COMPARTILHANDO FATOS, IDÉIAS E VIDA ENQUANTO CAMINHAMOS

29/04/2008

SERÁ QUE TEM GENTE NO CAMINHO JULGANDO O "JOIO"?

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From:SERÁ QUE TEM GENTE NO CAMINHO JULGANDO O "JOIO"?
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Sent: Friday, July 13, 2007 8:58 PM
Subject: O CAMINHO DA GRAÇA e o "Caminho da Graça"!

O CAMINHO DA GRAÇA e o "Caminho da Graça"!

Olá Pastor Caio Fábio!

Bom, já lhe escrevi uma outra vez, contando como Deus usou o seu livro "medo de descrer" para influenciar a minha vida em um momento em que eu beirava ao ateísmo, mas não sei se você chegou a ler devido aos inúmeros e-mails que recebe.

Hoje estou escrevendo para falar sobre algo que tenho pensado essa semana quanto ao "Caminho da Graça"!

Compreendo perfeitamente que o "CAMINHO DA GRAÇA" que você prega e procura viver é o caminho que está no Evangelho; logo ele não é uma denominação, mas sim uma mensagem!

Todavia ao ensinar que a igreja evangélica atual está distante deste CAMINHO (e sei que realmente está, pois só não enxerga isso quem não lê o Evangelho), pode dar a impressão de que o Grupo chamado "Caminho da Graça" é o certo, e o resto é o errado.

Como já disse sei que não é isso: o CAMINHO é uma mensagem e não um grupo —; porém, é inevitável que o grupo venha a existir como uma organização; mas começo a pensar quantos entendem isso; pois de acordo com o ensinamento de Jesus sobre o joio e o trigo, eles permanecerão juntos até a ceifa, isso significa que no meio do grupo "Caminho da Graça" o joio também estará presente; e será prejudicial para saúde das pessoas que freqüentam o "Caminho da Graça" se elas começarem a achar que são o trigo, e a igreja evangélica o joio.

Não veja isso como uma crítica e nem como um "não adianta, o joio sempre estará no meio do trigo, vamos cruzar os braços e esperar a ceifa", é apenas algo que tenho pensado e gostaria de saber sua opinião.

Um forte abraço!

Nele, que é o Caminho Perfeito que nos leva em direção ao Pai, mesmo em meio à imperfeição de nossos passos!

PR Marlus Nogari

Curitiba, 14 de julho de 2007

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Resposta:

Amado mano Marcos: Graça e Paz!

A Igreja é de Deus. Ele cuida dela. Ele sabe quem são os Dele. E Suas ovelhas ouvem a Sua Voz e o seguem.

Você ainda se preocupa muito com "impressões". Impressão é algo com o que não vemos Jesus preocupado. Ele não disse que temia pela impressão que o trigo pudesse ter de ser trigo, e assim virar joio pela arrogância. Nem tampouco se preocupou com o fato do joio se dizer trigo. Ele apenas mandou o trigo ser trigo, pois, o joio, era joio. "Crescerão juntos!", disse Ele.

Além disso, em todo ajuntamento humano, da família ao todo do mundo (aliás, a parábola do Joio não é 'religiosa', mas mundana; pois ele diz que o campo é o 'mundo') — e marcado pela presença do joio e do trigo.

Até entre os 12 um era joio.

Jesus, porém, não sofria das paranóias da religião; e, assim, para Ele, não haveria impressões a serem cuidadas, mas apenas verdades a serem vividas.

Se você andasse por aqui, entre esse grupo chamado "Caminho da Graça", você veria que ninguém carrega essa presunção, pelo menos ninguém que esteja me dando ouvidos.

Sim! Eu desafio a qualquer mentor do "" Caminho da Graça "" ou quem quer que seja que conosco ande, a entrar nessa "loucura de presunção" e ver se consegue ficar ao meu lado. Não fica; mano! E todos aqui sabem disso!

Ao contrário, o único sentimento feliz que aqui pode existir é o dos humilhados e quebrados, mas que foram acolhidos pelo perdão de Deus. Portanto, ufania não o sentimento, mas sim alegria e gratidão.

No "" Caminho da Graça "" a indulgência é grande para com todos os processos humanos de crescimento, fraqueza, tropeção, soerguimento, continuidade..., e crescimento. No entanto, o que aqui não se tolera é o espírito de juízo, de superioridade, de arrogância, e de supremacia de qualquer que seja o tipo.

Além disso, os "caminhantes" que conosco andam, sabem que só estão andando porque não sabem andar, e, portanto, estão sendo levados pela Palavra da Graça, enquanto vão sendo curados num processo sem fim...

Se você vir alguém conformando seus temores, enquanto diz ser do "Caminho da Graça", pode mostrar essa carta a esse fariseu-trigo. E mais: pode dizer a ele que ele não está no "Caminho da Graça" como jornada histórico-existencial; pois, aqui, a condição sine qua non para se andar, é a desistência desse tipo de presunção. Do contrário, pela arrogância, esse individuo está automaticamente se excluindo de nossa jornada comum; posto que entre nós ele não terá nem mesmo uma chance de assim crescer em loucura.

Somos perfeitamente imperfeitos; e tudo no que nos gloriamos é na Cruz de Cristo.

Qualquer fraqueza humana é tolerada, e ajudada. Porém, a arrogância, enquanto eu for vivo e o mentor desse processo, saiba: jamais terá espaço aqui; pois, de minha parte, entendo que as heresias insuportáveis segundo Jesus e Paulo são essas vinculadas ao espírito dos fariseus; e, também, de acordo com I e II Timóteo e Tito, o ser insuportável é justamente aquele que perverte a Graça de Deus, seja pela arrogância da justiça-própria como ensino; seja pela libertinagem como prática e apologia; ou seja, pela manifestação de superioridade segundo o apostolo João denunciou acerca daquele Diótrefis, cujo nome beira foneticamente ao idiótrefis no qual o bicho se tornara — expulsando os que ele julgava serem inferiores.

Além disso, não estou aqui para organizar nem terra e nem o inferno; e menos ainda a "Igreja Evangélica" ou qualquer outra coisa. Jesus não o fez, assim, por que eu tentaria fazê-lo?

Por último, você está confundindo pertencimento a grupos humanos com ser trigo, joio, ou qualquer outra coisa. Portanto, repito mais uma vez: em todo ajuntamento humano joio e trigo estão crescendo juntos, inclusive aqui no "Caminho da Graça".

Quanto a entender que o Caminho é a mensagem ensinada e não a sua prática encarnada no grupo "" Caminho da Graça "" (pois, todos nós estamos muito aquém da mensagem e de sua prática), você está certo; e é por tal certeza, e que é minha também, que me ponho em estado de total tranqüilidade!

O mais, Deus cuidará!

Nele, em Quem o trigo sabe que é trigo, e fica silenciosa e humildemente grato; e fora de Quem o joio sabe que é joio, mas não acha que exista nenhuma razão para ter outra natureza,

Caio

14/07/07 - Lago Norte – Brasília/DF

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O sacro e o profano!

Texto: O sacro e o profano! - Baseado no texto de Mateus 2: 1-12

O Caminho da Graça (instituição), dentre outras, me trouxe respostas a questões que eu tinha há anos.

Alguns textos bíblicos, para mim, eram demasiadamente "profanos" para eu entender, ou sequer, perguntar a alguém sobre eles.

No Caminho da Graça alguns textos começaram a ter sentido.

Pegarei o texto relacionado ao nascimento de Cristo, como exemplo:

Ambiente profano.

Cristo nasceu em um ambiente incomum, simplório, impróprio, etc.,...

Em nossas religiões e credos tentamos colocar Cristo em lugares sacros.

Nos templos, na sacristia...

Tratamos o Santo como sinônimo de higiene e assepsia do mundo.

Cristo não nasceu no estábulo?

Homens profanos.

Uns tais reis magos queriam saber quem era o Cristo.

Talvez através de estudos das religiões, estes magos, mágicos, astrólogos, provavelmente sincretistas, ou seja, homens que se orientavam pela criação (astros) que buscavam mistificação ou, pelo menos, direção e respostas para estes e outros fenômenos.

Alguns fatos estavam claros neste relato:

  1. Estes tais queriam adorar o Cristo!
  2. Eles não sabiam de tudo. Sabiam a função da estrela, mas não a cidade de nascimento do Cristo.
  3. Aqueles provenientes da religião judáico–cristã, os sacerdotes, "interlocutores entre Deus e o homem", e os escribas, "os tradutores das escrituras", não atentaram ao fato da estrela anunciada e proclamadora;
  4. Herodes, após informação dos judeus, informa aos reis magos, quanto ao local: Belém. Utilizando seus interesses escusos, relacionados à vida de Jesus.
  5. Os reis magos vão a Belém e, onde, no alto, estaciona a estrela, crêem sem ver, que o Cristo estava nascendo no estábulo;
  6. Quando vêem o Cristo adoram e expressam louvor;
  7. Após tal evento os reis magos, voltam para casa e neste momento, acontece o mais incrível: Deus fala com os magos. Com aqueles da religião mística, com aqueles que não estavam no arcabouço da fé judáico–cristã, com aqueles que eram orientados pelos astros: Com os ditos profanos!

Para pensar!

Destaco dentre os fatos acima:

Os de fora da religião judaico - cristã intencionaram adorar o Cristo de Deus, creram no Cristo sem vê-lo, adoram quando o viram e foram divinamente orientados.

Primeiramente, observamos que, o profano e o sacro não são segmentados e estereotipados, como muitos querem fazer selecionando e julgando credos e pessoas.

Num segundo momento, só podemos enxergar tais fatos, através da Graça de Deus, que a todos aceita, agrega e ilumina!

O Caminho da Graça – instituição me deu respostas a isso! Graças a Deus.

Tupi Rodrigues

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25/04/2008

Nota em Jornal de Bauru

Caio Fábio em Bauru amanhã

O Livro "No Divã" de autoria de Caio Fábio, vai ser lançado nesta segunda-feira ás 19h no Teatro Bela Vista no Colégio São Francisco (Rua Vitória Quadra 6 - Bela Vista). Caio Fábio sempre foi evangélico de grande atuação no país, Hoje não é mais, porque decidiu abraçar com todas suas forças e de maneira simples, sua fé em Jesus Cristo. Durante toda sua vida voltada ás atividades evangélicas, Caio Fábio sempre combateu práticas de grupos religiosos, valendo-se de argumentos bíblicos acerca de explorações financeiras e tambem da manipulação política e do contraste entre o "moralismo religioso" e a "mensagem da graça, amor, justiça e redenção, presntes no evangelho de Jesus.

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ENTREVISTA DO CAIO PARA UM JORNAL DE BAURÚ

1º Você é uma das figuras mais marcantes da igreja brasileira e viveu uma experiência pessoal que, para muitos, colocaria fim ao ministério. Certamente é vítima permanente de juízos... Por conta disso, em algum momento pensou em deixar o ministério pastoral?

Resposta:

O "ministério pastoral", conforme os "evangélicos", eu de fato deixei faz tempo. Antes de tudo o que aconteceu em 1998, minha alma já não suportava mais o convívio com tanta malandragem e hipocrisia entre a "classe pastoral". Em 1994 [ainda Presidente da Associação dos Evangélicos] eu já havia decido sair do esquema religioso, o qual apenas me dava nojo. Quando as coisas de 98 aconteceram, apenas aproveitei e fui... Entretanto, sou de Deus, do Evangelho e sigo a Jesus. Assim, mesmo em meio ao que estava acontecendo [meu divórcio e Dossiê Cayman], saí de tudo aquilo com dois livros: Nephilim e Tábuas de Eva. Ora, depois de uns dois anos eu vi que aquele "mal" me viera da parte de Deus; e que tudo tinha a ver com um trato de Deus comigo; e que o resultado seria algo para a glória Dele; porém, já não mais dentro das paredes da religião e muito menos junto à "categoria sindical dos pastores evangélicos". Todavia, deixar de anunciar a Palavra nunca esteve em meu coração. Afinal, eu sei que nasci para ser mensageiro do Evangelho de Jesus, puro e simples como ele é.

2º Em suas observações você é demasiadamente crítico em relação à igreja, enquanto instituição. Porém, já fez parte dela, e, ao seu modo, queira ou não, ao instituir o Caminho da Graça, abriu a porta de uma nova denominação. O que você não quer no Caminho, que foi incapaz de mudar na igreja enquanto instituição?

Resposta:

Nomear é tarefa do homem desde o Gênesis. O homem dá nome às coisas. Assim, não é possível fazer nada no tempo e no espaço [portanto, na História] sem Denominar. Daí a denominação ser inevitável. O que é evitável é transformar siglas em coisas divinas. Afinal, não há mal algum em denominar; embora haja todo mal em fazer da denominação um ente divino; e com capacidade de decidir a vida das pessoas; e isso conforme as "igrejas denominações evangélicas ou católicas" o fazem sem pudor para com a verdade em Jesus. Afinal, quando Jesus falou em Igreja, não era acerca dessa Babel que aí está aquilo a que Ele fazia referencia. O Caminho da Graça tem um nome. Daí ser denominado "Caminho da Graça". Entretanto, nada há mais para além disso. Ou seja: não é porque tenho um nome em meio a muitos nomes que designam coisas ruins que deixarei de ter um nome que busca designar coisas boas. O problema não está no nome, mas sim no que se faz em tal nome. Além disso, no Caminho da Graça não há caciques e nem donos de nada. Todos os mentores são apenas orientadores; e se algum deles desejar ser mais que isso, não terá como ficar entre nós; pois, de fato, ninguém mais agüenta tanta tirania e arbitrariedade praticadas em nome de Deus.

3º Vai uma grande distância entre o que propõe um pensador ativista e o que fazem seus seguidores, sobretudo em gerações posteriores. Você imagina que no Caminho da Graça, possa ser diferente?

Resposta:

O que tenho dito é que cada um de nós serve a sua própria geração. Ora, se alguém ou alguns [depois que eu já não estiver aqui] desejarem fazer outro caminho que não o do Evangelho puro e simples, sei que Deus levantará alguém a fim de acabar com a brincadeira. Não iniciei o Caminho da Graça para que ele fique aqui para sempre. Nada ficará aqui para sempre. Tudo é circunstancial e temporal entre os homens. Assim, não aposto nada acerca do movimento Caminho da Graça como algo perene. Todavia, creio que enquanto ele existir com a consciência que os mentores e caminhantes possuem hoje, tudo irá bem por muito tempo. Quanto ao mais, não está sob a minha jurisdição. Quem pode falar do futuro dando garantias? Ora, até mesmo entre os doze havia um que era diabo. Desse modo, não faço planos para além desta geração, pois, sei que Deus cuidará do Evangelho; e não precisa de nomes e nem de siglas para fazer o que Ele desejar. Nós, entretanto, servimos a Deus no dia chamado Hoje com toda alegria e sinceridade de propósitos.
4º Embora seja algo particular, é inevitável tocar no fim do seu casamento. O que é imprescindível para se manter o casamento?

Resposta:

Amor. Amor. Amor. E muita disposição de amar sempre, perdoar sempre, e buscar andar na luz sempre. Ou seja, como diz o salmo: "Portas adentro em minha casa eu terei um coração sincero". E quando falo de amor, falo do amor conjugal, o qual deve ser feito de amor ágape [amor divino, conforme I Coríntios 13], amor fraterno e, inevitavelmente, o amor erótico: Eros. Esses três elementos têm que estar presentes em qualquer casamento que deseje encontrar e praticar a felicidade. Felicidade é uma prática.
5º Paulo, ao falar sobre a instituição dos presbíteros declara que o bispo seja "marido de uma só mulher". Como você, Caio, considera esta revelação da Palavra de Deus?

Resposta:

O mundo dos dias de Paulo era polígamo. Quando Paulo pregava na Ásia Menor ou na Europa antiga, ele anunciava o Evangelho a pessoas que já estavam nas circunstâncias da poligamia fazia tempo. Ora, havia gente envolvida. Sim! Mulheres e filhos! Desse modo, Paulo não manda que com a chegada do Evangelho nas vidas de pessoas que já tinham uma existência constituída de modo polígamo, elas viessem a ter que escolher entre o que já existia e o a proposta agora recebida por eles. Não! Paulo apenas manda que cada um ande conforme foi chamado. Mas diz: "Se puderes tornar-te livre, não percas a oportunidade" — e isso em relação a tudo aquilo que existe em nós, porém, não sendo o ideal. Desse modo, como Paulo desejava estabelecer o paradigma do Principio da Criação, conforme Jesus estabelecera em Mateus 19, o que ele faz é dizer: Se alguém deseja ser bispo ou mentor espiritual na igreja, que seja entre tantas outras coisas também marido de uma só mulher; posto que estamos buscando moldar as novas gerações na perspectiva monogâmica; e, em tal caso, o presbítero ou mentor, serve de modelo desse novo caminho humano; e isso faz com que ele tenha de ser alguém que aponte na direção da monogamia, pois esse é o chamado de Deus para o homem "desde o princípio". No entanto, não é porque alguém já tenha uma situação anterior à fé no Evangelho, que o Evangelho para ele não servirá. Nesse caso, o que Paulo está dizendo é que se alguém já tinha uma situação familiar constituída de modo polígamo, nem por isso tal pessoa estaria excluída do Evangelho e menos ainda da igreja. Porém, diz ele, a fim de ser bispo ou mentor, o individuo tem que ser marido de uma só mulher. Afinal, seria pelo exemplo dos servos-líderes que as novas gerações seriam moldadas.

6. O que você acha do futuro da Terra?

Resposta:

Creio que estamos vivendo no tempo mais crucial da História Humana, e que, justamente por isso, mais do que nunca, o Evangelho precisa ser vivido e anunciado conforme Jesus e não conforme a "igreja" ou a "religião". Este mundo, como o conhecemos, está com seus anos contados. Os dias adiante de nós serão terríveis; e isso em toda a Terra e para todos os homens. Assim, se ninguém quiser ouvir e entender o que está dito, posto e ilustrado pela realidade, o Apocalipse diz: "Continue o santo a santificar-se e o imundo a cometer suas iniqüidades!" Porém, que todos saibam: os dias são maus, pois pela multiplicação da iniqüidade o amor está morrendo no coração de quase todos. Pior do que o Aquecimento Global é o Desaquecimento de Amor que acontece de modo global no coração de quase todos os seres humanos.

Caio - 24/04/08 - Lago Norte/Brasília/DF

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22/04/2008

CRENTES E NÃO CRENTES NO CAMINHO DA GRAÇA


Aproveitando a adesão de novas pessoas ao grupo:

“Não quero que ninguém pense de mim mais do que em mim vê ou de mim ouve!” - Apóstolo Paulo (2 Cor 12.6b)

“Somos feitos de carne, mas temos que viver como se fôssemos de ferro.” - Sigmund Freud

Quando o pessoal do Caminho se encontra, considero absolutamente estratégico desenvolver mensagens que aprofundem em nós a consciência do Evangelho de Jesus, de modo que, o Espírito da Verdade, que nos guia a toda verdade, possa iluminar a todos, des-vendando dentro de cada um o Conhecimento da Graça, que é experiência existencial, psicológica e espiritual, e não uma doutrina, uma tese ou uma teologia.
Aqui em Santos, nós mal nos conhecemos – é tudo muito incipiente. E eu pouco sei da etapa que cada um se encontra em relação à absorção do Evangelho. O que pregar a cada Domingo, então?
Enquanto me arrumava para ir ao Caminho, institui para mim uma referência, um guia para me orientar, para me balizar em relação aos nossos objetivos no Ensino.

Ganhei a convicção de que subo naquele humilde púlpito com duas únicas intenções:

1) Ajudar aos CRENTES a se tornarem GENTE!

2) Ajudar as GENTES a se tornarem CRENTES!

Eu sei que é uma síntese simplória demais. E sei que para alguns parece chocante e presunçoso tal desejo feito oração e pregação.
Não digo que isso é tudo, mas me parece ser a minha parte. Negar tal necessidade é fugir do óbvio; ela é tão evidente, que julgo ser propício tal ênfase. Eu peço, portanto, sua atenção ao raciocínio transcrito abaixo.

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1) Ajudar aos CRENTES a se tornarem GENTE!

Puxa, creiam-me: os evangélicos precisam ser 'humanizados'. Estou certo de que assim feitos, Deus haveria de ser cada vez mais redundantemente Divino em cada cristão!
Hoje a maioria das pessoas se convertem à “igreja”, não a Cristo!
É por esta razão que os conteúdos do Evangelho da Graça estão tão adulterados no Cristianismo. E pior: Parecemos não enxergar a caricaturização de Jesus que nos é proposta dos púlpitos. É um Jesus de terceira mão que a maior parte dos crentes segue. "O Jesus que nos foi apresentado é um 'composer' do Jesus da 'igreja', o qual é moldado para ficar 'parecido' com o grupo religioso que se pertence ... e é uma fabricação feita para validar as teses do grupo" - segundo o Caio.
E tal “Jesus” não faz nada de bom ou de mal que qualquer outro condicionamento mental também não realize.
Hoje, na igreja evangélica, primeiro o indivíduo tem que ser salvo do "Jesus inventado"... primeiro precisa ser salvo do Jesus dos Evangélicos para, então, conhecer o Jesus do Evangelho.
De modo que, o primeiro alvo da pregação (CRENTE EM GENTE) tem relação com aquilo que se percebe na maioria dos cristãos: uma profunda descaracterização da individualidade de pessoas que se submeteram aos mais malucos sistemas religiosos de aprisionamento da alma e do espírito.
O pessoal fica todo enquadrado, maquiado, mascarado, robotizado, oprimido e, tragicamente, tudo em nome de Jesus – fingindo ter compreendido o que significa Vida em Abundância, enquanto também se camufla:
a tristeza que se carrega com sorriso forçado e com a adrenalina cultual,
o amargor com que se deita e levanta, com palavras de guerra;
e o desamor para com o próximo com plásticas de comunhão na hora do culto!
Não é assim? Ora, onde não é assim, está feita a exceção!
O que os cristãos precisam saber é que Não há melhor lugar para conhecer nossa própria verdade, senão no solo seguro da Graça de Deus, onde não há mais condenação para os que estão em Cristo Jesus! Há somente aceitação e renovação! Primeiro se percebe tal qual se é; depois o Espírito promove seus frutos em nós, enchendo a vida de paz, alegria e amor.
Mas, paradoxalmente, os crentes têm medo de se enxergar como gente. O pastor Caio diz que desse ponto em diante, a maioria dos cristãos “confunde descanso e pacificação com vagabundagem existencial. Crescer em entendimento e experiência da Graça de Deus na presente existência, demanda de nós esforço, compromisso, e busca disciplinada de desenvolvimento interior, e que é fruto de auto-exame, e de auto-discernimento, tarefa que seria insuportável sem um coração pacificado pela Graça.”
Então, para corresponder o quanto antes à norma massificada, as pessoas artificializam o agir de Deus, operando em si mesmas uma ‘transformação de ocasião’, uma conversão para fins eclesiásticos, uma supressão de tudo que choca a religião, uma espiritualidade ‘de fachada’, mas compatível com a média comunitária.
Essa falsificação do lavar regenerador e renovador do Espírito dá conta de instituir mudanças para fora do ser, exclusivamente comportamentalista, baseadas no fazer e mensuradas pelo desempenho, sem seu correspondente interior de crescimento na Graça e na Verdade. É a figueira sem frutos, mas adornada de folhagens, que camuflam a nudez própria do outono da vida.
No entanto, quando o cidadão se percebe assim, tendo Deus – em Sua misericórdia – permitido que ele caísse em si e, finalmente, olhasse para dentro, então o que acontece é que ele não se reconhece, e se assusta, se escandaliza, se choca, se culpa, se penitencia! Não sabe porque “depois de tanto tempo de evangelho” o que habita seu interior são as mesmas raivas, angústias e escravidões de outrora, mas agora travestidas de ‘santidade exterior’; existem os mesmos bichos vociferando rancores e preconceitos, só que agora legitimados pela interpretação adaptada da Bíblia, que nos dá a entender que somos seres superiores, triunfalistas, uma raça cheia de méritos em ser santa, um povo que se “acha!” por ser designado de propriedade exclusiva de Deus, sem qualquer compreensão que, em havendo tal eleição, ela é fruto de pura Graça, é anterior a nós mesmos, sendo anterior a qualquer coisa que tenhamos feito ou deixado de fazer, é anterior, inclusive, ao nosso próprio nascimento. Aliás, essa coisa toda é desígnio de Deus desde antes da fundação do mundo, quando o Cordeiro foi imolado para redenção de todo ser criado.
Quanto a mim, não carrego ilusões... não estou esperando ninguém virar anjo, ninguém levitar a 10cm do chão, ninguém ser levado pela carruagem de fogo da santidade que já não consegue viver no mundo. Ao contrário, posso afirmar que meu esforço pessoal é na tentativa de não me chocar com mais nada, posto que não há nada que você tenha feito que, ao menos em potencial, não exista em mim também.
Gente é gente!
Diante disso, fica aqui declarado: Está suspenso o meu direito de me escandalizar com o que quer que seja verdade sobre você. Prefiro caminhar com você a partir de suas lutas e temores do que fingirmos que não trazemos essas coisas embutidas no cerne de nossas tribulações e dramas de vida.
Não lido com robôs, nem com super-crentes ufanistas, nem me interesso por comportamentos performáticos só para me dar a sensação de que tudo está sob controle na comunidade dos crentes “sob minha supervisão”.

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E quanto aos não-cristãos?

O que significa:

2) Ajudar as GENTES a se tornarem CRENTES?

Ora, a última coisa que eu desejaria aqui era propor que alguém, em se fazendo crente, deixasse de ser gente, repetindo o ciclo acima exposto.
Não precisa ser evangélico para ser gente do Evangelho.
No Caminho da Graça ninguém vai simplesmente virar evangélico. Não. Não lhes farei se submeter a minha própria cultura religiosa, Não os julgarei e não lhes direi palavra acerca da necessidade de manter a boa reputação do Caminho, posto que nem Jesus se preocupou com isso;
Não lhes imporei o tutelamento das listas sagradas dos evangélicos, nem me utilizarei da Ceia do Senhor como instrumento de punição e disciplina. Não lhes porei um peso às costas que perverta a experiência do “jugo leve e fardo suave” do Senhorio de Cristo sobre eles; Não lhes ‘negarei’ as coisas lícitas, nem sou criança para estimular liberdades que são pré-fabricadas para chocar e “colocar pedra de tropeço ou obstáculos no caminho do irmão” (aliás, isso é coisa de crente que pensa que conhece a Graça);
Mas, não se enganem comigo, não lhes proibirei a bebida, o cigarro, a música, a dança, as festas, os namoros com ‘não-crentes’, o divórcio, o casamento sem papel passado, mas sempre e insistentemente devo adverti-los e exortar a todos contra a embriaguez, a ‘des-edificação’, a dissolução, a infidelidade, as “desavenças e invejas”, os extremos, os prazeres perversos e a inconveniência para vida. Mesmo assim, não decidirei nada por ninguém – só corrigindo com brandura os mais fracos, oferecendo conselhos, caminhos e opções compatíveis com o espírito da Palavra. Não lhes ensinarei – conforme aprendi – a coar os mosquitos e engolir os camelos!
Se a transformação é uma porta que só se abre por dentro, então não serei eu a arrombá-la! Longe de mim!

Em suma, o que eu quero dizer é o seguinte: Em se considerando que os cristãos têm se comportado como o filho mais velho da parábola, assumi-se o fato de que Deus tem muitos filhos mais novos por aí, em lugares existenciais distantes da Casa do Pai... muita gente...Gente que não sabe que é filho... ou que, em sendo filho, optou por viver independente de Deus, marginalizado do amor do Pai, longe da sombra do pertencimento, e em sendo assim, entregues a si mesmos, às torpezas e dissoluções, que cada vez mais entortam e diluem o ser, e nos colocam em descaminhos vários até o ponto de uma existência medíocre, alimentada com a lavagem dos porcos, em estado de perdição, sem sentido para a vida, sem saber de onde vem e para onde vai, sem esperança, sem horizonte, sem nada que garanta um significado para vida além da satisfação dos instintos primais e dos elementos de sobrevivência diária.
O dia que esse pessoal descobrir o Evangelho, tudo muda! Quando aceitarem por Fé que Jesus Cristo é Senhor, quando confessarem com a boca e crerem com o coração, então há o Novo Nascimento... O dia que eles souberem que o amor de Deus permanece intocável, que o caminho de volta está aberto, que há perdão disponível “para o mais vil pecador”, que o Pai os recebe em festa, que se pode ser achado, que se pode reviver para Deus, então... Ah! Então as coisas velhas passam! Tudo se faz novo! Surge uma nova criatura! E agora tudo que se é, se é em Cristo, posto que em Cristo se está para sempre.
Essa é a Boa Nova: Deus já está reconciliado com o mundo, não imputando aos homens suas transgressões! Louvado seja seu Nome! Cabe-nos aceitar a reconciliação proposta na Cruz, e viver a esperança proposta na Ressurreição, com temor e tremor diante Dele.
É isso: crente em gente, gente em crente! Simples assim...

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E nós, a gente-crente do Caminho?

Ora, Deus nos fez agentes dessa Reconciliação, como se por nós Deus estivesse rogando ao mundo e a igreja que se reconcilie com Ele, afim de receber nessa vida ainda os benefícios do Evangelho de Cristo, que é poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu, e depois do gentio! Um e outro! Ambos! O evangélico e o não-evangélico, o crente e o ‘mundano’, o cristão e o ateu.
Não é uma pregação de superioridade triunfalista, de donos da verdade, de gente soberba. Ao contrário, “evangelizar é um faminto dizer para o outro faminto que encontrou a Casa do Pão!”
E é isso que, a priori, estamos fazendo nas reuniões para encontro e pregação da Palavra, sob o emblema do Caminho da Graça.
E em falar nisso, não custa novamente destacar:
O Caminho da Graça não é o Caminho da Graça. (Eita!)
Verdade!
O Caminho da Graça não é o que se faz dentro de quatro paredes (onde os cristãos gostam de se sentirem cristãos).
O Caminho da Graça se faz na vida, em Jesus, com Jesus e por Jesus. Ele é o Caminho, e toda manifestação Dele em nós é AMOR ao PRÓXIMO!
Já o lugar que carrega esse nome é só uma Estação, uma parada, um posto de abastecimento, um lugar para ministração comunitária da Palavra, da Adoração, da Mesa do Senhor, dos dons ministeriais, das curas e dos depoimentos que fortalecem a fé de quem caminha.
De forma que, somos todos Embaixadores de Deus e Ministros da Reconciliação: no meio do mundo, às portas do inferno, debaixo do sol, no trabalho, na escola, na esquina, em casa e em todo lugar onde estiver gente que é Sal da Terra e Luz do Mundo em Cristo.

E sem Ele nada podemos fazer, visto que nem o melhor de nós tem brilho próprio, mas gravita ao redor da Estrela da Manhã, que “ao ser erguida (levantada), atraiu todos a Si”, com o magnetismo irresistível de Seu amor incondicional.
Somos, portanto, devedores a homens, mulheres, adolescentes e jovens de todas as tribos, prostitutas, homossexuais, bissexuais e transexuais, fiscais de tributos, empresários, motoboys, políticos e donas de casa, ateus, católicos, espíritas e esotéricos, ricos e pobres, intelectuais e broncos, casados, descasados, solteiros, amasiados, juntados, separados, divorciados, viúvos... e a todos quantos se encontram carecidos da Glória de Deus porque não conhecem em seus corações a conversão que o Evangelho realiza por meio da fé, através da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo – único mediador entre Deus e os homens, que a todos convidou dizendo: “Vinde a mim, todos vós que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei. Aprendei de mim, que Sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vossas almas.”

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Sei que alguns identificaram nas entrelinhas um liberalismo herético e outros, nas mesmas entrelinhas, detectaram um moralismo velado. Paciência... Outra coisa não quero!
Sigo fascinado com o poder de restauração do Evangelho: Depois que você aprende a ser gente, nunca mais volta atrás! Depois que se abandona a síndrome do desempenho para conquistar amores condicionados, ser um ser humano cai muito bem em nós, e vivemos em gratidão Aquele que, ao nos converter para Si, nos devolveu para nós mesmos, agora livres de si mesmos. Somos devolvidos para a vida livres
de instintos dominantes, das pulsões sufocantes, das libertinagens da insegurança, da embriaguez como refúgio, do legalismo como justiça-própria, até da ‘oração’ como ansiedade, do consumismo anestesiante, e também do medo, do pavor, do cansaço de existir, da falta de sentido, do excesso de sensações, da insatisfação gerada pelos prazeres desenfreados, do ascetismo orgulhoso, da retórica vazia, do academicismo, das encenações religiosas, das complicações eclesiásticas, da vontade de mandar, de controlar e de ser controlado!

“Eu vos aliviarei...” Ai que bom ser gente!

Na mesma Graça,

Marcelo Quintela

caminhoemsantos@grupos.com.br
marceloquintela@uol.com.br

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17/04/2008

A IGREJA QUE DEIXA OS MUNDOS ATURDIDOS!

Resumo da mensagem de ontem em Campinas, na Caminhada Paulista

Leitura recomendada: a carta de Paulo aos Efésios.
Para Paulo a Igreja -- conforme ele a define em suas cartas -- era a plenitude Daquele que a tudo enche em toda a existência.
Ora, como pode ser que na Igreja habite a plenitude de Deus se ela é feia aos nossos olhos?
Talvez seja porque o que Paulo chama Igreja seja a comunidade ideal apenas visível aos olhos de Deus, até porque somente Ele sabe quem faz parte da Igreja de Deus।
O apostolo, entretanto, cria que é pela multiforme experiência da Graça de Deus que aquilo que é Igreja para Deus e anjos, se manifesta gerando perplexidade nos poderes invisíveis que a observam.
Assim, o principal sinal da Igreja é a manifestação da multiforme Graça de Deus -- na forma de amor, perdão, reconciliação, justiça e bondade procedentes da verdade que atua em amor.
Desse modo a Igreja só é Igreja quando nela habita a Graça como verdade seguida em amor!
Paulo também diz que a vivencia dessa Graça entre os homens, põe a Igreja no centro das observações cósmicas. Ou seja: vista, olhada e observada; tornando-se num experimento chocante para anjos e todas as demais criaturas capazes de ver com consciência.
Sim! Para Paulo a verdadeira Igreja é o eixo da manifestação da Graça de Deus no mundo visível, visto que amor em verdade é algo que não nasce por geração espontânea em lugar algum do Universo.
Explosões cósmicas, surgimento de estrelas ou a morte delas, ou mesmo qualquer outro fenômeno universal, não têm nem de longe o significado da experiência do amor entre os homens, ainda que os que assim vivam sejam apenas uma imperceptível minoria aos sentidos estatísticos e de volume de matéria no Cosmos.
É como o diamante: não existe em abundancia na Terra, mas o que existe é mais preciso aos sentidos humanos -- pela raridade -- do que imensas porções de matéria expressivas apenas pelo seu volume, e não pela sua qualidade.
De fato é chocante quando indivíduos ou grupos humanos vivem em amor criativo e insistente no enfrentamento de tudo aquilo que é anti-amor na existência. Sim! Choca a todos!
A presença do amor -- que é a marca do discípulo, conforme Jesus -- em qualquer vivencia humana carrega a marca da Graça de Deus.
Ora, essa Igreja que principados e potestades vêem e ficam aturdidos ante a Graça que nela se manifesta como amor, é também vista apenas pelos seres humanos que enxergam o amor manifesto em qualquer lugar ou pessoa.
Ou seja: a Igreja é o ajuntamento espiritual e comunal de indivíduos rendidos ao amor de Deus, o qual só pode ser visto no mundo como obras de Graça, misericórdia e justiça.
Por esta razão Paulo diz que a Igreja é constituída de pessoas para quem todo muro de separação entre os homens foi abolido na Cruz.
Assim, sempre que pessoas ou grupos vivem além das barreiras de separação -- sejam elas de qualquer que seja a natureza --, aí sempre haverá Igreja em estado de produção de perplexidade para os principados e potestades invisíveis.
O apostolo escreve essas coisas aos de Éfeso, que foi um dos lugares onde os Principados e Potestades disseram: "Conheço a Jesus e sei quem é Paulo!" -- Atos 19.
Desse modo, Paulo cria que o centro das questões cósmicas não tinha em Roma a sua sede naqueles dias, mas sim entre aqueles que viviam de modo à perplexar os observadores invisíveis, os quais apenas se chocam ante a manifestação do amor num mundo gelado pela sua ausência.
Encontrar amor no Cosmos é algo mais chocante do que se achássemos vida no centro do Sol, por exemplo.
E mais: tais manifestações chocantes pela sua raridade não respeitam muros de separação; e não se deixam aprisionar por fronteiras geopolíticas ou religiosas ou culturais; ou por qualquer outra forma de contenção e separação entre os homens.
Assim, o que choca a anjos, demônios e todas as criaturas com poder de observar, é a multiformidade da manifestação criativa do amor num ambiente hostil a ele.
São os Bons Samaritanos da Graça aqueles que chocam a homens e anjos!
Desse modo, a Igreja que deixa aturdidos os príncipes das demais dimensões de existência, é aquela que é constituída pelas dinâmicas da Graça.
Assim, mais uma vez se fica sabendo por que sem amor nada nos aproveita ante Deus e todas as formas de vida.
Pense nisto!
Nele, que nos chama ao existir que no Cosmos não tem paralelo senão na própria manifestação do amor como Graça de Deus vivida e praticada por homens,

Caio
11/04/08 – Campinas/São Paulo

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05/04/2008

ÀS VÉSPERAS DA CAMINHADA PAULISTA COM CAIO FÁBIO

Irmãos, amigos e adversários queridos: Paz!

  
 

Respondendo a um desejo antigo de muita gente  e considerando a rápida expansão do "Caminho" pelo interior paulista - foi que marcamos a programação que ora se designou "Caminhada Paulista com Caio Fábio".

 
 

Receber o "pastor Caio" nessas cidades é uma honra imensa para os anônimos navegantes de seu site, leitores de seus livros e ouvintes de suas mensagens, por um motivo simples, simples, simples e simples demais: Deus usa Caio Fábio, e não revogou nenhum dos seus dons; ao contrário, os aperfeiçoa em meio às experiências, provações e privações da existência. Inegável.

 
 

Quem está recebendo o pastor Caio em cada cidade é gente feliz e grata a Deus por ter conhecido o portal virtual que des-cortinou um Caminho real, e reuniu os "invisíveis" nas fileiras da Doce Revolução do Evangelho: Seus olhos espirituais se abrirão, libertações produzidas pelo Espírito estão em andamento, amor e paixão por Jesus passou a subir a Deus em resposta Àquele que nos amou primeiro, sacerdócios pessoais foram devolvidos, mediações sacro-humanas foram relativizadas, temores e maldições foram debelados, gente que nunca se perdoou, aceitou a Graça de Deus e des-graçados foram constrangidos pelo Amor a se arrepender. E até sobre "servos e servas" o Espírito tem sido derramado em profusão, pois sou testemunha que tem um monte de pastores e pregadores com a consciência de fé reanimada: "O cara escreve o que eu sempre pensei e só não conseguia expressar!" - eles dizem. É ou não é?

 
 

Lições preliminares

 
 

1. "As estradas são fixas e imutáveis, mas o caminho a gente faz na caminhada!".

 
 

Alguns zombaram aqui e ali: "Puxa, invés de 'Marcha para JESUS' agora é Marcha com Caio Fábio???... há há há. Bom, nem a "Marcha para Jesus" é para JESUS. Pois, nela, ao contrário de ganhar o mundo, pretende-se ganhar do mundo (quem é maior, quem tem mais, quem pode mais?)! E ademais, a expressão "caminhada" (que surgiu nem sei como) só ilustra a tônica que envolve a programação idealizada: Uma semana de breves visitas do casal Caio - Adriana e uma equipe de amigos, mentores e músicos em algumas Estações do Caminho da Graça no Estado.

Um dia em cada Estação. Uma Estação em cada parada, e seguir viagem rumo a outra, conforme é na vida que se vive no Caminho... Sem amealhar para si mesmo qualquer coisa que encha a bolsa e pese o livre andar no Espírito.

Sim, o "Caminho" não fará dinheiro na "Caminhada". O Caio, com a Graça de Deus, capitalizará valores que são imensuráveis: Fará discípulos de Cristo, plantará sementes, colherá frutos, desviará cursos equivocados para melhores paisagens, fará amigos aqui e ali que serão reunidos à FRATERNIDADE no Caminho, fortalecerá mãos vacilantes e joelhos trementes, e todo o mais que Deus nos preparar, conforme Seu querer e efetuar.

 
 

Mas quase todas as Estações de uma só vez? O motivo é simples: Não temos recursos para marcar visitas em datas isoladas e pontuadas, pois as tais nos fariam gastar mais passagens aéreas, indo e vindo, indo e vindo e assim por diante.

 
 

Também me falaram que estávamos "abusando da saúde, da disponibilidade e do impulso irrefreável do Caio pela Causa" fazendo-o peregrinar tanto... Bom, apesar de orarmos diariamente para que Deus o mantenha "firme e forte", o pastor Caio está acostumadíssimo com condições muito mais frenéticas que essas. Contudo, desde o começo me deitei sobre o mapa rodoviário, buscando as menores distâncias e tentando ampliar o tempo de descanso entre almoços, encontros, pregações, entrevistas e lançamentos de livros. A primeira parte da viagem é a mais extensa: Bauru, Ribeirão Preto-Porto Ferreira, Campinas. Daí em diante, fica mais curto: Sorocaba, ABC Paulista e Baixada Santista. Ao todo, são em torno de 800 km dentro de São Paulo. O percurso, então, visava facilitar translados rodoviários... e eu também sei que havia outras possibilidades. Porém, depois de tudo pronto e anunciado, para minha total surpresa e felicidade de todos, um empresário amigo do Caminho nos ofereceu um helicóptero para cobrir as maiores distâncias. Que bom! É como faremos.

 
 

2. "Dai-lhes vós mesmos de comer!".

 
 

Como comecei esse texto construindo tópicos em resposta, agora vou continuar: Lembro que em meio aos informes da organização da "Caminhada Paulista" ouvi também se dizer algo parecido com: Para quê tudo isso? Investir em outdoors, cartazes e anúncios em mídias diversas? O "Caminho" está virando uma "organização"??? O "Caminho" não apregoa que se ande como Jesus?

 
 

De fato, Jesus nunca organizou muita coisa mesmo. Raramente marcou um evento. Vemo-lo cuidando antecipadamente de detalhes da agenda da Páscoa, com a locação do auditório e o preparo prévio de tudo entre os convidados.

Mas, tirando isso, pouco mais é descrito acerca de qualquer arregimentar de equipe, porque para Ele equipes são os enviados pelo Caminho e a Agenda é a Grande Comissão!

Uma hora Ele diz "não levem nada convosco", em outro contexto, Ele adverte "peguem tudo que têm!" Às vezes dizia: "Entrem numa casa e fiquem!", e em outras cuidava: "Fujam!" Ah! Falando nisso, lembro que ele organizou essa "Caminhada" pelo interior das terras de Israel... Setenta discípulos... De dois em dois!

 
 

Do pouco que Jesus "organizou", entretanto, o que mais me marca é o espírito presente nas provocações que Ele evoca no contexto da multiplicação dos pães. Sim, ali Jesus prega o dia inteiro e o povo O ouve sobre escaldante sol, tão ávido pelo Pão da Vida que nem cuidaram de se alimentar. Aí "nós" o advertimos: "Despede-os, para que indo pelas cidades, comprem algo para comer!" Então, Ele  "nos" disse: "Por que vocês mesmo não lhes dão de comer?"  

 
 

É lindo e provocativo. Senão, veja:

 
 

·         É o chamado para cuidar de quem ouve a Palavra, proporcionando-lhes a gratuidade do aconchego e da provisão: "Dai-lhes!" Não mandou tirar, mandou dar! (Que coisa!).

·         E disse, então, para que nos ocupássemos não apenas de administrar um tempo com a multidão, à semelhança de culto; mas de cobri-la de cuidados que estão para além dos elementos litúrgicos e se estendem na direção das necessidades mais primais, humanas, relacionais, viscerais e de hospitalidade. Por isso, uma Estação do Caminho é um lugar a partir do qual a Vida pode fluir e não aonde Ela pode ser contida! É como encontrar um Manancial em meio à peregrinação do deserto. Ninguém mora no manancial; a que se continuar a jornada. Mas segue-se abastecido!

·         Multidão alguma é cuidada sem organização, sem divisão de tarefas, sem infra-estruturações: Então, Jesus lhes ordenou que todos se assentassem, em grupos, sobre a relva verde. E o fizeram, repartindo-se em grupos de cem em cem e de cinqüenta em cinqüenta. Ora, quem anda com Jesus não anda sob emblemas. Quem anda com Jesus anda com Jesus e todo o mais é o Sábado servindo o homem e não o homem servindo o Sábado! Daí, que o "Caminho" não é uma organização, mas se organiza para servir! O "Caminho" não tem tino para ser uma organização, mas - caros mentores - todo serviço prestado deve ser muito bem organizado!

·         Os nossos recursos são poucos, mas Ele pode multiplicá-los e o fará! Não para ajuntar, reter, guardar, estocar, armazenar, acumular... Não! Ele provê recursos para servir! E assim será! E, é nesse sentido neo-testamentário, que QUEM DÁ SEMPRE TERÁ!

Então, ouçam meu apelo, por favor:

 
 

Na próxima semana, do dia 07 ao dia 12 de Abril, nós receberemos milhares de homens e mulheres para ouvir o Evangelho de Jesus Cristo. É para isso que estamos nos organizando!

Alugamos, compramos ou ganhamos auditórios, som, literaturas, mídias, músicos e Música... Mil se reuniram aqui, centenas ali e algumas dezenas acolá...   

Podem vir! Ninguém sairá de "barriga" vazia. Ninguém terá que comprar nada pelo caminho. Ninguém será tratado como Massa! Ninguém ficará de fora!

 
 

O Caminho da Graça é para Todos!

 
 

Marcelo Quintela

 
 

AVISO:

CAIO FÁBIO NÃO É UMA ESTRELA, UM PRELETOR POP-STAR, NEM PORTADOR DE NENHUM SEGREDO, NÃO ENTRETEM AUDITÓRIOS E NEM ANUNCIA UMA NOVA FÓRMULA! É SÓ PREGADOR DA BOA NOVA JÁ REVELADA: DEUS ESTAVA EM CRISTO, RECONCILIANDO CONSIGO MESMO O MUNDO, E NÃO IMPUTANDO AOS HOMENS OS SEUS PECADOS, E NOS DESIGNOU EMBAIXADORES DA RECONCILIAÇÃO, COMO SE POR NÓS DEUS ASSIM VOS APELASSE: RECONCILIEM-SE COM DEUS! - 2 Coríntios 5

 
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O Caminho é uma pessoa, seu nome é Jesus!

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03/04/2008

NÃO BASTA NÃO FAZER O MAL. O MAL É NÃO FAZER O BEM!

O final será tão simples quanto o começo de tudo.

Já que a Árvore era do Conhecimento do Bem e do Mal, ao final o que se terá será apenas o bem ou o mal na sua forma mais simples.

Assim...

Se houve ação para o bem-menor, mesmo que o mais singelo, como dar um copo de água, agasalhar, abrigar, socorrer, defender, confortar a todos os necessitados que tenham estado efetivamente diante de nós... — então, se vai para a Vida.

Assim...

Se houve omissão como perversidade auto-denfensiva, a qual simplesmente cega tanto o indivíduo que faz com que ele pense que se não fez nada de errado, se cumpriu as leis e manteve a moral da maioria moral, então ele fez a sua parte e deu à sua vida o nobre significado de não pedir e nem oferecer ajuda. Ou seja: um perfeito cidadão!

A uns Jesus dirá:

Vinde! Entrai no gozo! Pois a mim vocês serviram a todos aos quais se deram na existência! Era eu quem estava lá. Entrem todos! Muitas são as moradas para os que são morada.

A outros Ele dirá:

Vocês nunca quiseram me conhecer. Eu persegui vocês com tantas oportunidades. Mas vocês fugiram de mim como quem foge de um necessitado! Nunca pude conhecer vocês: vocês nunca deixaram!

Simples assim é o Caminho do Evangelho!

Antes o que se tinha era a escolha de saber sobre o Bem e o Mal. Agora que se sabe, então, a escolha é mais do que deixar de fazer o bem e o mal, como se pudesse haver uma existência para a qual bem e mal tenham ficado suspensos pela moral ou pelas obrigações contratadas.

Não! Agora já não há mais o lugar do saber mais... Todos sabem... O que há é a decisão de fazer ou não o que é bom conforme a vida.

A quem deseja Saber Mais, Jesus diz:

"Vai tu, e faze o mesmo!"


 

Nele,

Caio

24/11/07 - Lago Norte – Brasília/DF

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