Deus para ir sem saber... e tentar, mesmo sem garantias. A vontade de Deus a gente aprende vivendo pela fé, não buscando uma voz do céu. E não se preocupe. Viva com seu melhor coração, e busque olhar a vida com fé e bom senso, pois, a Vontade de Deus Ele mesmo faz acontecer. Afinal, a vontade ‘é’ de Deus. Portanto, sendo Dele, Ele mesmo faz acontecer. Você, todavia, tem que viver pela fé, sabendo que Ele revelará a vontade Dele a você no ‘caminho’... enquanto você vai.

Leia o site. Aqui há muita coisa sobre essa questão da ‘vontade de Deus’.

Com todo amor e respeito essa é minha opinião.


Um grande abraço fraterno.


Nele, em Quem ninguém tem que ser o que não é, e nem tampouco se esforçar para amar um homem a quem o coração não elegeu com soberania,


Caio

Continue lendo...

No Divã - 21a. História

ENCONTREI UM HOMEM QUE ME AMA E ESTOU COM MEDO


-----Original Message-----
From: ENCONTREI UM HOMEM QUE ME AMA E ESTOU COM MEDO
Sent: sábado, 1 de novembro de 2003
To: contato@caiofabio.com
Subject: NÃO SEI SE CASO...

Mensagem:

Querido Caio: Sinto plena liberdade para chamá-lo assim, pelo simples amor que nos une em Cristo Jesus, bem como pelo carinho a admiração com que te acompanho, desde o inicio de minha vida cristã.
Estive com você, solidária em sua caminhada, sempre com a consciência da graça de Deus sobre sua vida. Desde que descobri o seu site (internet pra mim é um bicho de sete cabeças...rs), faço o impossível para estar aqui, lendo tudo o que posso; e como sempre foi, minha admiração e carinho pelo amado irmão cresce a cada dia.
Tenho lido as cartas que respondes, me delicio com as suas respostas, tão sabias, tão obvias e simples como o amor de Deus por nós. A maioria delas me lembra um hino, em que o pecador chega até a cruz de Cristo trêmulo, esperando uma condenação, e encontra o perdão, se depara com a graça. Só quem se beneficiou tremendamente pode falar com tanta propriedade sobre esse infindável e incondicional amor. Creio que todas as pessoas que te escrevem se encontram desamparadas, precisando de uma palavra amiga, como estou me sentindo agora; e com essa mesma urgência, eu te peço, me responda, por favor. Estou passando por um momento especial em minha vida, mas quero te contar um pouco da minha história.
Quando conheci Jesus, estava vivendo uma terceira união, com um homem violento, com o qual vivi um inferno, por doze anos. Não preciso detalhar aqui os tormentos pelos quais passei, e tudo o que me impedia de me separar... Quando finalmente consegui tomar essa decisão, estava consciente de todas as dificuldades e privações pelas quais passaria, mas, nem tudo é previsível.
Achava também que, finalmente, estava morta para o amor, para o sexo, e agradecia a Deus, com sinceridade, pelas experiências terríveis, pelas quais havia passado; considerando como uma benção o total desinteresse pelo sexo oposto; me sentia uma santarrona, livre para servir ao meu Deus; finalmente livre do meu lado sensual, que por tantas vezes, havia me levado a pecar. E, durante cinco anos, eu não sorri.
Descobri o por quê em uma manhã como outra qualquer, em que observava um casal de pássaros comendo, depois de uma noite de chuva. Eu, simplesmente, não podia viver só. Vivi atormentada, durante algum tempo, e com medo de Deus, parti para um relacionamento com uma pessoa, que dura cerca de um ano. Desde então, vivo sem saber o que fazer. Temos uma vida sexual intensa, e tudo o que vivemos é com muito amor. Ele mora em outra cidade, não nos vemos com muita freqüência, mas nos falamos todos os dias, e estamos completamente apaixonados. Sempre que possível estamos juntos; e, com a convivência, fomos chegando à conclusão que não há mais sentido ficarmos longe um do outro, e queremos nos casar, o mais breve possível. Mas, ele não é evangélico. Tenho consciência que ele me ama, mais pela mulher de Deus que eu sou, do que por qualquer outra qualidade. Sou uma mulher de 46 anos, tenho dois filhos, de condição humilde, trabalho com artes manuais e costura, não tenho muitos atributos físicos para atrair um homem como ele, de nível superior, e que em seu mundo, obviamente, encontraria, caso buscasse outros valores, mulheres, muito mais atraentes que eu.
Observo basicamente isso, para ter certeza de seu amor por mim... Percebo que ele ama o meu amor por Deus, admira minhas qualidades como cristã, como mãe, como mulher. Mas, vem o medo. Ao mesmo tempo, em que imagino que finalmente chegou o meu momento de ser feliz, nessa área, penso que deveria ser com um cristão, alguém que professe a mesma fé.
Vivo um impasse. Ainda não consegui falar sobre os meus planos para a minha igreja; vivo assim, escondendo de todos essa relação, temendo criticas, sem saber o que fazer. Ao mesmo tempo, não sei se posso voltar atrás .Estou vivendo algo intenso e verdadeiro, meus filhos o amam muito também, conversam muito, e eu creio que seria uma decepção grande pra eles também, se tudo viesse a terminar agora.
Meus filhos, tem 16 e 13 anos, e encontraram nele, mais que um amigo.
Gostaria que me respondesse, irmão. Estamos planejando o nosso casamento para o mês de Dezembro, e eu espero ansiosa a sua resposta, que, acredite, vai ser de grande ajuda para mim.

Sempre na Graça,
____________________________________________________________

Resposta:

Minha amada irmã: Seja Feliz na Graça de Deus!

Deus vai proteger você enquanto você andar distraída e sem grilo, confiando e dando seus passos em sensatez, sinceridade e amor. Você já teve relacionamentos na fé e que terminaram de modo fé-tido. Casamento é filho do amor, não da fé. Mas só se casa pela fé. Afinal, quem sabe o quê acerca de si mesmo, do outro ou do futuro? De que adiante você casar com um irmão e viverem como irmãos? Gente boa é gente boa, e amor é amor. Não existe uma bondade cristã e um amor cristão. Amor é amor. O que faz bem não faz mal.
A única questão é saber se você quer, e ele também. No mais, não tenha medo de ser feliz. Milagres acontecem.
Quanto a sua igreja, minha amada, quem vai casar é você.
Quem já foi muito infeliz sempre pensa que a felicidade é um blefe, que é impossível. Mas saiba: acontece! E, na maioria das vezes, vem de onde não se espera.
Sobre você ser humilde, se ele é maduro também, é provável que ele esteja buscando essa simplicidade também.

Fique na Paz!

Nele,

Caio

Continue lendo...

16/08/2007

No Divã - 20a. História

MINHA FILHA MORREU MORTE CRUEL

-----Original Message-----
From: Marise
Sent: sábado, 19 de junho de 2004 06:40
To: contato@caiofabio.com
Subject: MINHA FILHA MORREU MORTE CRUEL

Já bati em várias portas pedindo socorro - não posso dizer que as portas estavam fechadas ou se fecharam para mim. Posso dizer que sinto que parece que Deus me abandonou ou se tornou meu algoz.
Explico-me: no dia 05/01/2004, Deus levou minha única filha - Ana Carolina, de uma forma trágica e cruel. Não tenho sua fé e nem sua crença, apesar de ter feito uso muito dela, para tentar sobreviver. Há anos que o conheço, através da televisão, claro; e gostava e muito de ouvi-lo. Por causa dessa tragédia, fui orientada por uma amiga, que me informou sobre o ocorrido com seu filho Lukas (minha filha também tinha 22 anos), e me deu o endereço do seu site, que muito me ajudou, pois encontrei semelhanças entre seu filho e minha filha, inclusive as últimas palavras, e postura de ambos.
Rezo também pelo Lukas.
Na verdade o Sr. é completamente coerente com sua crença, sua vida e sua palavra. Isso me faz sentir menor, por que o Sr. tem a conformação, e eu o DESESPERO!
Tanto quanto eu, o Sr. amava seu filho, mas enxerga diferente a morte.
Acredito em Deus, apesar de não entendê-lo. Mas quem sou eu??? Por que tanta dor??? Li seu site de ponta a ponta, da hora que acessei, à tarde... entrei pela madrugada, amanheceu... e eu aqui no micro. Não tomarei mais seu tempo, tenho mais um filho e um marido amigo e companheiro que também sofreu a mesma perda.
Nós três somos só fragmentos. A saudade e a dor me consomem, não tenho vontade de mais nada, a não ser de morrer. Porém, sei que tanto meu marido e filho, que ficaram, precisam de mim.
Preciso de ajuda, sou católica de formação.
Diariamente entro no seu site,

Ajude-me.
____________________________________________________________

Resposta: Minha querida amiga Marise:

Minha irmã, de fato, não conheço nenhuma consolação ou artifício psicológico que possam vencer a dor da perda de um filho. Pensar que exista tal coisa seria como crer que um esquema da mente pudesse ser mais real que a vida de um filho. E se isto fosse possível, duas coisas estariam implicadas: ou o filho não teria sido suficientemente amado, ou você mergulharia num processo de negação do REAL, e que a conduziria para uma condição de FANTASIA horrível, pois logo você se tornaria psicologicamente enferma. Portanto, a única coisa que tenho a dizer a você é aquela que conheço como bem para mim mesmo, e esta, minha querida, não é um processo pessoal de auto-engano ou de evasão da realidade.
Meu filho, Lukas, morreu. E até que eu mesmo “parta daqui” não mais o verei!
Esta conclusão dói mais que a dor, mas é o único caminho para vermo-nos livres dela como algoz. O que faz toda a diferença é olhar tudo com amor e fé. Se penso em mim, me desespero, pois, aqui neste mundo, jamais o verei, e isto é pura-dor e desespero. Mas se mudo minha visão—e para um pai ou mãe tal mudança não é difícil, especialmente se se ama os filhos—e penso que ele está melhor, e infinitamente mais pleno e feliz, então, meu próprio amor por ele—e pelo bem dele—me faz sentir consolação.
A dor de pais enlutados cresce na medida em que nós sentimos pena de nós mesmos, isto por termos sido privados do convívio com quem amávamos mais que todos na terra—exceto aqueles que ainda estão conosco, e que são tão “únicos” quanto aquele que se foi.
Assim, quando privilegio minha dor de pai enlutado, mergulho em angustias indizíveis. Mas se olho para o Lukas, sou consolado pelo bem que ele recebeu, e pela paz na qual mergulhou para sempre. Na realidade as duas dimensões estão presentes sempre, e é a existência de ambas o que nos faz provar a “doce dor”, que é a prevalência do bem de meu filho sobre minha auto-vitimização como pai enlutado pela sua partida. Ambas as realidades, porém, na melhor das hipóteses, sempre estão presentes na alma.
No dia do funeral do Lukas um amigo que havia perdido um filho com a mesma idade, me disse que sofria todos os dias quando via meninas lindas passando... e ele imaginava o que o filho estava perdendo. Ouvi o que ele disse e pensei que de fato meu amigo estava apenas sentido de duas, uma coisa, ou ambas: a dor pelo que o filho não viveu o “suficiente”, e, ou, suas próprias dores de pai, e que desejava se realizar no filho, e que já não está presente para cumprir os sonhos do pai. Assim, tanto maior será a sua dor quanto mais pena de você mesma, como mãe enlutada, você tiver. Meu consolo vem do fato de que meu amor por meu filho quer o melhor para ele, e, nesse sentido, posso lhe dizer que ele não poderia estar melhor! Na realidade, todavia, nós não queremos radicalmente nenhum bem para os nossos filhos no qual nós não estejamos participando.
Dizendo tudo isto, quero apenas lhe falar que se você ama a sua filha mais que a você mesma, então se regozije com o sucesso dela, visto que ela já é uma vencedora, e já herdou o que você ainda luta para alcançar.
Minha convicção é que ninguém vai antes da hora... E quando vai, trágica nunca é partida para quem se foi... mas apenas para os que assistem a partida... e que muitas vezes se apresenta com uma cara cruel para quem fica. João, o Batista, foi para o Paraíso. Mas os que o amavam assistiram a crueldade de que aquele homem sem igual entre os nascidos de mulher tivesse sido cruelmente morto, a fim de satisfazer a caprichos tão banais dos agentes humanos que o executaram. João, todavia, não se sentiu assim, pois não assistiu a banalização de sua morte no espetáculo que fizeram de sua morte no Banquete do Rei Herodes.
No entanto, minha querida, nenhuma dessas minhas palavras lhe terá qualquer significado se você não se apoderar delas pela fé, visto que é somente mediante a fé em Jesus, o Cristo da Ressurreição—e para Quem todos vivem—, é que se pode receber o benefício de saber que Nele a morte deixou de ser o mal, pois também Nele o “justo é levado antes que venha o mal, e entra na paz”.
Agradeça a Deus por todos os males dos quais sua filha foi poupada, e você começara a ver a gratidão vencer a visão do absurdo.
Estarei orando por você e sua família.
Além disso, peço que você leia não apenas as coisas que neste site falam da morte física de meu filho Lukas, mas também as demais coisas, e que falam da vida em Cristo que todos nós temos para viver...aqui...e na eternidade.

Nele, que venceu a primeira morte (a do corpo) e a segunda morte (a do espírito) por todos nós,

Caio

Continue lendo...

13/08/2007

No Divã - 19a. História

MEU NAMORADO VISITA SITES PORNÔ. O QUE FAÇO? ATÉ MEU IRMÃO ENTROU NESSA...


-----Original Message-----
From: MEU NAMORADO VISITA SITES PORNÔ. O QUE FAÇO?
Sent: terça-feira, 9 de março de 2004 17:42
To: contato@caiofabio.com
Subject: ATÉ MEU IRMÃO ENTROU NESSA...

Mensagem:

Rev. Caio Fabio,

Gostaria de iniciar essa carta dizendo que apesar de não conhecer profundamente sua história,
o admiro pela postura que tem tido em ouvir as pessoas e procurar auxiliá-las em seus questionamentos.
Imagino o quão difícil isso deva ser. Ter que se deparar com tantos e diversos tipos de problemas; conhecer profundamente o ser humano não é uma tarefa fácil.
Tenho acompanhado periodicamente seu site, e confesso que tenho ficado triste e surpresa com muitas das cartas, pois revelam um mundo que eu não conhecia.
Mas isso tem me feito enxergar muitas coisas que achava que não existiam; ou pelo menos que não eram tão freqüentes no "meio evangélico".
Não que eu seja um exemplo de santidade, mas eu sempre construí este sonho a respeito dos cristãos, e lendo as cartas eu tenho desmistificado esta idéia a cada dia. Confesso que tem sido um processo doloroso.
Uma questão que gostaria de colocar nesta carta envolve um pouco disso.
Estou numa crise a respeito do que é normal e até onde as coisas podem chegar.
Tenho 30 anos e namoro há 1 ano; e por ter acessado o computador do meu namorado algumas vezes, descobri que ele freqüenta alguns sites pornográficos. Isso me deixou arrasada, me senti traída; e quando o questionei a esse respeito, ele me disse que isso acontece de vez em quando, e que não há nenhuma razão específica para isso... Mas me senti muito mal vendo isso!
Ele tem 36 anos e está tendo um contato maior com Deus agora.
Hoje, antes de escrever esta carta, acessando a internet, vi que meu irmão também acessou alguns sites pornográficos, e fiquei arrasada também; pois ele também namora, é cristão e eu não imaginava isso. Nas duas vezes acabei descobrindo sem querer, o que me deixou muito mais apreensiva, pois isso nem passava pela minha cabeça.
Confesso que estou com certa "aversão" a tudo isso, e fico imaginando se estou exagerando, se "os homens são assim", ou se realmente isso é uma porta que pode abrir outras...
E o que pode estar por trás desse tipo de comportamento?
Se puder me dar uma orientação, eu agradeço.
Que Deus continue te abençoando e lhe dando muita sabedoria!

Em Cristo

Amiga

****************************
Resposta:

Minha querida amiga:

Paz e Esperança!

Assim como são as pessoas, são as criaturas!—diz um provérbio popular dos bares de Copacabana.
Nas pessoas há muito do que há nas criaturas (instinto), mas nas criaturas não há o que só existe nas pessoas: consciência.
A luta humana acontece entre o instinto e a consciência. A saúde humana é preservar o instinto, sem se deixar dominar por ele; e desenvolver a consciência, sem deixá-la se tornar um viveiro de neuroses e culpas fabricadas pelo excesso de rigores aos quais muitas vezes a alma se submete, matando totalmente o instinto.
Você narrou o quanto a realidade evangélica acordou você de suas próprias ilusões, e mencionou os dois episódios internetianos, envolvendo seu namorado e seu mano. E quase perguntou: “Os homens são assim mesmo?”
Bem, as criaturas são assim, a maioria delas, incluindo muitas fêmeas, mas os machos, em quase todo o reino animal, são assim.
Os homens também têm mais tendência a ser assim... Na internet, do que eu posso observar pelo que leio e sinto, vejo que as mulheres andam mais em busca de relacionamento—muitos homens também—, mas o sexo masculino, em geral, ou quer “ver” coisas e observar em detalhes—voyerismo—; ou quer um contato para uma “coisa rápida”, bem objética.
Não estou dizendo que o último caso seja o do seu namorado ou de seu irmão. Mas da primeira alternativa nenhum dos dois escapa. As diferenças entre Ontem e Hoje nessa questão são apenas os “meios”, mas os homens sempre foram assim... Antes havia as “revistinhas”; depois as “Revistas e os Vídeos”. Hoje, além de tudo, temos tudo na net. No entanto, a net não alterou as tendências neste sentido, apenas facilitou os acessos. Aliás, se houve um grupo que ficou mais agressivo na “caça” com a net, foi justamente o feminino. Há muito mais ofertas de encontros e perfis de mulheres na net do que de homens, pois, para as mulheres, a net dá a chance de papos protegidos antes da mulher se aventurar a sair com o cara. Se você observar, a mesma paquera com um homem que na rua uma mulher dispensa, não será dispensada via net. Por que? É que na rua a mulher se sente na obrigação de passar batida, mas na net ela tem a chance oculta de descobrir se por trás daquela “agressividade” há alguém capaz de sentir alguma coisa, ou em busca de algum relacionamento. Ora, isto é o que em geral acontece... mas não tem necessariamente nada a ver com os dois casos que chatearam você.
Não conheço seu namorado nem seu mano, mas me atrevo a dizer que provavelmente eles estejam tratando o assunto como se fosse “papo de bar em Copacabana”; ou seja: só se fala de mulher... mesmo os homens casados...é uma espécie de futebol erótico...um carnaval estético...uma catarse de fantasias... um derrame de testosterona oral. Ora, isto sim é bastante comum. Assim como é comum as mulheres que não sejam muito religiosas, conversarem também sobre homens—os seus homens (maridos, namorados, amantes, etc...), e acerca dos homens das amigas. Você sabe como isto acontece. Minha opinião é que você não deve fazer disso um cavalo de batalha, e nem também algo insignificante. No que diz respeito ao seu irmão, apenas diga a ele para não ficar “viciado” nessa esquina virtual. No que se relaciona ao seu namorado, diga a ele que ele mesmo não suportaria se a situação fosse inversa. Mas não radicalize, pois, de um modo ou de outro, essa “anormalidade” faz parte muito presente da instintualidade masculina. Portanto, se você puser pressão, o fluxo não vai correr na sua direção, mas contra você. O cara pressionado fica muito mais rebelde e desejoso de fazer aquilo que até então era apenas uma “satanagenzinha” de Internet. Então, o bicho pode crescer e pode pegar. No entanto, a mera existência dessa coisa nos entretenimentos de seu namorado já revela um certo infantilismo nessa área. Não sei nada dele, como homem—sua história de vida e de atividades sexuais—, mas sempre existe algo de infantil nessa fixação. A maturidade sexual não tem mais interesses em fotos. A sexualidade madura—seja para o bem ou para o mal—não se gratifica com o virtual, mas tão somente com o real e concreto. Ora, isto posto, eu prefiro que agora você me escreva dizendo o que acontece entre você e seu namorado, bem como alguma coisa sobre o histórico dele; pois, de outra forma, não tenho como avançar além deste ponto. Fique calma e fique fria. Você está fazendo um processo de aterrizagem no mundo real, o que também inclui os evangélicos; e ter encontrado essa outra realidade no contexto presente de suas "observações chocadas", certamente já exacerbaram seus sentimentos... e você corre o risco de amplificar esses bichos contra você mesma.
Portanto, calma, pois, assim como são as pessoas, são as criaturas! E lembre que nas pessoas há muito do que há nas criaturas (instinto), mas nas criaturas não há o que só existe nas pessoas: consciência.
Assim, repetindo: A luta humana acontece entre o instinto e a consciência.
Hoje seu instinto é de mulher desconfiada e sua consciência é de crente chocada.
É uma péssima hora para chegar a certas conclusões.

Fique atenta, mas não neurótica ou paranóica.
Confie no Senhor e ande com sabedoria e calma.

Receba meu carinho.

Nele, que conhece as nossas almas e não nos despreza,

Caio

Continue lendo...

10/08/2007

No Divã - 18a. História

Balzaquianas!
-----Original Message-----
From: Ana Lúcia
Sent: terça-feira, 22 de julho de 2003
To: contato@caiofabio.com
Subject: Balzaquianas!

Mensagem:

Pastor Caio,

Acesso seu site todos os dias, é uma benção!

Divulgo o www.caiofabio.com sempre que posso; afinal tem me edificado muito. Eu “babo” com suas respostas. Deus tem abençoado muita gente através de sua vida. Sei que você é verdadeiro e responde com a alma, com empatia. Infelizmente, nas igrejas, encontramos pastores que pensam diferente de você, estão preocupados com a quantidade de membros, com as ofertas, com a construção do templo, enfim, com muita coisa mais importante que gente.
Congrego em uma igreja que não se preocupa com a vida emocional e sentimental das pessoas.
A igreja prega que não devemos viver uma relação de jugo desigual, mas, por outro lado, não tem feito nada, não tem mostrado outros caminhos.
Meu pastor, não ministra algo que me motive a permanecer firme e esperançosa.
Gostei muito do seu parecer quanto à carta: Sexo Na Igreja: os jovens estão com a coceira! Se para o adolescente está difícil, imagine, Pastor Caio, para mim: bonita, independente financeiramente, solteira e que já ultrapassou os trinta anos...
Além da solidão, nós balzaquianas, somos marginalizadas na própria igreja, pois, muitos nos olham como encalhadas.
Está difícil, Caio!
Passei anos achando que tinha uma pessoa pré-destinada para mim, e que deveria ser crente. Hoje, acho que o mais importante no outro, é o caráter, e não fato dele ser “crente”.
Na igreja, os homens não têm olhos para as balzaquianas... E, conseqüentemente, os templos estão cheios de mulheres sozinhas, depressivas, desanimadas... carentes de uma palavra que possa gerar mudança. Mas, os líderes não estão nem aí; afinal, já estão casados.

Caio, o que fazer? Help-me!

Deus te abençoe com saúde e sabedoria.
Ana Lúcia
________________________________________________________

Resposta:

Querida Ana Lúcia: Balza-qui-Anas? Que Balzaqui-que-nada!

A vida ainda vai começar aos quarenta! Você deve estar aberta para encontrar alguém legal, do bem! Do bem; entendeu?
Jugo desigual com os incrédulos acontece o tempo todo também entre evangélicos. É claro que você não vai nunca crer que encontrará “comunhão” com alguém que serve a mesa dos demônios! Uma cristã não conseguiria nem pensar em tocar num bruxo, ou num ser masculino que fosse mesquinho. Mesquinhez é o diabo, Ana Lúcia! Nem o sexo seria bom com tal pessoa. Sexo passa energia espiritual. Esse é também o problema: a promiscuidade imiscui em nós as energias dos demais. Daí haver dissolvência no ser do promíscuo.
E o sexo casual rouba o foco da alma para a possibilidade de um amor focado!

Encontro-humano-conjugal implica em algumas coisas essenciais:

1. Atração física: sem ela, só no tempo da delicadeza; e olhe lá...

2. Atração psicológica: que implica em admiração e confiança. Tem que haver charme e respeito. Sem esse “poder” não vai!

3. Atração e afinidade espiritual: nesse caso, se “ele” for um cristão, será infinitamente melhor, se for gente boa de Deus. Mas se for apenas evangélico, tome cuidado. Doença de evangélico que se casa apenas por causa de falta de opção e por causa apenas “do tal do jugo desigual”, promove o mais desigual de todos os jugos: o jugo de se viver com quem não se ama, apenas porque o irmão-zinho é bom-zinho. Aí, é melhor ficar só-zinho!

4. Atração pelos objetivos mútuos e complementares: dois jamais andarão juntos, se não houver acordo: acordo é um coração.

5. Atração intelectual: enquanto os potros estão jovens, vale tudo, mas o sexo cobre multidão de deficiências. Mas quando se chega à maturidade—especialmente quando os dois, ou um deles, trabalha fora—, então, se não houver aquele molho de encontro mental, um dos cônjuges pode entrar nos processos de comparação, e dizer para si mesmo: o que eu estou fazendo aqui, com tanta gente bela e inteligente dando mole, para depois chegar em casa e não poder nem trocar três palavras com ele (a)? Aí, nesse tempo, a afinidade mental será essencial.
Portanto, não ande buscando... Nesse caso, quem busca, sempre encontra bagulho. E quando passa o cara legal, você ta alugada para o “Seu Mala-feia”.
Então, fique aberta, mas não disponível. Também não se submeta à tirania imposta sobre as Balzaquianas. A “igreja” adora encher a paciência das Balzaquianas. Daí as Balzaquianas que casaram em razão da “opressão eclesiástica”, freqüentemente pensarem: Meu Deus, eu era feliz em minha solteirice e nem sabia... E não procure chats de taradinhos evangélicos. Gente adoecida só adoece os outros ainda mais. Aliás, se não for por acaso, não “cace” na net, jamais! Quem faz isto acaba caindo numa net, numa rede!

Um abração, e que o Senhor proteja o seu coração.

Nele,

Caio

Continue lendo...

07/08/2007

No Divã - 17a. História

ESTOU TENDO UM CASO COM UM AMIGO DE MEU MARIDO E SOMOS DA MESMA IGREJA
-----Original Message-----
From: ESTOU TENDO UM CASO COM UM AMIGO DE MEU MARIDO E SOMOS DA MESMA IGREJA
Sent: domingo, 9 de novembro de 2003
to: contato@caiofabio.com
Subject: AJUDA

Mensagem:

Reverendo,

Há um ano e meio mantenho um relacionamento extraconjugal com um colega de trabalho também evangélico. Moro no interior do norte do Brasil. Tenho sofrido muitíssimo com essa questão, e hoje a dor que sinto pelo pecado chega a ser insuportável.
Fiz minha escolha: escolhi Jesus, mas como é difícil essa escolha!
Quando estou com a pessoa é como se minha vida se tornasse colorida. Ela é o colorido de minha vida. Deixá-la é tornar a minha vida preto e branco. Mas, creio de Jesus vai colorir de novo depois.
Converse comigo sobre isso, pois esse segredo eu guardo só pra mim. Conto com as suas orações. Sei que de certo modo o senhor entende quando falo de colorido e de dor.
No mais, saiba que o admiro muito e que o senhor continua sendo uma referencial para minha vida.

No amor de Cristo.

****************************
Resposta:

Minha querida: Paz sobre você!

Me fale sua idade, quanto tempo de casada, como é a relação com o seu marido, como isso aconteceu, como é o sexo com o marido e com o outro, etc.? Ele é casado? Tem filhos? Qual a expectativa dele em relação ao “caso”?

Enfim, fale...

Nele,

Caio


-----Original Message-----

Pastor Caio:

Tenho 35 anos. Sou casada há 12 anos, tenho uma filha de 5 anos. “Ele” também é casado há 10 anos e tem um filho de 6 anos. Eu já fui muito amiga da esposa dele. Hoje somos amigas, mas não mais como antes.
Na época de minha proximidade com a esposa dele, só existia entre a gente uma grande amizade. Alias, nos trabalhamos juntos há 12 anos e sempre fomos muitíssimos amigos. Nunca brigamos, e sempre fomos muito cúmplices.
De 4 anos pra cá, comecei a enxergá-lo de forma diferente, como homem; sempre achei ele muito bonito.
Um belo dia nos beijamos... achei que só seria isso. Mas depois outro beijo e mais outro... dois meses depois do inicio do relacionamento fomos pra cama. Foi o melhor sexo que já fiz até hoje... sempre com ele é bom, tudo com ele é inesquecível, é marcante, é forte; ele pra mim é o homem perfeito, com todos os seu defeitos. Nunca tinha transado com outra pessoa além de meu marido... sofremos com isso, mas em nenhum momento cogitamos a possibilidade de ficarmos juntos, pois existe muita coisa envolvida... Ele já teve outros problemas e a família dele já sofreu muito, enfim... Além disso ele é líder na igreja.
E tanto o meu marido como muitos da família dele dirigem grupos familiares na igreja. Imagine o escândalo! Não queremos enfrentar tudo isso. Ele nunca disse que deixaria tudo para ficar comigo, mas também não consegue me esquecer, nem eu a ele.
Quando estamos juntos parecemos duas crianças, de tão felizes; eu me sinto uma adolescente; a pessoa mais feliz deste mundo. Quanto ao meu marido, ele é simplesmente o homem que toda mulher gostaria de ter: excelente pai, marido amoroso, compreensivo, que daria a vida por mim e pela família; alguém que me ama de verdade, não tenho dúvidas. Mas hoje o que sinto é um grande carinho, uma grande amizade. Nosso sexo é horrível. Evito o máximo qualquer contato; ele já percebeu isso e até já desconfiou que eu estaria tendo um caso; ele é bom de cama, mas eu não sinto nada; fico louca pra terminar logo.
Em resumo, não sei se queria abandonar o casamento, pois sei que o outro não faria o mesmo, mas não sou feliz com isso. Estar com o outro me leva da mais pura alegria que alguém pode sentir a mais terrível das tristezas por saber que jamais poderemos estar juntos como gostaríamos.
O sexo dele com a mulher também é péssimo; ele diz que não sente nada, faz só por obrigação, porem quando nós dois estamos na cama, nós somos uma só carne no sentido mais profundo da palavra. Estou muito infeliz, o peso do pecado é grande, principalmente por saber que traio uma pessoa tão especial como meu marido. Mas casei com ele porque todos diziam que ele era o homem perfeito, e embora ele soubesse que eu não o amava, ele assim mesmo implorava para que ficássemos juntos... agora não sei o que fazer, pois orar, jejuar, buscar a presença do Senhor é o que mais tenho feito. Creio até que posso lutar contra a questão espiritual que isso envolve, mas contra o meu sentimento ta sendo quase impossível.
Só tenho o senhor agora que sabe dessa história, por favor, mantenha contato comigo, gostaria de dividir esse peso que está sendo insuportável.
Um forte abraço,

***************************

Minha amada irmã: Somente muita Graça e Sabedoria!

Humanamente falando não há muito que fazer.

As soluções são amputações! Arrisco lhe dizer o seguinte:

1. Provavelmente vocês não se amam, mas apenas sejam muito mal casados—casamento de “crente”, que se casa com a virtude, os dons e os significados que os futuros cônjuges têm na igreja—; e, encontraram um no outro—você e o “outro”—não apenas cumplicidade, mas a alegria do prazer sexual. Para você ele está sendo, de fato, emocional e psicologicamente, o primeiro homem. E, para ele, você é a mulher do desejo, da descarga das frustrações, além de ser uma relação perigosamente excitante—sem falar nos outros elementos de parceria e banditismo psicológico. Ora, todos esses são elementos poderosos, e apimentam qualquer cama, mesmo que não haja amor.

2. A única saída para uma coisa assim é radical. Implicaria em não trabalharem mais juntos, saírem da mesma igreja, romperem a amizade como encontro, e fugirem um do outro. Do contrário, minha amada, não há saída. E olhe: eu sei o que estou falando! O problema de vocês é mais sério do que este "caso". O caso é apenas o sintoma de algo muito mais grave e sério: vocês - você e ele - não amam os seus respectivos cônjuges; e, portanto, estarão sempre sujeitos a tais deslizes.

Quais as soluções?

Bem, eu não as tenho. Posso apenas dizer quais são as alternativas:

1. Fazerem o que sugeri acima; e, depois disso, assumirem vidas de renuncias: ele com a mulher dele e você com seu marido, pedindo a Deus a calma e a quietude das emoções e das lembranças. Assim... meio barro, meio tijolo... até chegar a "idade da delicadeza", quando todas essas pulsões acabam, e o que sobra é aquilo que vocês hoje já têm com seus próprios cônjuges. Todavia, vocês devem saber que estarão sempre sujeitos a "chuvas e trovoadas" nessa área. Carência é um horror!

2. Você - digo: você, não ele - pode pensar em se separar caso você veja que em seu coração não há meios de voltar atrás. Digo isto porque mais cedo ou mais tarde, caso você não apazigúe o coração e as emoções, você poderá chutar o balde. Agora a situação é de angustiada felicidade, e ambos se sentem, apesar da culpa, muito "seguros", visto que nenhum dos dois deseja viver um escândalo; e, assim, vocês se protegem. Ou seja: vocês são os “amantes ideais” um para o outro, dadas as circunstâncias. Mas havendo uma ruptura, a chegada de um “próximo” pode ser desastrosa.

O que acho é que uma vez que a "asa da borboleta se abre e ela voa", somente um verdadeiro amor pode fazê-la se aquietar; ou, então, uma profunda conversão das emoções e afetividades. Às vezes acontece, às vezes não! E como você tem um marido que é "virtude", mas não é seu homem, temo que mesmo terminando este "caso", você não fique sossegada.
Portanto, seu caso é sobretudo psico-espiritual, e suas decisões devem levar isto em consideração. Você está aflorada pelo desejo e precisa lidar com isto de modo bastante claro e realista. Dizer a você para orar pedindo que dê a você desejo pelo seu marido e só por ele, sinceramente, não o farei apenas porque não creio nisto. Essas coisas são ou não são. Não existe "unção de desejo" num casamento onde não há amor de homem e mulher. Quando as coisas mudam para o bem é apenas porque se “passou” uma fase ruim, e se retornou ao redescobrimento do amor que sempre existiu, com o reaquecimento do desejo—mas este não parece ser o seu caso.
Mas se nunca houve amor de homem e mulher—como você diz ser o seu caso—, uma vez que se conhece outra "coisa", fica muito difícil o retorno à mornidão anterior, a menos que seja como exercício de renuncia e consagração. Essa é uma opção, mas você tem que saber disso e viver sem amargura e sem pular a cerca.

Infelizmente é apenas o que tenho a dizer. Sei que posso parecer frio no que digo, mas é que sei o que digo.
Estarei orando por você, pedindo ao Senhor que lhe dê sabedoria, força e Graça.

Ah! se você tomar a de-cisão de romper logo com isto, não espere ajuda dele. Ele não vai ajudar você! Há muita coisa em jogo. Pense bem para ver se vale a pena!

Com todo carinho.

Nele,

Caio

Continue lendo...

06/08/2007

No Divã - 16a. História

SOZINHO NESTE LUGAR FRIO
-----Original Message-----
From: SOZINHO NESTE LUGAR FRIO
Sent: sábado, 22 de novembro de 2003 13:01
To: contato@caiofabio.com
Subject: ESTOU AQUI

Mensagem:

Querido Caio,

A última vez que nos vimos, eu ministrava louvor numa cruzada Pare e Pense ainda em 1993.
Ainda me lembro de ouvi-lo pregar em João 10:10. Fui pastor e diretor de uma Missão de alcance nacional e internacional. Eu trabalhava na regional.
Depois da minha separação matrimonial, busco forças nos recantos da solidão para reencontrar comigo mesmo, enquanto convivo com os olhares atravessados da nossa "piedosa" igreja. Você sabe como é isso! Daqui do meu quarto frio da cidade estrangeira onde vivo atualmente—somente para poder trabalhar e sustentar minhas duas filhas no Brasil e também na busca de reerguer-me ministerialmente—, precisava tanto hoje de um amigo que decidi te escrever, experimentalmente, testando a comunicação em mídia.

Sempre tenho lembrado de ti nas minhas simples orações.

Um grande abraço de um irmãozão que também vive acolhido nas asas da Graça.

Apaixonado por missões,

*************************

Resposta:

Meu amado amigo e irmão: Paz e Bem!

Que o Senhor o ampare, acolha, agasalhe e aqueça nesse frio, e que tudo mais fique na Graça de Deus! Sua carta chegou bem. Tão bem que me fez sentir sua situação. Apaixonado por missões, trabalhando duro no frio para sustentar as filhas, discriminado pelo pecado da infelicidade, preso entre a certeza do amor de Deus e a rejeição dos irmãos.
Conheço esse lugar! Faz frio nele. A solidão é grande. Nele há sons do passado que nos acordam no meio da noite; e há rostos que aparecem de súbito, apenas para a gente ver que “aconteceu” mesmo, por isso é que eles não estão de fato ali.
Conheço esse lugar! Nele a gente levanta da cama, às vezes, e pensa que foi tudo um pesadelo. Que você vai abrir a porta, e vai verificar que nada mudou. Mas essa porta não abre. A que abre nos mostra um outro mundo, que só é real porque é, mas que não se faz sentir como tal.
Conheço esse lugar! Senti os olhares com os quais se é olhado quando se caiu nele. Olham de cima para baixo... ou nem olham... passam indiferentes, raivosos, cheios de razão... e com um permanente ar de “quem diria” estampado na plástica da cara.
Mas saiba, meu irmão, se a gente aceitar as regras do lugar, a gente morre. Nele ninguém se levanta. Nele ninguém encontra a dignidade como energia para se re-arrumar. Nele a gente se sente escravo dos juízos. Nele a nossa alma mergulha em nostalgia, e nossos amores—amo missões—se tornam amores impossíveis. Mas não é de fato assim. Essa é a careta do “lugar”. Esse “lugar”, todavia, só existe no olhar de quem julga ou no olhar daquele que se enxerga julgado. Está na hora de você se levantar desse lugar. Ponha-se em pé, em Nome do Senhor, e esse lugar fugirá de você. Sim! resista esse lugar e ele fugirá de você! Esse lugar é mentira.
O único lugar que existe é o seu coração, e nele a Graça habita!

Receba meu beijo, meu carinho e minha amizade.

Estou aqui.

Nele, Caio

Continue lendo...

02/08/2007

No Divã - 15a. História

Estou em lua-de-mel e não consigo ter ereções.
----- Original Message -----
From: LUA-DE-MEL SEM EREÇÃO!
To: contato@caiofabio.com
Sent: Thursday, July 26, 2007 7:22 PM
Subject: Estou em lua-de-mel e não consigo ter ereções.


Querido Pr Caio,


Resolvi te escrever, pois não sei a quem procurar; e assim como muitos que te escrevem AQUI "despejo" coisas que são lá do fundo da alma.

Resumirei um pouco a minha historia, pois sei que o teu tempo é muito escasso.

Tenho 25 anos e minha esposa 23. Conheci minha amada há um pouco mais de oito anos. Ao longo desse tempo vimos o amor crescer e se firmar.

Criados em igrejas evangélicas, foi numa delas que nos conhecemos e há quase um mês casamos. Depois de uma viajem de lua-de-mel maravilhosa, onde foi tudo muito bom e intenso, um problema nos tem tirado a paz.

Acerca de uma semana não consigo ter ereções no mesmo nível que nos primeiros dias do casamento.

Minha esposa é uma mulher maravilhosa, simplesmente completa, nós nos desejamos muito, porém nessa última semana só conseguimos completar o ato duas vezes e nas duas ela precisou me dar uma ajudinha...; e nas vezes que tentamos e não conseguimos, ela tem me consolado.

A sensação é simplesmente horrível e só não é pior porque ela tem sido um "poço" de compreensão. .

Nós casamos virgens.

Apesar de termos esperado um bom tempo, não foi uma espera dolorosa, a contra gosto, pois, simplesmente achávamos que seria melhor assim, para nós; e realmente o foi.

Apesar de não ter tido vida sexual antes do casamento, de modo que pudesse perceber algum problema, nunca senti nada, fisicamente, que me mostrasse o contrario.

Sempre que nos beijávamos, abraçávamos, durante o namoro, tinha ereções normais. Agora mesmo, esses dias, tenho tido ereções diurnas muito intensas, porém na hora que preciso delas ela não vêm.

Caio, será que isso é normal?

Preciso muito de sua ajuda.

Não sei o que fazer.

Não tenho com quem conversar.

Há um ano e três meses atrás descobri o seu site e já vi muita gente aos pedaços ser transformada pelo poder do Evangelho.

Obrigado.
_________________________________________

Resposta:

Amado amigo no Senhor: Graça e Paz!


Obrigado pela confiança!

Se você ama a sua mulher e ela a você; se você a deseja física e emocionalmente e ela a você; se você é sexualmente normal e sem problemas físicos e ela também; e se você tem ereções “fora da hora” (portanto, sendo capaz de ereção) e ela está aberta para acolher você — então, dificilmente seu problema será de qualquer outra natureza além da psicológica.

“Por que então estou assim?” — é a sua questão.

Ora, se você não a amasse, seria por fuga do relacionamento que você estaria no estado atual; ou seja: seria por medo de intimidade com “uma estranha”.

Também, se você reportasse o fato de que ela aparentemente apenas “consolasse” você com a permissão sexual (sem pró-atividade dela no processo), eu pensaria que poderia ser uma reação natural de um homem que só quer se for desejado (mas não é o caso, pois, “ela dá uma ajudinha”).

Além disso, caso você me dissesse que namorou sem os normais tormentos do desejo, eu diria a você para olhar bem fundo em seu coração e ver duas coisas: 1ª- se você de fato gosta de sexo; 2ª- se você gosta de mulher.

Entretanto, você não reporta nenhuma dessas situações!

Então, o que nos resta?

Ora, conquanto você nada tenha dito que pudesse nos remeter para qualquer dos problemas acima mencionados, notei algumas coisas:

1. Que um namoro tão longo como o de vocês gera um padrão psicológico e uma conformação de conforto e habito, os quais, muitas vezes, precisam ser quebrados em razão do novo padrão de liberdade que o casamento propõe. Há pessoas que namoram sem sexo por tantos anos que (“na hora do vamos ver”) não sabem mais se relacionar de outra forma. Ora, isto é fruto de falta de real intimidade e de liberdade um com o outro na área sexual; pois, afinal, é difícil namorar alguém oito anos, ver a pessoa todos os dias, acostumar-se a sentir umas “pressões entre as pernas” sem maiores conseqüências, e, assim, de súbito, sem nunca antes ter transado com a pessoa ou com quem quer que seja — passar a ter que ir além do habito. Algumas pessoas têm dificuldade no fazer a “transição” de um status para outro.

2. Que namoros evangélicos virgens e longos (em geral) produzem coisas assim; variando apenas o grau do problema inicial. E por quê? Simplesmente porque a culpa-dever que se relaciona ao evitar o ato sexual antes do casamento (entre os evangélicos), agora, depois do casamento, pode se manter em uma forma latente, produzindo inibições súbitas ou medo de não atender à demanda do ato.

3. Que uma atitude “neuroticamente sistemática” em relação ao sexo, à hora de transar e ao modo de transar — podem gerar exatamente o que você experimenta. Afinal, você disse: “... na hora que preciso minha ereção não aparece”. Portanto, você tem uma hora para transar que é mais importante do que a hora do desejo de transar.


Assim, o que aconselho você é o seguinte:

1. Que você creia que seu problema é psicológico no sentido de que não é físico; e que é psicológico em razão de que pode ser o resultado de um dos três aspectos por mim aventados acima, ou mesmo pode ser a soma deles.

2. Que você só aceite ter ereção sem transar com ela se ela não estiver com você. Do contrário, se e quando bater o desejo... — vá e transe. Sim! Transe tantas vezes quantas você a desejar, não importando hora e lugar. Se for em sua casa...— ótimo. Se não for... — bom também. Ou seja: aproveite a liberdade do casamento para “pegar ela” onde quer que vocês estejam: dentro do carro (num lugar calmo e solitário), num recanto de um parque amplo, na piscina, no riacho, no banheiro da casa de amigos, num motel à beira da estrada, na cozinha, no elevador (sem câmeras - rsrsrs), na escada do prédio... Não espere hora alguma. A hora é feita pelo desejo, especialmente quando a circunstância é como a sua.

3. Que você trata o ato sexual como “performance”, daí você relacionar o sexo à “necessidade”; sempre dizendo coisas que permitem ver sua “tensão” em relação à “hora de fazer”. Assim, você transa com “tensão”, mas não com “tesão”. Ora, o membro sexual só fica tenso se estiver relaxado. Assim, este é o paradoxo da tensão do membro sexual: se você estiver relaxado ele fica tenso de tesão, mas se você estiver tenso em razão da necessidade da performance, então ele perde a chance da tensão do tesão. Portanto, esqueça a necessidade de mostrar à sua mulher que você é o cara; pois, enquanto assim for... — você apenas trabalhará contra você mesmo. Do contrário é como estupro de homem praticado por mulheres raivosas — não haverá ereção; pois, o membro sexual masculino só “sobe” na alegria e na descontração; afinal, ele é moleque por natureza.

Assim, o que falta a você é exatamente aquilo que no Suplício dos aeroportos foi dito Suplicydiamente de modo impróprio, mas que em seu caso é o conselho dos conselhos — “Relaxe e goze!”.

Se você não relaxar não gozará!

Ora, para que você aprenda a relaxar, além de transar quando bater o desejo espontâneo, você deve também brincar de sexo com sua mulher na cama.

Ou seja: não vá para a cama a fim de ter uma ereção, mas a fim de brincar com a sua mulher — beijando-a toda, examinando-a com lascívia, deixando-a brincar com você; provocando assim que aconteça cada vez mais livremente tudo o que se faz na cama quando não há medo, nem pressa, nem obrigação e nem necessidade de performance.

Somente assim o ato sexual não se tornará uma obrigação neurótica para você.

Digo isto porque quando o sexo vira neurose faz brochar até Sansão.

Portanto, relaxe e goze; pois, é assim que se tem prazer no sexo — sem culpa, sem medo de intimidade e sem qualquer necessidade de performance.


De coração espero estar ajudando você e sua mulher a usufruírem-se em plenitude!


Nele, que faz água virar vinho no casamento,



Caio

02/08/08
Lago Norte
Brasília

Obs.: Se possível leia no site (procure em “Busca”) o seguinte texto: “O que posso fazer com minha mulher na cama”. Sei que ele ajudará vocês um pouco mais. http://www.caiofabio.com/

Continue lendo...

01/08/2007

A GRAÇA GERA CORAGEM DE SER

A GRAÇA GERA CORAGEM DE SER

Na Graça não há medo, pois a Graça é a manifestação do amor de Deus como favor absoluto.

Assim, quem crê que a vida com Deus acontece na Graça e como Graça, não teme; pois, Aquele que se declara em amor unilateral por nós, autoriza-nos a perguntar: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?”.

Desse modo, acabam-se os medos e pânicos em relação a tudo — seja o medo de viver ou de morrer; ou o medo do presente com suas catástrofes anunciadas, ou o medo do futuro e seus apocalipses inafastáveis; ou o medo de anjos ou demônios; ou de poderes humanos ou invisíveis; ou do abismo ou das alturas impensáveis; ou de qualquer que seja a criatura ou invenção maligna; ou o medo de todo juízo.

É em razão exclusivamente da Graça que Paulo pergunta: “Quem nos separará do amor de Cristo?” Ou ainda: “Quem nos condenará?” E não encontra nem mesmo em Nero ou Calígula (contemporâneos de Paulo) acusadores ou poderes que o amedrontem.

Ora, durante muito tempo eu cri que cria em tudo isso. No entanto, foi de 1998 para cá que tive a chance de aprender a crer em face de oposições imensas e reais.

Eu lia — “Ainda que um exército se acampe contra mim, não se atemorizará o meu coração!” — e cria que eu cria em tal declaração. Mas quando os exércitos se acamparam contra mim meu coração temeu e se arrefeceu em esperança.

Até o dia do maior desespero, quando tive que admitir para mim mesmo que os salmos que eu conhecia ainda me tinham sido sempre esperanças em tempos de dificuldade humana, mas que eu não os conhecia como salmos pessoais ante as situações sobre-humanas.

Agora (naquele tempo), todavia, eu tinha que conhecer os salmos como Davi e outros os conheceram — ou seja: em meio aos exércitos reais cercando a minha casa e a minha vida, trazendo todas as suas ameaças, e prometendo com o rilhar de seus dentes que haviam chegado para me matar.

E assim foi...

Tive que conhecer a Graça em meio à zombaria, aos muxoxos, às acusações, às ironias e sarcasmos; e em meio a toda sorte de desprezo.

Depois tive que conhecê-la como Graça na dor do luto de meu filho.

Isto sem falar em milhares de situações de um dia-a-dia feito de olhares de perversidade e de acusação.

Então, na prática, aprendi que a Graça é melhor que a vida, pois ela é maior que a vida.

Desse modo, busquei apenas me satisfazer com o amor de Deus por mim, apesar de todas as formas de desamor vindas dos “irmãos”.

O fato é que quando a Graça acaba com o poder da morte para você, o que surge é um imenso poder para viver.

Assim, o caminho da Graça nos leva ao céu e ao abismo, aos vales e às montanhas, às planuras e aos penhascos, aos amores e aos ódios, a abundancia e à escassez, à saúde e à enfermidade, aos ganhos e às perdas, à paz e aos tumultos — mas conduz você em triunfo em todas estas coisas.

Então, depois de tudo, e só depois de tudo, é que você aprende de verdade a dizer “Tudo posso naquele que me fortalece!”.

Afinal, na Graça não há perdas, há apenas livramentos de pesos mortos e desnecessários — pois, o Caminho da Graça em nós é um caminho que conduz à leveza que surge em razão de que tudo o que é morto de significado é pela Graça dispensado de nossa existência.

Por isso, quando tal consciência se transforma em fé para a vida, toda forma de medo se esvai...

Por esta razão é bem-aventurado todo aquele que crê dessa forma e não teme trazer tais implicações para a sua vida.

O que percebo é que o maior o medo humano é perder o medo em razão da confiança!

Sim, pois o que de fato acontece é que a maioria opta pelo medo como segurança, crendo que se houver medo haverá a proteção da covardia.

Tudo o que a Graça propõe só se materializa pela confiança que se entrega e que descansa na fidelidade de Deus — e isto é pura Graça.

A Graça é melhor que a vida somente quando a vida acontece em confiança na fidelidade do Deus de toda Graça.

Você crê?

Se você crê; então venha!



Nele, que nos chama ao andar sem medo,



Caio

01/08/08
Lago Norte
Brasília

Continue lendo...