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7 de jan de 2008

Dois noivos para uma noiva


Domingo passado, 30/12/2007, estivemos reunidos na Estação Santos mais uma vez. Nem levei meus equipamentos para gravar a mensagem. De tão cansado, nesse final de ano, eu perguntei ao Marcelo se ele iria pregar nesse ultimo domingo de 2007, torcendo para ele dizer não, e ele disse.

Ufa! Fui solto, só por ir aonde amo ir. Fui ver meus irmãos, minha família da Estação.

Sabe, eu gosto de ajudar, gosto dos serviços de domingo a domingo, mas era uma oportunidade de ir sem lenço e sem documento.

O Marcelo ao final da reunião anunciou que a Vanda queria batizar-se, mas, deixou-se para o próximo domingo porque queria também se casar com o meu chara, o Valmir Ribeiro... tragam um refrigerante e uns salgados, pois vamos celebrar o casamento do Valmir com a Vanda...

Curioso e gostoso!

Eu sou marinheiro de primeira viagem nesse junta-pratos para um casamento. Casamentos quase sempre promovem tantos afazeres que essa simplicidade era nova para mim.

É domingo, eu e a Luciana minha esposa, fomos pra estação. Passamos no supermercado e “Estação bola!”

Fui chegando e vendo uma galera diferente, parentes e amigos dos noivos, o auditório arrumado diferente, tudo lindo e simples, simples, simples... Bastante simples assim mesmo!

O Marcelo começou a falar e eu sem saber se já era a mensagem, soltei a pausa e: gravando.

Bem, mais um casamento e lá vou eu chorar de novo. Choro até em casamento de quem não conheço, imagina esse!

O Marcelo foi muito feliz ao falar sobre o casamento que Deus reconhece. Sabe aquele do coração, que agente nem sabe a data do início, muito diferente da data do evento e principalmente da data do papel assinado. ( assim como foi o meu... Casado desde os meus 18 anos com a Luciana, tenho 50 agora).

Mas o que me chamou a atenção eram os olhinhos das pessoas, a maioria brilhava diante da verdade pura e simples exposta pela mensagem, diante da boa nova.
A boa nova ia fazendo gente rir a toa, chorar sem esconder, levantar os braços como se o timão tivesse empatado nos minutos finais e se livrado do rebaixamento, eu vi sim, gente dando socos no ar.

Vi senhorinha de cabelos branquinhos, viúva, com sorriso largo.
Vi cinqüentão divorciado com os olhos totalmente marejados.
Vi o Valmir noivo Ribeiro sem conseguir esconder os dentes 1 minuto sequer, sem exageros.
Vi a Vanda noiva leve e risonha, mãe de filhos criados, radiante na cerimônia do seu casamento (... eu não estou casando ninguém, eles já são casados no coração diante de Deus... disse o Marcelo)

Palmas, risos, assobios. Uma verdadeira torcida, tudo espontâneo, uma festa cheia de liberdade vazando dos corações, quem sabe, até então aprisionados.

Estava bom de ver e viver esse momento histórico pra mim, pra nós.

Então a Vanda, após casar-se, foi então batizada. (Ai se a religião souber que o Marcelo inverteu a ordem “correta”!)

O sentimento expressado pelo seu semblante mudou, a Vanda estava diante de outro noivo na mesma noite, o casamento era outro, não naquela data, pois só o noivo sabe esse dia, mas enquanto ia sendo batizada em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, havia uma beleza naquela feição, uma beleza que eu reconheço de vivenciá-la, uma beleza que mais é um reflexo do noivo.
O noivo agora era Jesus.

Pois bem, fomos para o final da reunião e oramos pelos doentes... coração apertado... mente pensativa... as lutas fazem parte dessa vida. Intercedemos...

Gostaria de dizer agora a Jesus, nosso noivo: Estamos contigo na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na fartura e na falta... só não dá pra viver sem você meu Senhor.

O noivo estava em cada olhar, no meu e no de cada um...

Que bela noite foi essa, que primeiro domingo na Estação Santos!

Também pudera, o Caminho é da Graça!

Nele que nos fez um em amor!

Valmir Bodruc
03h38min h da madrugada de domingo para segunda feira.
Santos/SP

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