COMPARTILHANDO FATOS, IDÉIAS E VIDA ENQUANTO CAMINHAMOS

10 de mar de 2011

O QUE É IMPORTANTE?

Ora, o que é realmente importante é apenas aquilo que seja completamente essencial à vida, sendo a própria vida em sua plenitude de expressão.

Desse modo, falamos apenas de amor!

O problema é que ao ouvirmos falar de amor pensamos em tudo, menos em amor mesmo!

Pouca gente sabe [como Forrest Gump sabia] o que amor é de fato.

Amor não é desejo, nem sentimento, nem posse, nem alegria, nem felicidade, nem razão, nem nada que caiba em definição ou compreensão.

Aliás, o amor não precisa de nada do que acima mencionei a fim se tornar pleno!

O amor não é prático, ele é apenas simples. Não é solucionador, é amigo e solidário. Não é dono, mas naturalmente servo. Não tem razão, mas apenas existe da razão de ser: o amor.

Amar é uma decisão do entendimento do sentido da vida, o qual somente se apreende em fé e rendição ao amor de Deus, saiba a pessoa disso como “informação” ou não.

De fato, amar é graça de Deus, e, todo aquele que ama conhece a Deus. Sim! Conhece a Deus não como termo, palavra ou tentativa de definição, mas como Deus mesmo; ou seja: como amor; pois, Deus é amor.

Onde quer que você veja alguém que prefere a paz à contenda, que deseja mais a vida do que a “vitória”, que se compraza na verdade e na justiça mais do que em “conquistas”, que não se ensoberbeça e nem se torne arrogante diante de qualquer sucesso, que tenha alegria na alegria dos outros, e se condoa das dores do próximo, e que tendo como, sempre faça alguma coisa; sem jamais se tornar cínico ou blasé, e sempre reverenciando e respeitando ao próximo — saiba: aí está alguém que ama; e, portanto, é nascido de Deus, pois, ama a todo aquele que de Deus é nascido; e também a todo aquele que sendo de Deus, ainda não se fez Dele nascido.

Ora, em tal caso, não importa etnia, religião ou irreligiosidade; povo, nação, cultura ou o que seja; pois, “em todo lugar, todo aquele que teme a Deus e faz o que lhe é aceitável, é aceito por Deus, visto que Deus não faz acepção de pessoas” — conforme disse Pedro a Cornélio em Atos 10.

Aí você me pergunta:

“Mas Caio? E onde entra a pregação e a Igreja?”

Eu respondo:

Mostra-me, então, a tua “pregação” e a “tua igreja” sem amor, e, eu, sem “igreja” e sem “pregação”, com amor, te mostrarei a Pregação e a Igreja.

É um privilégio conhecer o Evangelho quando se o vive. Mas é uma desgraça saber dele para não vivê-lo, embora se admita a sua verdade.

Jesus disse que muitas “obras missionárias” podem ser atividades do diabo e do inferno!

Ele disse isto quando afirmou que os fariseus rodeavam o mundo querendo “clonar pessoas” à sua imagem e semelhança farisaica, tornando-as, por tal razão, duas vezes mais filhas do inferno do que eles mesmos [Mt 23].

Isto aconteceu milhões de vezes na história e está acontecendo hoje, aos milhões também, que é quando a pessoa era melhor antes de virar “cristã”.

Gente ruim, quando se “converte”, tende a ficar muito pior depois de um tempo, especialmente quando vêem na “hipocrisia” dos outros o álibi perfeito para fazer a maldade sob o manto da piedade.

Entretanto, já vi muita gente boa e simples ser enfeiada pela suposta “conversão”. É quando a religião chega para dar cabo das espontaneidades da vida sem religião, mas que era pura no exercício do amor, conforme a luz que se tinha.

É por isto que qualquer que seja a experiência com a “informação do evangelho” que não se faça acompanhar de fé, põe o individuo exposto à “informação” em estado muito pior do que o anterior. Pedro diz que é como a porca que volta à lama e o cão ao vômito.  

Pouca gente sobrevive à tentação de apenas amar amando ante a “tranqüilidade” advinda da falsa segurança de fazer parte do “grupo que diz amar”.

É assim que as doutrinas e credos são criados. É assim que os concílios são inventados. É assim que organizações de amor são geradas. É assim que éticas são desenvolvidas e discutidas. É assim que uns se tornam melhores do que outros aos seus próprios olhos. É assim... — que tudo fica assim...

Para muitos o que digo é uma super-redução. Mas para quem sabe o que amor é, mesmo que seja um Forrest Gump, o que digo diz tudo o que importa na vida e aos olhos Daquele que vê.


Nele, que é apenas Amor,

Caio
8 de julho de 2008
Lago Norte
Brasília-DF

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