COMPARTILHANDO FATOS, IDÉIAS E VIDA ENQUANTO CAMINHAMOS

15 de ago de 2010

A NOVA REFORMA na Revista Época


Resposta de um leitor aos muitos comentários de internet  elogiando a reportagem da Revista Época de Agosto, desejando voltar a ser evangélico antes da teologia da prosperidade:



"Parabéns ao que está acontecendo no Brasil! Essa Teologia da Prosperidade precisa ruir e não vejo a hora de voltar ao:

Tempo em que adolescentes eram obrigados a casar porque transaram;

Tempo em que minha mãe apanhou a vida toda porque era pecado divorciar;

Tempo em que a igreja pulverizava namoros entre crentes e mundanos;

Tempo em que a igreja se sentia a última bolacha do pacote quando interferia num relacionamento íntimo: “pronto agora eu deixo vocês transarem, agora eu considero e determino o casamento de vocês e se eu descobrir que vocês transaram antes, vocês vão se vê comigo...”

Tempo em que o pastor mandava em tudo que se relacionava a vida pessoal dos outros com truculência e arrogância;

Tempo em que não se podia ter TV;

Tempo em que a mulher andava horrorosamente na rua, por causa das proibições de adornos, maquiagens, calça, roupas leves, confortáveis e curtas;

Tempo em éramos incentivados a quebrar nossos vinis de rock;

Tempo em crente era a única espécie digna de ser salva;

Tempo em que crente para ser batizado, tinha que fazer a maior confissão mentirosa de sua vida: “prometo não pecar mais”;

Tempo em que se alguém quisesse fazer algo na igreja, tinha que largar tudo o que a igreja mandasse, mesmo que essas coisas não afetassem na integridade da pessoa;

Uma coisa é certa. Vejo vários pastores dizendo que não são mais evangélicos como forma de manter-se distante de perfis como do Macedão e Cia., porém, isso não tira o rótulo, uma vez que cada “ala” tem suas formas de denegrir a liberdade e abrangência do Evangelho.

No fim, tanto a ala esquerda, centro e da direita, mesmo a despeito das megas diferenças, todas elas são alas evangélicas que não democratizam o perdão, a misericórdia, o vinde a mim todo vós e a complacência.

Todas fecham o seu curral e dão a chave ao seu pastor local que só permite entrar aqueles que lêem a cartilha. Escreveu não leu, o pau comeu.

Gay, fumantes, amigados e mais um monte de gente, ainda que tenha integridade e amor, não podem sentar à mesa de qualquer uma dessas igrejas! Não pode provar o doce vinho e o pão divino que celebra o Pão Vivo que se repartiu por todos, sem acepção.

Isso é igreja evangélica independente da filosofia e teologia.

Ainda sim, parabenizo aquelas senzalas que permitem seus escravos respirarem, como são os tais pastores citados na revistas."

Sandro Borges

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