COMPARTILHANDO FATOS, IDÉIAS E VIDA ENQUANTO CAMINHAMOS

13 de dez de 2009

Gostar de gente, um ato de amor.

Verdade sem amor é a maior hipocrisia! Caio Fábio
Tem doído meu coração o fato de haverem pessoas que não gostam de gente. Não gostam mesmo. No mínimo vivem de aparência, mas dentro de si, não gostam e pronto. O que mais assusta é quando isso acontece no meio religioso em geral. Posso falar do meio evangélico, pois vivi nele aproximadamente 40 anos, e há no meio uma tendência separatista: "os de dentro" e "os de fora", os convertidos e os não convertidos conforme a fórmula evangélica, assim como acontece também em outros segmentos religiosos.

Se amar ao próximo é mandamento cristão, pergunto: o que estamos fazendo quando apartamos em nosso coração, toda pessoa de um grupo, comportamento e pensamento diferentes?

Não sei a formula do amor, o que tenho feito é desejar amar meu próximo. Meu desejo tem brotado dentro do meu coração em uma prece diante do Pai. Isso tem que se transformar em ação, senão, fica muito bonitinho, mas não funciona.

O Pai gosta tanto de gente que doou, alem de criar se tornou gente como nós.

Meu desejo-oração é que eu seja livre de apartar pessoas do meu coração, pois amá-las é agradável ao Pai, e paz em minha alma.

Quem não ama não conhece a Deus. É isso... Certamente é isso mesmo.

Se me faltasse a memória a ponto de esquecer toda a escritura, e me restasse esse mandamento de amor ao meu próximo, faria eu um caminho excelente na vida, e muitos se agradariam da minha companhia, pois mesmo sem escritura, andaria transbordando o Verbo Vivo.

Deus é amor e amor tem destino. Primeiro amando a mim mesmo, quando me entrego a Deus e vivo pacificado e também ao próximo, quando entendendo, obedeço, me tornando mais como Ele é, amor.

É o amor que faz toda verdade, verdadeira em sua plenitude.

Por isso é que se diz: "Sem amor nada me aproveitará!"

Caio Fábio

Amém

Santos, 14 de junho de 2008 – 20:58h

Valmir Bodruc

Nada havia mudado no Jardim... Mudou o olhar de Adão, e, com isso, desfigurou-se o Jardim! Não se vê mais o Éden na Terra apenas porque o Éden é uma categoria do olhar humano, e não há mais Éden algum dentro do homem. A Terra se tornou do lado de fora aquilo que ela é para nós do lado de dentro: o campo de batalha da morte e da vaidade dos desejos egoístas...

Caio Fábio

A GRAÇA QUE INCLUI GENTE E QUE EXCLUI PECADO E DOENÇA - Reflexões

Para a maioria dos leitores do Novo Testamento parece meio estranho, por exemplo, que Paulo seja tão enfático acerca de tudo o que "já está feito", fazendo cabais afirmações sobre este fato, inclusive por meio do fato afirmando a morte da Lei na Cruz. Isto é, a morte de toda a Lei, tanto o Decálogo como meio de salvação como também todas as demais leis de natureza cerimonial, visto que na Cruz Jesus levou a Lei da Morte para seu próprio lugar — a morte — e ressuscitou para que "sem lei" fôssemos justificados mediante a fé que se fundamenta da Rocha dos Séculos e na Pedra de Esquina que os "construtores rejeitaram": Jesus.

NEle temos "redenção, santificação, unção e poder" para viver conforme o chamado do Evangelho. E tal poder só se instala em nós pela "fé que atua pelo amor", tendo no discernimento da Graça de Deus em nosso favor a sua força motriz e sua potência capaz de nos pôr eretos na vida. Assim, vamos com os pés no chão do caminho do arrependimento, que já não vai de culpa em culpa, mas de entendimento em entendimento, produzindo não a eterna-angústia dos "penitentes", mas a alegria dos que, pela "renovação da mente", provam a "boa, agradável e perfeita vontade de Deus".

Em Efésios, por exemplo, tais garantias estão postas e nos são dadas como fato-feito-e-consumado, selado pelo penhor do Espírito em nós, até o dia do nosso resgate, quando entraremos em toda plenitude de tudo o que de pleno seja possível para a finitude feita eterna até o Possível-do-Pleno no que não é infinito: nós em glória.

Entretanto, apesar de tudo isso, ainda em Efésios (4 e 5), Paulo adverte os discípulos quanto ao fato de que a nova vida em Cristo deve gerar o Novo Homem, que é um ser para além dos preconceitos, que são o modo de pensar conforme o adoecimento do curso deste mundo. Afinal, em Cristo não há mais homem e nem mulher, nem senhores e nem servos, nem gente puro-sangue e nem vira-latas...

Todavia, para o apóstolo, essa Graça-inclusiva gera um amor-paixão-exclusivo por Deus, e produz em nós um casamento de plenitude de ser com o todo do Evangelho, e, sobretudo, uma ligação tão visceral com Jesus que, sem Ele, nada podemos fazer.

No entanto, nem por isso Paulo deixa de nos chamar para o exercício simples e prático de um novo modo de viver, do qual, diz ele, devem ficar fora a ira que dorme sobre a amargura, o roubo de qualquer que seja a natureza, a mentira e o engano em relação a si mesmo e ao próximo, as gritarias, a chocarrices, as bebedeiras descontroladas, as invejas, os ciúmes infundados, o desejo de supremacia, as facções, os partidarismos, os ódios, a maledicência e a sutil aprovação das obras das trevas, as quais, mesmo não sendo praticadas, podem ser aprovadas mediante nossa leveza de ser em relação a elas, quando dizemos: "Eu não faço, mas adoro ver quem faz... É engraçado!"

Assim, sem a vivência simples e prática do Evangelho como comportamento, o homem está salvo — "como que através do fogo" —, mas sem conhecer o benefício do Evangelho em sua vida e na dos outros. Sem falar que ele jamais provará a paz que excede todo entendimento, visto que ela só se instala em nós quando o coração que crê também descansa no amor de Deus, e, por tal descanso-entrega, prova o fruto do Espírito em sua existência, não como comportamento performático e nem como "bom testemunho" de aparências, mas como fruto natural e existencial de ser-estar-em-Cristo.

Por essa razão Paulo diz: "... não haja entre vós..."... "... nem sequer se nomeie entre vós..."... "longe de vós..."... "... não aproveis as obras das trevas..."... "... para que aproveis as coisas excelentes..."... etc... E a isso tudo, em contextos diferentes, ele associa um exercício que pode ajudar a mente a romper com o padrão dos vícios antigos, do velho homem e de seus antivalores e direitos perversos, estimulando uma nova maneira de pensar. Sim, ele nos remete para as coisas lá do alto, e não para as que são daqui de baixo, chamando-nos, assim, para pensar em tudo o que é positivo, de boa fama, no que carrega louvor, e em tudo aquilo que quebra o ciclo das inimizades perversas e à revelia que nascem em nós, ou das antipatias gratuitas, ou mesmo das amarguras que não se querem curar em razão do orgulho ou das mágoas.

Só depois disso é que ele diz que "a paz de Cristo que excede a todo entendimento encherá nossas mentes e corações".

Assim, o Evangelho que nos inclui em Cristo é o mesmo que de nós exclui, também em Cristo, tudo aquilo que não é conforme o Espírito de Cristo.

Ora, tudo aquilo que é de acordo com Jesus leva a marca do amor, da alegria, da paz, da bondade, da benignidade, da mansidão e do domínio próprio. Embora tudo isso aconteça num processo contínuo... se não nos desviarmos da senda do amor, conforme a Graça.
NEle,

Caio

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